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diretor bom é diretor morto.

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Últimas opiniões enviadas

  • Daniel Batista

    Eu entendo porque falam que ele é "enfadonho" - este é um dos poucos filmes sobre os quais podemos falar em nuances, assimilações e a lentidão como processo de amadurecimento de tristezas ainda mais profundas que as que conhecemos. Mesmo entendendo que um público mais acostumado com explosões considere este filme "tedioso" por hábito, é preciso ressaltar o quanto ele é inédito, na história do Cinema, em sua própria natureza.
    MOONLIGHT é uma mágoa muito, muito grande. Trata-se de um filme LGBT que passeia por diversos outros assuntos - a violência nas escolas, o vício das drogas, as perdas do tráfico - e só por isso ele já deve ser considerado relevante. Tem mais: o diretor, os roteiristas e todos os atores do filme são negros - protagonismo e representatividade às pessoas que até outro dia eram excluídas por serem "de cor". E MOONLIGHT levou o Oscar de melhor filme, melhor ator coadjuvante e melhor roteiro adaptado, também. É bom lembrar que, até outro dia, não havia sequer um negro concorrendo a uma categoria do Oscar.
    Assisti mais tarde que os outros, mas assino embaixo dos que discordam que MOONLIGHT seja "enfadonho": trata-se de um filme muito delicado, que se propõe a ser o retrato de um complicadíssimo processo interior (a descoberta, a aceitação, a negação e a possibilidade de um retorno à homossexualidade), narrado por três pontos de vista diferentes - a infância, a juventude e a idade adulta. Ele não pretende ser totalizante, dando conta de cada um dos temas que sublinhou - e sim um espelho, para algumas pessoas que, também no Brasil, vivem em situação semelhante.
    Tem um caminhar lento, mas só o suficiente para nos fazer mergulhar na água salgada de suas lágrimas. É uma história triste, mas bela como poucas são, sobre todas aquelas coisas não-ditas que existem, e são reais como nós somos.
    Lindo...

    "Kevin: I wasn't never worth shit. Never did anything I actually wanted to do, was all I could do to do what other folks thought I should do. I wasn't never myself."

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  • Daniel Batista

    Foda. Simplesmente foda.
    TRÊS ANÚNCIOS... é uma poderosa mistura de drama com violência. O filme de Martin McDonagh consegue ao mesmo tempo chocar, quebrar expectativas pelo menos quatro vezes e não fica parado em momento algum (o final não deixa por menos, inclusive). É um longa que exige muito de seus atores principais - e por isso a atuação de Frances McDormand, digna do Oscar, tem sido tão fortemente elogiada pela crítica.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    É interessante perceber que a filha, vítima de um estupro, aparece em um único momento no filme - ele não se propõe examinar o crime que ocorreu, mas de que maneira a comunidade vai reagir aos cartazes que denunciam a violência sofrida - e o consequente descaso das autoridades.


    Em vários momentos lembrei daquele igualmente pesado "Onde os Fracos Não Têm Vez", que trabalha os vários níveis da Violência numa cidade abandonada, que de certa maneira conversa diretamente com Ebbing, Missouri. Como diz Charlie num trecho do filme, "o ódio acarreta no ódio", e, de fato, o papo do filme é bem esse - tudo que você plantar, você irá colher, então esteja preparado para encarar as consequências daquilo que escolheu semear.
    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    E o melhor e mais importante de tudo é que, nas esferas da maior parte dos personagens, eles mudam; o amor é a única saída, a única maneira de transformar as pessoas e, assim, transformar o mundo. É muito interessante ver o processo de reconstrução de cada um dos personagens afetados pelos cartazes, à medida que vão aprendendo com seus erros a serem pessoas melhores.


    Apesar da trilha sonora meio didática e de algumas cenas talvez violentas demais (dignas de "Onde os Fracos Não Têm Vez"), em sua linguagem e escatologia o filme é fantástico, e entrega uma mensagem foda demais a respeito do ciclo vicioso da violência - aqui se faz, aqui se paga. O problema do olho por olho, dente por dente, né. Como discurso, como entretenimento e como candidato ao Oscar, este é o filme mais surpreendente entre os indicados.
    Vale a pena: junto de "Corra!" e "Me Chame Pelo Seu Nome", forma a trinca das melhores produções do ano a serem lembradas pela premiação.
    Foda. Assistam! Não vão se arrepender!

