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23 years (BRA)
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[[[diretor bom é diretor morto]]]

tô montando um blog com minhas resenhas
se você quiser ler eu mando.

músico da Destinatário Anônimo
(lançamos disco novo em abril!)
https://www.youtube.com/watch?v=D6rwI_x3ogY

faço vídeos de auto-ajuda no youtube
https://www.youtube.com/remetentedaniel

Últimas opiniões enviadas

  • Daniel Batista

    Que horror, que horror, que horror!
    ZUZU ANGEL é um daqueles filmes que a gente não espera nada, mas acaba nos atropelando com sua força e seu poder (de silêncio). Abordando não apenas a vida e obra da famosa estilista brasileira, o filme retrata que relação havia entre os desaparecimentos em série que ocorriam na Ditadura Militar e o governo Geisel, quando tornou-se comum falar que “opositores do governo estão desaparecidos”. Tema pesado, mas uma escolha perfeita de núcleo: a artista, seu ex-marido distante e seu filho, Stuart Angel, torturado e morto pelas mãos daquele mesmo governo. Em tempos de uma direita emergente, cada vez mais simpática com a volta dessa forma de governo, é importante assistir e refletir sobre filmes como este, produções brasileiras criticando o Brasil (e suas instituições).
    É preciso exaltar a edição deste filme. Cortes rápidos, dinâmicos, concisos. Uma boa montagem, apesar de por vezes parecer caótica. ZUZU ANGEL entrega um moderado suspense, com boa cenografia e ambientação nos anos 60 e 70 (chegando a citar “O Beijo”, do Magritte, numa das cenas mais icônicas). Reconheço falhas de atuação, sobretudo dos coadjuvantes, e até de dicção mesmo, por parte dos que falam inglês no filme, mas nada chega a comprometer a entrega da mensagem e seu inevitável impacto no público.
    É um must-see a todos os que se interessam por estudar o que passou a ocorrer pós-68, envolvendo as revoltas estudantis e universitárias, o choque entre os ideais de esquerda e direita (o socialismo que se propôs na França daquele ano) e quão longe podem ir as decisões de um governo que deseja calar sua oposição – mesmo que essas pessoas não tenham feito mais que expor ideias contrárias ou quebrado vidraças de bancos.
    A vida vale mais que isso. Muito mais. E não devemos esquecer do legado dessas pessoas, que lutaram por nosso direito de fala, de escolha, de decisão. E temos que permitir que esta mesma consciência se reflita no nosso voto este ano, quando realmente teremos a oportunidade de eleger aquelx que nos representará nos próximos quatro anos.
    Que sejamos todos conscientes disso tudo.
    E que venham tempos melhores adiante.
    Maneiríssimo!

    “Zuzu: Desacato é impedir o direito sagrado de uma mãe de enterrar o seu filho!"

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  • Daniel Batista

    O tema deste filme é muito pertinente, mas sua execução deixa a desejar...
    SNOWDEN retrata a trajetória acadêmica e profissional de Edward Snowden, sob a perspectiva ligeiramente espetacular e lugar-comum de Oliver Stone, um diretor que há muito tempo mistura política com um “cinema de entretenimento”, se podemos falar assim.
    Abordar uma história polêmica, como a tão recente do ex-funcionário da CIA, é um esforço que merece reconhecimento. O filme em si tem vários bons momentos, sendo que os melhores estão nos primeiros e últimos quarenta minutos – o que significa dizer que há, de fato, uma barriga ali no meio, que o comprometeu sem possibilidade de se retratar. Talvez SNOWDEN não precisasse ser tão longo, nem abordar com tantas cenas o namoro (pouco relevante para a trama) com Lindsay Mills. Há uma semi-nudez desnecessária, alguns estereótipos de países que me incomodaram, e o trabalho de colorização do filme ficou meio confuso – parece que se usou um filtro “de documentário político” para um filme prosaico da vida de um hacker, e as cores (e seu significado) foram pro caralho com isso.
    A obra soa um pouco superficial – sobretudo nos momentos de “discurso inspirador” em que personagens falam coisas do tipo ‘todos merecemos liberdade na internet’ e ‘o governo está errado em nos espionar!’ – porque, no fundo, não se trata disso: o rastreamento de padrões de consumo e regiões de interesse segue sendo uma realidade (que Stone não chegou a denunciar), e a interceptação de conversas criptografadas, o alinhamento dos anúncios por grupos de interesse e os processos de reconhecimento facial são tentáculos do mesmo polvo: o ‘big data’, que no filme é exatamente o index que Snowden propõe com o projeto Heartbeat; a catalogação “pesquisável” de qualquer termo, qualquer interesse, qualquer verbalização de vontade de uma pessoa com um celular ou notebook. Capitalizar este interesse consumista quando ele se manifesta no âmbito particular é, talvez, a mais recente atualização do capitalismo oligopolista moderno.
    E o jeito é, mesmo, abandonar esses recursos eletrônicos em alguns anos, porque a situação daqui pra lá só vai ficar mais perigosa. Já não lemos termos e condições dos próprios aparelhos, sites e aplicativos que usamos – enviamos fotos de rosto, coletâneas de gosto e nossa própria localização para terceiros que, garantem os aparelhos, não usarão nossas informações para nada.
    Mas devemos acreditar... nos próprios aparelhos?
    Só o tempo vai dizer.
    Abramos o olho.

