Um maluco coloca uma bomba nuclear a dez quarteirões da Casa Branca. Depois lista ao presidente americano sete pessoas consideradas geniais, com QI acima de 200. Elas são obrigadas a deixar o aconchego do lar na noite de natal para uma missão nada simples: solucionar alguns dos maiores problemas mundiais, como o câncer, o terrorismo e a fome no mundo, em apenas uma noite. Se falharem, a bomba será detonada.
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Mais de 50 cenas foram filmadas em 1 dia durante a maior cena do filme. Todos os atores tiveram que atuar e memorizar cerca de 20 páginas em 1 dia. Mesmo assim, eles tiveram louvor, um desempenho admirável e todos ainda voltaram para casa às 18h.
Vi a primeira vez ainda no Ensino Médio; o professor parecia fazer questão que assistíssemos. No fim, poucos alunos entenderam o que o filme propunha. Afinal as pessoas com muita energia podem ter pouca paciência pra reflexão enquanto tão jovens.
O filme não tem um orçamento sideral e se passa basicamente inteiro no cenário de uma sala, com os personagens naquela mesa. Assim como nós, telespectadores, também dificilmente sairemos do mesmo cômodo enquanto assistirmos.
Outros filmes viagem por localidades e por isso a mente do telespectador é levada junto, para que possa ver as outras "paisagens". Não aqui. Aqui, seja proposital ou não pelos diretores, mas o fato de toda a problemática estar centrada numa sala, de os problemas que precisam ser resolvidos não estarem espalhados por diversos cantos do mundo (mas ao mesmo tempo falando sobre todos esses problemas que estão sim espalhados) serviu tanto pra sorver o foco, a concentração como imprescindível para captar tudo, como pega uma ligação distante com a frase, a ideia, de que a própria vida é uma sucessão de salas, onde problemas são enunciados e/ou solucionados.
Se ser enérgico é uma coisa boa na maior parte do tempo, "O Clube dos Gênios" demanda sua concentração e um momento de inércia para sorver suas ideias.
diálogos reflexivos
Título idiota esse para um filme tão sensacional
O nome desse filme se fosse traduzido seria “Clube dos gênios” que acho que ficaria melhor que “Deus existe”. Eu não lembro muito bem dos detalhes porque assisti em 2013, mas lembro que me marcou profundamente e me deixou refletindo por dias.
No filme o terrorista fazia perguntas que todos deveriam pensar, mas ninguém pensa e a cada resposta eles ganhavam ou perdiam pontos (precisava chegar a 1000). Alem disso cada gênio do clube tinha uma história e um segredo que com o passar do tempo foram sendo revelados e ficou claro que para os problemas humanos só Deus é a resposta e a solução:
“A culpa é da humanidade, mas eles não sabem disso”
Eu amei as discussões porque tocaram em muitos pontos relacionados à conspiração, mentira e manipulação e esses são temas que gosto de estudar e discutir. Também foi falado bastante sobre identidade e propósito em Deus que é o que realmente resolve os problemas. Em alguns momentos até me senti como parte da discussão kkkkk. E fiquei bem impactada quando foi revelada a frase que desarma a bomba.
“Dessas três palavras dependiam a minha vida e a vida de três milhões de pessoas. Podia ser mais incerto. Será que eu veria a minha esposa de novo? Talvez o sentido da vida seja este. O momento em que você descobre quem você é e porque está aqui. Passamos nossa vida toda sem entender porque estamos aqui: Obcecados em pagar nossas hipotecas, taxas de juros, impostos, assistir nossos programas de TV... Nunca nos fazemos a pergunta mais básica ou descobrimos a mais simples verdade. Percebo que fiz parte de uma experiência única da história. Por que estamos neste planeta? Estou mais próximo de descobrir o sentido da vida? Talvez... Mas me pergunto... Faz diferença? Neste mundo a humanidade vale tudo isso? Hum... Eu acho que sim... Estou vivo por um motivo. Este mundo é muito racional. Deve haver um final feliz. Eu tenho que encontrá-lo. Sei que a Karen iria querer isso, que eu descubra quem eu sou. Afinal... Tudo não se resume a isso? E não é exatamente isso que nós evitamos? Quem sou eu? Três palavras desativaram uma bomba. Quem sou eu? Três palavras profundas que provavelmente irão resolver os problemas do mundo”.