Quando falamos em formar uma sociedade livre de preconceito, devemos pensar que a formação do indivíduo começa logo na infância, através da apresentação de conteúdos que trabalham a inclusão das diferenças em qualquer tipo de conteúdo, inclusive em desenhos animados, afinal, consumimos informação o tempo todo, a partir de várias formas, tudo que observamos, sintetizamos, extraímos algo. Os desenhos japoneses trazem filosofias espiritualistas em quase todos os seus roteiros e a homossexualidade quando tratada nestas histórias é colocada como um acontecimento corriqueiro, sem espetacularização alguma na trama, afinal, amar ao próximo e manifestar este amor pelas mais variadas formas é algo totalmente normal. "Sailor Moon" é um desenho oriental em que consiste na estrutura dramática protagonizada essencialmente por mulheres, reencarnação, destino, o despertar de sentimentos bons nas pessoas são algumas das sustentações básicas desta série animada. Entre as "Marinheiras Guerreiras" existem duas que enaltecem um romance, trata-se de Sailor Urano e Sailor Netuno, as duas lutam juntas ao lado de Sailor Moon para conseguirem libertar o Planeta Terra das forças do mal. Nas sequências protagonizadas por elas, o tratamento da manifestação homossexual é trabalhada como um comportamento amoroso lindo e sensível, sem trazer em momento algum em seu discurso apologia ao lesbianismo, mas sim mostrando o respeito que se deve ter pelas pessoas do mesmo sexo que se amam através do Amor Eros! As crianças devem ser orientadas sempre sobre o amor, o respeito, o sexo é algo que vem em segundo plano, é a consequência de um sentimento lindo que se guarda nos corações... Os desenhos animados orientais trazem lições sociais maravilhosas, desde o respeito, até a meditação que se deve ter no cotidiano, isso tudo através de uma linguagem dinâmica e fictícia. É maravilhoso ver que algumas pessoas, criadoras de produtos ficcionais voltados para o entretenimento, tenham o discernimento de acoplarem em suas respectivas produções mensagens de extrema importância para o nosso convívio no espaço social.
Entre 09 de outubro de 2000 a 21 de dezembro de 2001, com 315 capítulos, foi apresentada nas manhãs da Globo o programa "Bambuluá". Era uma trama infantil apresentada dentro do programa TV Globinho, a atração principal da novelinha era a atriz e apresentadora Angélica. Com um enredo rico, a criatividade focava em formular super-heróis no contexto da cultura brasileira, o folclore do país, o próprio título da série-novela era extraído de um conto, do autor Câmara Cascudo (chama-se "A Princesa de Bambuluá", no folclore Bambuluá significa uma terra onde os olhos maus não podem enxergar), ele é considerado um famoso estudioso sobre as manifestações folclóricas brasileiras. Com capítulos ligeiros, a história foi apresentada em duas temporadas, entre elas aconteceram troca de personagens, inclusive no núcleo principal que agregava os super-heróis. Analisando historicamente a produção de ficção seriada, Bambuluá foi o primeiro "Super Sentai" produzido no Brasil, seguindo os estereótipos habituais de "tokusatsu", conhecida bastante no Brasil através da roupagem americanizada apresentada pela série "Power Rangers". De olho no ibope, a Globo constatou que o elenco de heróis formados por crianças não estava conquistando o público, por isso trocaram elas por adolescentes, para que a história não perdesse a lógica, foi inserido no enredo a seguinte brecha: As crianças foram treinar em outra dimensão, onde dez anos por lá equivaleram apenas dez dias na Terra. Isto evitou que o elenco adulto da produção também tivesse que ser trocado. Ir para outra dimensão se tornou uma desculpa nos bastidores, Angélica, por exemplo, tirou férias de um mês na época, para justificar a ausência de sua personagem, a trama apresentou um sequestro dela, e para onde ela foi? Foi para outra dimensão, mas depois voltou! Com uma bela produção esta série-novela conseguiu corresponder as expectativas tanto da emissora quanto do público, mesmo não sendo tão marcante na vida profissional de Angélica como a série "Caça Talentos", o programa conseguiu inseri-la ainda mais na ideia dos telespectadores mirins da época.
