Vi em casa o filme, sobre a narrativa dada a história.... me emocionei em varias partes pela narrativa e background do Francisco, me identifiquei muito com essa pegada de fazer escolhas difíceis em meio a pressão, e depois olhando para trás com remorso das escolhas que tomou, pensando o que poderia ser feito de melhor. Ele menciona que a Ditadura mostra nossas fraquezas, e acredito que situações difíceis na vida fazem isso mesmo, então rolou uma identificação barata. (barata, pois tenho certeza que foi a intenção dos diretores para redimi-lo)
Achei interessante o embate dos dois papas no primeiro encontro, mostrando como dois religiosos podem ter leituras diferentes da religião... é até um pouco esclarecedor, pois nós que estamos de fora, pensamos "pq raios a igreja ainda se posiciona deste jeito" ou "pq agora a igreja mudou tanto de opinião?" mostra o quão normal é o desalinhamento entre eles, e que talvez a única coisa em comum, seja essa "convocação" e este "ego religioso"
Bem, agora vendo os comentários aqui, vejo que tem bastante crítica em relação a como o filme é tratado. Acredito que as pessoas esperavam um documentário mostrando os podres da igreja, pois é a expectativa e o desejo das pessoas, abrirem a caixa preta da Igreja. No final do filme tem uma confissão do antigo papa, mas o filme prefere não dar foco a isto.
Acredito que esse filme é um ponta pé, e provavelmente quando ambos os papas falecerem, terá outros filmes talvez mais fieis e duros a respeito dos temas dos abusos. Mas considerando este o primeiro filme a abordar estas duas figuras, eu acho até natural que o primeiro filme seja um passo tímido na história deles, por isso, não fico indignado como as pessoas aqui que vem comentar sobre, apesar de não discordar delas. Mas considerando que se trata da igreja católica, sinceramente, não sei existe outra coisa além da caixa preta deles de interessante.
Roteiro ok, elenco ótimo, edição boa, juda bastante a criar a narrativa, me comove mas ainda sim, acho que o filme deixa de entregar algo, seja uma conclusão, uma redenção ou uma revelação... talvez a culpa seja de fato, da "passada de pano".
PS: não tem a ver com o filme, mas pensei muito em quão necessário é um psicólogo para tratar a saúde mental, principalmente de quem deve ouvir confissões semanalmente sem nenhum preparo profissional
Pontos fracos: fotografia preguiçosa DEMAIS, dava para ter explorado mais terror com mais cortes e dinamismos em pontos chaves para contrastar da monotonia e despertar a ansiedade/adrenalina
contraste esse que foi usado com a personalidade da persoagem da Bianca Comparato, atriz totalmente pacifica que se torna a peça chave do clímax, sendo possuída e ficando violenta... e surpreende um pouco a plateia nessa transformação
... e também dava para fazer cortes mais interessantes para imprimir todo o clima parado, mundano, cotidiano e um pouco deprimente do casal... aprofundando um pouco mais o psicologico dos personagens e despertando a empatia do publico ainda mais (olá Joker!)
relação familiar entre pai filhos não convence, o protagonista parece mais o tio do que o pai
o protagonista tem uma personalidade inconstante, o cara é um puta de um omisso e tem um lapso de psicopatia e coragem indo na boca, tudo perfeito e maquiavélico, até a linguagem corporal muda
o melhor ator deste filme é a criança sem dúvida
o elemento trash/terror poderia ser melhor explorado, achei uma solução muito preguiçosa como eles brincam com os mortos falando só para justificar a coadjuvante estar viva no IML (os rostos se mexendo por 3D representando os mortos em paralelo ao rosto real da atriz acordando no IML)
Pontos fortes: elenco, set e ambientação do filmem, originalidade e proposta e. a paleta de cores verde é até interessante para a casa.
Sintese: o filme ele só agrada (acredito eu) pela falta de tradição no terror nacional, onde tem poucos ícones como o próprio Zé do Caixão. Em relação ao que foi produzido nos ultimos tempos de terror no Brasil, mesmo o filme sendo ruim (ao meu ver), é ainda sim um grande avanço e um marco (infelizmente apenas pela escassez de produção nacional). Particularmente o filme me agradou em momentos isolados de terror e criatividade em cenas como a linha de cerol no climax (que o filme resgata na introdução dos personagens) mas no geral, o filme ficou carente de mais sacadas de roteiro como estas, que são quase básicas e mandatórias para se ter um filme ao menos mediano. Comparar Bacurau e Morto não fala chega a ser covardia.
Ver o filme sozinho no cinema só não foi pior pois levei uma amiga onde pude ficar rindo das cenas, se fosse sozinho, em alguns momentos eu sentiria ódio e vergonha alheia da inconsistência do protagonista (dando o celular pro dono do bar depois de descobrir que é corno????? ir na boca sendo que é um puta de um bundão????) Minha amiga também detestou a forma como trabalham o feminino no filme. A esposa interpretada pela Fabiula Nascimento desenvolve uma relação tóxica devido ao protagonista trabalhar no IML, que se mantem apenas pelos filhos? Como o romance se concretizou então? O filme poderia ter dado pistas ao longo do filme de como eles se envolveram e ficaram "presos" um ao outro. A Bianca Comparato poderia ter tido mais presença também, apesar do climax, se mostra uma personagem sem vontade própria e omissa.
Novamente, apenas a criança Cauã Martins me agrada nesse filme.
