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O documentário procura resgatar a figura do compositor Tomasz Sikorski (1939-1988), cuja obra não foi devidamente reconhecida em sua vida por conta da incompreensão dos círculos artísticos sob o regime comunista na Polônia. Enfrentando a rejeição de seu trabalho, tido como “extremamente simples”, Sikorski protegeu seu grande talento e sensibilidade refugiando-se na solidão.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Tomasz Sikorski. Sem dúvidas seu reconhecimento por mim, foi um reconhecimento póstumo.
Desde o início do curta, é inevitável não se entregar ao sentimento semelhante de angústia que Tomasz possuia pela existência.
O apelo para ser enxergado e compreendido.
O apelo para não sofrer a dor da comparação, do desprezo, do silêncio e do desinteresse por nós.
Dor. Existir...dor.
"Por favor. Não me despreze. Me mande ao menos uma palavra".
Eu acreditava que jamais teria conhecimento de um artista inefável, cuja a solidão o atormentava de um jeito sufocante e possessivo (como causa a mim).