A narração, escrita e interpretada por France Daigle, cria três imagens que se repetem alternadamente ao longo do filme: um pássaro batendo as asas incansavelmente; uma figura (homem, menino?) sentada em um fardo de feno, observando a cidade abaixo; e uma mulher numa biblioteca que lê apenas o que os outros deixaram para trás. As imagens filmadas são predominantemente casas: casas vistas de passagem na horizontal; casas refletindo o céu e as árvores em suas janelas; casas parcialmente escondidas pelas árvores ou pelas sombras que elas projetam; casas e torres de escritórios retratadas simultaneamente em fases de demolição e construção. As imagens se dissolvem dentro e fora da luz e da escuridão bruxuleantes (luz do sol, sombra e a emulsão do próprio filme). O local do eu é o lar. Uma casa é uma construção e, para Heidegger, a linguagem é a casa do ser.
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Críticas e opiniões sobre Tending Towards the Horizontal