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Sailor Moon (3ª Temporada - Sailor Moon S)
4.3 22 Assista AgoraQuando falamos em formar uma sociedade livre de preconceito, devemos pensar que a formação do indivíduo começa logo na infância, através da apresentação de conteúdos que trabalham a inclusão das diferenças em qualquer tipo de conteúdo, inclusive em desenhos animados, afinal, consumimos informação o tempo todo, a partir de várias formas, tudo que observamos, sintetizamos, extraímos algo. Os desenhos japoneses trazem filosofias espiritualistas em quase todos os seus roteiros e a homossexualidade quando tratada nestas histórias é colocada como um acontecimento corriqueiro, sem espetacularização alguma na trama, afinal, amar ao próximo e manifestar este amor pelas mais variadas formas é algo totalmente normal. "Sailor Moon" é um desenho oriental em que consiste na estrutura dramática protagonizada essencialmente por mulheres, reencarnação, destino, o despertar de sentimentos bons nas pessoas são algumas das sustentações básicas desta série animada. Entre as "Marinheiras Guerreiras" existem duas que enaltecem um romance, trata-se de Sailor Urano e Sailor Netuno, as duas lutam juntas ao lado de Sailor Moon para conseguirem libertar o Planeta Terra das forças do mal. Nas sequências protagonizadas por elas, o tratamento da manifestação homossexual é trabalhada como um comportamento amoroso lindo e sensível, sem trazer em momento algum em seu discurso apologia ao lesbianismo, mas sim mostrando o respeito que se deve ter pelas pessoas do mesmo sexo que se amam através do Amor Eros! As crianças devem ser orientadas sempre sobre o amor, o respeito, o sexo é algo que vem em segundo plano, é a consequência de um sentimento lindo que se guarda nos corações... Os desenhos animados orientais trazem lições sociais maravilhosas, desde o respeito, até a meditação que se deve ter no cotidiano, isso tudo através de uma linguagem dinâmica e fictícia. É maravilhoso ver que algumas pessoas, criadoras de produtos ficcionais voltados para o entretenimento, tenham o discernimento de acoplarem em suas respectivas produções mensagens de extrema importância para o nosso convívio no espaço social.
Bambuluá
3.3 92Entre 09 de outubro de 2000 a 21 de dezembro de 2001, com 315 capítulos, foi apresentada nas manhãs da Globo o programa "Bambuluá". Era uma trama infantil apresentada dentro do programa TV Globinho, a atração principal da novelinha era a atriz e apresentadora Angélica. Com um enredo rico, a criatividade focava em formular super-heróis no contexto da cultura brasileira, o folclore do país, o próprio título da série-novela era extraído de um conto, do autor Câmara Cascudo (chama-se "A Princesa de Bambuluá", no folclore Bambuluá significa uma terra onde os olhos maus não podem enxergar), ele é considerado um famoso estudioso sobre as manifestações folclóricas brasileiras. Com capítulos ligeiros, a história foi apresentada em duas temporadas, entre elas aconteceram troca de personagens, inclusive no núcleo principal que agregava os super-heróis. Analisando historicamente a produção de ficção seriada, Bambuluá foi o primeiro "Super Sentai" produzido no Brasil, seguindo os estereótipos habituais de "tokusatsu", conhecida bastante no Brasil através da roupagem americanizada apresentada pela série "Power Rangers". De olho no ibope, a Globo constatou que o elenco de heróis formados por crianças não estava conquistando o público, por isso trocaram elas por adolescentes, para que a história não perdesse a lógica, foi inserido no enredo a seguinte brecha: As crianças foram treinar em outra dimensão, onde dez anos por lá equivaleram apenas dez dias na Terra. Isto evitou que o elenco adulto da produção também tivesse que ser trocado. Ir para outra dimensão se tornou uma desculpa nos bastidores, Angélica, por exemplo, tirou férias de um mês na época, para justificar a ausência de sua personagem, a trama apresentou um sequestro dela, e para onde ela foi? Foi para outra dimensão, mas depois voltou! Com uma bela produção esta série-novela conseguiu corresponder as expectativas tanto da emissora quanto do público, mesmo não sendo tão marcante na vida profissional de Angélica como a série "Caça Talentos", o programa conseguiu inseri-la ainda mais na ideia dos telespectadores mirins da época.