Um filme muito tocante, de tirar o fôlego. A obra me fez refletir sobre duas questões, principalmente. A primeira é: até onde vai nosso discernimento de bem e mal? Ao pensarmos no caso de estupro seguido de morte, fica claro que Goméz deve ser punido e acredito que todos espectadores esperavam e sentiram-se satisfeitos quando sua prisão ocorre. Mas logo depois, o filme trás um sentimento de injustiça com a liberdade de Goméz e nos faz desejar que ele tenha um castigo apropriado. Agora, ao pensarmos em alguém que mantém um homem preso durante anos, porque não sentimos o mesmo sentimento, de que ela está fazendo algo errado? O personagem de Moráles foi muito bem construído durante o filme para que achássemos(assim como Espósito) aceitável sua atitude e julgamos apropriada uma prisão perpétua, mesmo que feita com as próprias mãos. Cabe a cada espectador, mesmo que o filme nos direcione a entender a atitude de Moráles, julgá-la justa ou não. Outra questão abordada pelo filme é a do amor platônico, das paixões inatingíveis e incessantes que aparecem de diversas maneiras. A maneira doentia do amor de Goméz, a insuperável de Sandoval pela bebida, a intocável de Espósito entre outras inúmeras que aparecem durante o filme. E a abordagem feita pelo filme é esplendida, principalmente quando se trata da paixão platônica de Espósito por Irene. Ele a colocou em um patamar inalcansável a ele mesmo, de modo que nem mesmo quando ela o intimidava a dizer algo ele era capaz de fazê-lo (seu lerdo).
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O Segredo dos Seus Olhos
4.3 2,1KUm filme muito tocante, de tirar o fôlego. A obra me fez refletir sobre duas questões, principalmente.
A primeira é: até onde vai nosso discernimento de bem e mal? Ao pensarmos no caso de estupro seguido de morte, fica claro que Goméz deve ser punido e acredito que todos espectadores esperavam e sentiram-se satisfeitos quando sua prisão ocorre. Mas logo depois, o filme trás um sentimento de injustiça com a liberdade de Goméz e nos faz desejar que ele tenha um castigo apropriado. Agora, ao pensarmos em alguém que mantém um homem preso durante anos, porque não sentimos o mesmo sentimento, de que ela está fazendo algo errado? O personagem de Moráles foi muito bem construído durante o filme para que achássemos(assim como Espósito) aceitável sua atitude e julgamos apropriada uma prisão perpétua, mesmo que feita com as próprias mãos. Cabe a cada espectador, mesmo que o filme nos direcione a entender a atitude de Moráles, julgá-la justa ou não.
Outra questão abordada pelo filme é a do amor platônico, das paixões inatingíveis e incessantes que aparecem de diversas maneiras. A maneira doentia do amor de Goméz, a insuperável de Sandoval pela bebida, a intocável de Espósito entre outras inúmeras que aparecem durante o filme. E a abordagem feita pelo filme é esplendida, principalmente quando se trata da paixão platônica de Espósito por Irene. Ele a colocou em um patamar inalcansável a ele mesmo, de modo que nem mesmo quando ela o intimidava a dizer algo ele era capaz de fazê-lo (seu lerdo).