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Dois Papas
4.1 977 Assista AgoraNão sou muito fã de comentar sobre filme, mas vamos lá.
Vi em casa o filme, sobre a narrativa dada a história.... me emocionei em varias partes pela narrativa e background do Francisco, me identifiquei muito com essa pegada de fazer escolhas difíceis em meio a pressão, e depois olhando para trás com remorso das escolhas que tomou, pensando o que poderia ser feito de melhor. Ele menciona que a Ditadura mostra nossas fraquezas, e acredito que situações difíceis na vida fazem isso mesmo, então rolou uma identificação barata. (barata, pois tenho certeza que foi a intenção dos diretores para redimi-lo)
Achei interessante o embate dos dois papas no primeiro encontro, mostrando como dois religiosos podem ter leituras diferentes da religião... é até um pouco esclarecedor, pois nós que estamos de fora, pensamos "pq raios a igreja ainda se posiciona deste jeito" ou "pq agora a igreja mudou tanto de opinião?" mostra o quão normal é o desalinhamento entre eles, e que talvez a única coisa em comum, seja essa "convocação" e este "ego religioso"
Bem, agora vendo os comentários aqui, vejo que tem bastante crítica em relação a como o filme é tratado. Acredito que as pessoas esperavam um documentário mostrando os podres da igreja, pois é a expectativa e o desejo das pessoas, abrirem a caixa preta da Igreja. No final do filme tem uma confissão do antigo papa, mas o filme prefere não dar foco a isto.
Acredito que esse filme é um ponta pé, e provavelmente quando ambos os papas falecerem, terá outros filmes talvez mais fieis e duros a respeito dos temas dos abusos. Mas considerando este o primeiro filme a abordar estas duas figuras, eu acho até natural que o primeiro filme seja um passo tímido na história deles, por isso, não fico indignado como as pessoas aqui que vem comentar sobre, apesar de não discordar delas. Mas considerando que se trata da igreja católica, sinceramente, não sei existe outra coisa além da caixa preta deles de interessante.
Roteiro ok, elenco ótimo, edição boa, juda bastante a criar a narrativa, me comove mas ainda sim, acho que o filme deixa de entregar algo, seja uma conclusão, uma redenção ou uma revelação... talvez a culpa seja de fato, da "passada de pano".
PS: não tem a ver com o filme, mas pensei muito em quão necessário é um psicólogo para tratar a saúde mental, principalmente de quem deve ouvir confissões semanalmente sem nenhum preparo profissional
Morto Não Fala
3.4 398Pontos fracos:
fotografia preguiçosa DEMAIS, dava para ter explorado mais terror com mais cortes e dinamismos em pontos chaves para contrastar da monotonia e despertar a ansiedade/adrenalina
contraste esse que foi usado com a personalidade da persoagem da Bianca Comparato, atriz totalmente pacifica que se torna a peça chave do clímax, sendo possuída e ficando violenta... e surpreende um pouco a plateia nessa transformação
relação familiar entre pai filhos não convence, o protagonista parece mais o tio do que o pai
o protagonista tem uma personalidade inconstante, o cara é um puta de um omisso e tem um lapso de psicopatia e coragem indo na boca, tudo perfeito e maquiavélico, até a linguagem corporal muda
o melhor ator deste filme é a criança sem dúvida
o elemento trash/terror poderia ser melhor explorado, achei uma solução muito preguiçosa como eles brincam com os mortos falando só para justificar a coadjuvante estar viva no IML (os rostos se mexendo por 3D representando os mortos em paralelo ao rosto real da atriz acordando no IML)
Pontos fortes:
elenco, set e ambientação do filmem, originalidade e proposta e. a paleta de cores verde é até interessante para a casa.
e a cena do quarto vermelha com as linhas de cerol, basicamente, se você ver esses 10 minutos do filme, você já pode voltar para casa
Sintese:
o filme ele só agrada (acredito eu) pela falta de tradição no terror nacional, onde tem poucos ícones como o próprio Zé do Caixão. Em relação ao que foi produzido nos ultimos tempos de terror no Brasil, mesmo o filme sendo ruim (ao meu ver), é ainda sim um grande avanço e um marco (infelizmente apenas pela escassez de produção nacional). Particularmente o filme me agradou em momentos isolados de terror e criatividade em cenas como a linha de cerol no climax (que o filme resgata na introdução dos personagens) mas no geral, o filme ficou carente de mais sacadas de roteiro como estas, que são quase básicas e mandatórias para se ter um filme ao menos mediano. Comparar Bacurau e Morto não fala chega a ser covardia.
Ver o filme sozinho no cinema só não foi pior pois levei uma amiga onde pude ficar rindo das cenas, se fosse sozinho, em alguns momentos eu sentiria ódio e vergonha alheia da inconsistência do protagonista (dando o celular pro dono do bar depois de descobrir que é corno????? ir na boca sendo que é um puta de um bundão????) Minha amiga também detestou a forma como trabalham o feminino no filme. A esposa interpretada pela Fabiula Nascimento desenvolve uma relação tóxica devido ao protagonista trabalhar no IML, que se mantem apenas pelos filhos? Como o romance se concretizou então? O filme poderia ter dado pistas ao longo do filme de como eles se envolveram e ficaram "presos" um ao outro. A Bianca Comparato poderia ter tido mais presença também, apesar do climax, se mostra uma personagem sem vontade própria e omissa.
Novamente, apenas a criança Cauã Martins me agrada nesse filme.