    "Charlie: All this anger, man, it just begets greater anger."

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  • Daniel Batista

    Nolan decepcionando...
    DUNKIRK é um filme esteticamente bem trabalhado, tem uma dinâmica boa (apesar de apressada), mas entrega seu enredo de maneira pouco interessante. Tratam-se de três histórias diferentes, ocorrendo "ao mesmo tempo" em lapsos de tempo variados, cujos personagens praticamente não têm nome e estão ligados por um barco, que busca refugiados da II Guerra na costa francesa.
    Não há intenção em diferir seus personagens - todos parecem o mesmo rapaz branco, de cabelo liso e preto, da mesma altura e falando do mesmo jeito - soldados anônimos do fim da guerra. A dificuldade que isso acarreta ao espectador é uma falha do filme, porque sem ter um "protagonista" que conduza a trama (nem que seja o Harry Styles do OneDirection), a gente fica perdido, não lembra nomes e a ação toma forma inesperadamente.
    Como concorrente do Oscar, acho dos mais fracos - aborda o lado da retirada das tropas, que "O Destino de uma Nação" citou, mas se limita a contar a história de maneira suficientemente linear para virar filme, mas estruturalmente confusa para conseguir agradar de verdade. Depois de 40 minutos perdidos no filme, acostumamo-nos com seu caos e simplesmente deixamos de tentar lembrar quem é quem, focando no mais importante: a saída da costa.
    No fim das contas, a linguagem do filme acaba por fadá-lo a ser apenas "mais um filme de guerra", sem causar grandes impressões ou momentos memoráveis, dignos de serem revistos em outra oportunidade.
    Mediano, Nolan.
    Você estava melhor no Espaço.

    "Tommy: Guerras não são vencidas por evacuação."

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  • Alex Gonçalves
    Alex Gonçalves

    Daniel, saudações cinéfilas!
    Como vai?

    Gostaria de convidar você para conhecer o meu canal no YouTube, Cine Resenhas, por Alex Gonçalves. Caso curta os vídeos, também faço o convite para se inscrever no canal, pois o conteúdo é totalmente independente e o apoio vindo com as novas inscrições é essencial para mantê-lo.

    Link do canal: www.youtube.com/channel/UC5eTEigG8ka9rrpks83NFhg

    Obrigado pela atenção. ;-)

  • Renata Queiroz
    Renata Queiroz

    também amo tu, cara pálida! :3

  • Renata Queiroz
    Renata Queiroz

    terminei a filmografia do Wes Anderson, agora tô sem saber muito bem o que faço da vida. não resta mais dúvidas, está definitivamente entre os meus diretores favoritos. impressionante como ele é primoroso desde sua gênese.

    ah! coloca essas duas belezuras aí na sua listinha de espera, vai. acho que vale a conferida.
    https://filmow.com/poesia-sem-fim-t118341/
    https://filmow.com/o-ultimo-poema-t194147/
    eu só te recomendo filme lixoso pra cassete que eu quero que tu meta o pau junto comigo, deixa eu me redimir um pouco. provavelmente nenhum dos meus outros amigos têm interesse em ver nenhum dos dois. aliás, não faço a mais vaga ideia da razão pela qual sempre me lembro de você vendo filmes dessa natureza, cê faz alguma? haha eu super me aventuraria na filmografia dele, mas a questão é que tô tentando terminar um do Zulawski há SEMANAS. quando chego no meio, eu já virei uma porta e não tô entendendo mais nada. :(
    deprimente, eu sei. já te contei o quanto isso me frusta, não contei? é como se a capacidade de apreciar surrealismo ou qualquer obra minimamente complexa estivesse se esvaindo de mim. e talvez, só talvez, meu destino seja mesmo ser arrastada pro cinema pra ver filme de terror ruim, com final péssimo e roteiro inexistente. é como se uma voz na minha cabeça me dissesse: "volta pro seu velozes e furiosos, volta"

    p.s.: eu sou muito prepotente e arrogante às vezes. é um recado mais cretino que o outro que eu te deixo toda vez que venho aqui deus me livre

    p.s².: te amo. meu amor é tanto, que equivale o quanto ao eu sou desgraçada da cabeça, ou seja, não tem fim.