    “Corbin O'Brian: Sigilo é segurança e segurança é vitória.”

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  • Daniel Batista

    Eu gosto muito quando BLACK MIRROR mexe com o conceito de consciência, a perpetuação da consciência, a sua transferência “digital” – e todas as questões que essa transferência acarreta. É ficção, claro, mas os processos descritos em boa parte de BLACK MIRROR estão longe de serem impossíveis, o que torna a série ao mesmo tempo interessante e urgente, em especial para nossa era pós-moderna.
    Os episódios que mais provocam reflexão, na minha opinião, são o “Black Museum”, “Hang the DJ” e “USS Callister”. O primeiro, uma ode à própria série, salienta a ligação entre todos os episódios no mesmo universo (tendo altas referências a trabalhos anteriores, em especial “White Christmas” por sua estrutura de três núcleos). “Hang the DJ”, um xodó, é um romance que não é “tão romance assim” – e o único episódio até então que não acaba em assassinato, tragédia ou suicídio. “USS Callister”, por fim, homenageia seriados antigos de sci-fi e trata de uma questão muito importante sobre o autoritarismo e a falta de Humanidade – e quão longe eles podem chegar quando estão juntos.
    Diferentemente da temporada anterior, porém, os episódios “não tão bons” na verdade são péssimos – suas tônicas se baseiam em falhas de caráter ou ação dos personagens, não levantando as próprias questões que eles trazem para a mesa. “Arkangel” lança mão de uma história crível sobre superproteção para se encerrar como um filme adolescente dos anos 90. “Crocodile” é uma saga despropositada de uma assassina para encobrir seus assassinatos em série – tendo um final grotesco e com um anticlímax digno de piada pronta. “Metalhead” se propõe mais “artístico”, com o P&B e as sombras, direção mais cinematográfica e tal, mas o roteiro simplesmente foi tido como pronto quando, de fato, não estava.
    A série, num geral, se propõe a dissecar mal-estares que hão de vir, no contexto do avanço tecnológico irrefreável ao qual caminhamos. Onde podemos parar se pensarmos tanto assim em realidades virtuais, dinheiro virtual, status virtual, vidas virtuais. Infelizmente, os dezenove episódios não são todos instigantes como alguns que se destacam: tais têm bons roteiros, boa direção e uma boa crítica, mesmo que velada, ao estabelecimento dessa mesma tecnologia.
    E nesta temporada, mais que em qualquer outra, o decaimento é evidente.
    Com mais anti-clímax que arrepios, a quarta temporada se encerra com um de seus melhores episódios, mas que muita gente não deve ter visto por não ter suportado tantos roteiros meia-boca no caminho. Seria a ocasião de Charlie Brooker rever se, de fato, vale a pena continuar no esquema de “tornar mais digerível a série como um todo” para acabar entregando basicamente 3 episódios bons a cada 6. Os que indico são esses mesmo: “USS Callister”, “Hang the DJ” e “Black Museum”. Valem a pena pelas questões existenciais, éticas e de poder que provocam. O restante, como falei sobre a temporada anterior, não indicaria.
    No fim das contas, segue a lista – até aqui – de episódios de BLACK MIRROR que, na minha opinião, valem uma checada de verdade: “The National Anthem”, “15 Million Merits”, “Be Right Back”, “White Bear”, “White Christmas”, “Playtest”, “Shut Up and Dance”, “San Junipero”, “USS Callister”, “Hang the DJ” e “Black Museum”.
    Cola na minha que é sucesso certo.
    É isso!

    “Rolo Haynes: His dick pukes a little baby paste up her wazoo.”

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  • n.
    n.

    ok, meu periodo tá perto do fim tbm

  • n.
    n.

    EU QUERO VER KIDS

  • Renata Queiroz
    Renata Queiroz

    o rei está nu! mas eu desperto, porque tudo cala frente ao fato de que o rei é mais bonito nu.
    e aí, já me esqueceu ou ainda não? eu, mesmo daqui do além-túmulo, não resisto a tentação de te indicar os tesouros cinematográficos que me humanizam um pouco e sempre. esse aqui conversa muito com sonata de outono.
    https://filmow.com/lavoura-arcaica-t8099/

    beijo nos olhos verdes mais verdes deste site.