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Hungria, metade do século 20. O país da Europa Central ainda sente os efeitos da II Guerra Mundial, que devastou boa parte do continente e deixou marcas que nunca poderão ser apagadas. É neste cenário que a vida de duas mulheres bem diferentes se cruzam de uma maneira bem especial. Magda (Martina Gedeck) está ganhando cada vez mais notoriedade por seu trabalho como escritora quando conhece a reservada governanta Emerenc (Helen Mirren), que carrega na alma as cicatrizes do passado. As duas iniciam uma amizade emocionante que ultrapassa os limites das convenções sociais.
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Buscando o que assistir no Prime, me deparei com essa pérola.
Filme para refletir sobre a solidão e perdas da vida.
Triste e bonito.
De uma trabalhadora raiz para uma burguesa gourmet: "Por que não varre um pouco? Vai à igreja para se lamentar, então por que não trabalha também? Há dois tipos de pessoas neste mundo: as que trabalham e as que colocam outras para trabalhar. Jesus varria."
A: Emerenc, se fosse ao contrário, teria me deixado morrer?
B: É claro.
A: E não teria ressentimentos?
B: Não.
A: Mas eu não poderia salvá-la de nada. Tudo viria à tona... Os gatos, a sujeira...
B: E daí?
A: O que uma pessoa morta sabe ou vê? É você quem acha que há algo lá em cima te esperando, anjos carregarão sua máquina de escrever, tudo continuará normalmente. Uma tola! Para os mortos, nada mais importa. Os mortos estão zerados.
B: Então por que a cripta de mármore, Emerenc? Qual o sentido de reunir seus pais e as gêmeas? Se fosse assim, a grama da trincheira bastaria.
A: Talvez para você, mas não para mim. Não para os meus mortos. Os mortos devem ser honrados. Puff... O que você sabe sobre honra? Atirou um osso para mim no parlamento e acha que vou segui-la como Viola? É muito boa com palavras, mas para estar presente quando preciso, para esconder minha miséria dos olhos do mundo, para isso, você não teve tempo.
Pessoas como Emerenc são raríssimas e chocam a maioria quando se lhes apresentam verdadeiramente. Duras e frias de mente, mas sinceras e honradas de coração. Saibamos identificá-las e cultivá-las, pois perdê-las é sempre doloroso. Diante de tais achados, como um próprio personagem do filme diz: "o que quer que aconteça, por favor, não guarde rancor, pois há poucas pessoas justas e boas na Terra."
Atras da porta
Poético
Visto em 24 06 22
--- Atrás da Porta (The Door, Hungria / Alemanha, 2012, de István Szabó) ---
Filme meio estranho, mas interessante, com destaque para as ótimas atuações de Helen Mirren e de Martina Gedeck, e para as partes mostrando os acontecimentos passados.
Esse filme retrara a solidão e perdas da empregada Emarede(Helen Mirren), Europa no pós guerra. Ela vai perdendo todo mundo, a mãe, irmãs, namorado, até seu animalzinho de estimação, um bezerrinho de uma forma brutal. Emared vive suas tempestade como mostra a fotografia do passado dela, se torna uma pessoa embrutecida pelo sofrimento, ela se revolta até com a religião. No período da guerra ela cuidou de uma garotinha judia que depois seus pais voltam para buscá-la. Naquela família ela encontra um pouco de afeto, ela quer fazer daquele lar um pouco de sua casa e começa enfeitar com objetos fora da moda. Aquela cena que ela espera a filha de criação para jantar com ela me cortou o coração. Ela quer limpar a calçada como se limpasse toda dor que ela carrega dentro de si. A cena dos gatos indo embora, a solidão dela tira a liberdade deles. A fotografia do filme é linda, trilha sonora, é um filme para refletir sobre a solidão, sofrimentos da vida.