Vou comentar sobre a série como um todo e não apenas a sexta temporada.
Histórias boas precisam de bons personagens e aqui temos mais um exemplo dessa máxima. Better Call Saul consegue fazer o público acompanhar um protagonista malandro e egoísta que usa todos os recursos possíveis para se dar bem e nos faz ter uma esperança de que ele possa mudar para melhor. Dá um bom estudo psicológico de personalidade. Mas nem só da trama principal vive uma série e nestas seis temporadas vimos tramas secundárias que em certos momentos eram melhores que as aventuras de Jimmy. O arco do Nacho, Mike e traficantes do alto escalão era de tirar o fôlego. A série é eficaz em conectar as tramas secundárias com a principal e ainda o faz bem porque o personagem do Saul está diretamente ligado com as consequências desta conexão de tramas.
O final foi o mais coerente possível com o personagem e até com o destino dele provável dele. O outro caminho o levaria ao que ele sempre foi desde o início (sem mudança, mesmo que mínima, enfraqueceria muito a série).
O interessante é que Jimmy continua o "Jimmy Sabonete", mas resolve mudar, ao menos um pouco, por uma causa de outro, no caso a Kim (tinha que ser ela porque nenhum outro o faria mudar).
É uma aula de construção de personagem, arco dramático e estrutura de história. Merece ter notas altíssimas nas avaliações.
Pegue os ingredientes da série CSI e una-os com a mitologia cristã. Eis que o resultado é a série Lúcifer (por sinal, uma premissa bem criativa). Uma série que consegue atrair desde o episódio piloto e mantém o público até o final (me refiro a primeira temporada) por causa dos seguintes elementos: personagens complexos, tramas e subtramas que conversam entre si e uma jornada episódica e contínua consistente com o universo criado.
Tocando no assunto sobre personagem é impossível não destacar o ator Tom Ellis que está brilhante como Lúcifer. Debochado, sarcástico e irônico. Mas antes do ator, destacamos o roteiro porque o personagem é muito bem escrito. O arco dramático de Lúcifer é bem estruturado porque consegue entregar falhas de caráter e pontos fracos no personagem que criam uma conexão empática com o público. E isso é bem dosado porque nos primeiros episódios o personagem de Lúcifer começa a ficar desinteressante por causa do poder dele, mas no momento certo nos entregam revelações que apimentam mais ainda a história, criando no público o sentimento do perigo.
E não apenas com Lúcifer, mas todos os outros personagens têm suas profundidades e segredos que cada vez mais complicam a trama, fazendo-nos interessar mais ainda pelo como será resolvido tudo.
Eu gostei da série. Me surpreendi positivamente e pretendo continuar assistindo a segunda temporada.
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Better Call Saul (6ª Temporada)
4.6 430 Assista AgoraVou comentar sobre a série como um todo e não apenas a sexta temporada.
Histórias boas precisam de bons personagens e aqui temos mais um exemplo dessa máxima. Better Call Saul consegue fazer o público acompanhar um protagonista malandro e egoísta que usa todos os recursos possíveis para se dar bem e nos faz ter uma esperança de que ele possa mudar para melhor. Dá um bom estudo psicológico de personalidade. Mas nem só da trama principal vive uma série e nestas seis temporadas vimos tramas secundárias que em certos momentos eram melhores que as aventuras de Jimmy. O arco do Nacho, Mike e traficantes do alto escalão era de tirar o fôlego. A série é eficaz em conectar as tramas secundárias com a principal e ainda o faz bem porque o personagem do Saul está diretamente ligado com as consequências desta conexão de tramas.
O final foi o mais coerente possível com o personagem e até com o destino dele provável dele. O outro caminho o levaria ao que ele sempre foi desde o início (sem mudança, mesmo que mínima, enfraqueceria muito a série).
O interessante é que Jimmy continua o "Jimmy Sabonete", mas resolve mudar, ao menos um pouco, por uma causa de outro, no caso a Kim (tinha que ser ela porque nenhum outro o faria mudar).
É uma aula de construção de personagem, arco dramático e estrutura de história. Merece ter notas altíssimas nas avaliações.
Lucifer (1ª Temporada)
4.0 427Pegue os ingredientes da série CSI e una-os com a mitologia cristã. Eis que o resultado é a série Lúcifer (por sinal, uma premissa bem criativa). Uma série que consegue atrair desde o episódio piloto e mantém o público até o final (me refiro a primeira temporada) por causa dos seguintes elementos: personagens complexos, tramas e subtramas que conversam entre si e uma jornada episódica e contínua consistente com o universo criado.
Tocando no assunto sobre personagem é impossível não destacar o ator Tom Ellis que está brilhante como Lúcifer. Debochado, sarcástico e irônico. Mas antes do ator, destacamos o roteiro porque o personagem é muito bem escrito. O arco dramático de Lúcifer é bem estruturado porque consegue entregar falhas de caráter e pontos fracos no personagem que criam uma conexão empática com o público. E isso é bem dosado porque nos primeiros episódios o personagem de Lúcifer começa a ficar desinteressante por causa do poder dele, mas no momento certo nos entregam revelações que apimentam mais ainda a história, criando no público o sentimento do perigo.
E não apenas com Lúcifer, mas todos os outros personagens têm suas profundidades e segredos que cada vez mais complicam a trama, fazendo-nos interessar mais ainda pelo como será resolvido tudo.
Eu gostei da série. Me surpreendi positivamente e pretendo continuar assistindo a segunda temporada.