o roteiro escorrega em alguns pontos, abusando de situações convenientes demais para o vilão e de escolhas pouco lógicas de outros personagens, o que acaba comprometendo um pouco a construção da narrativa. ainda assim, a série consegue se sustentar de forma impressionante graças às atuações, tão intensas e realistas que elevam a história a outro nível.
é um conteúdo pesado, perturbador em vários momentos... mesmo eu, acostumada com tramas mais fortes, senti necessidade de pausar algumas vezes diante de tanto horror. apesar dessas falhas no desenvolvimento do roteiro, a experiência como um todo foi impactante e valeu muito a pena assistir!
é, sem dúvida, a melhor série em exibição atualmente!
o povo insiste em procurar problema em tudo, como se fosse obrigatório apontar defeitos só pra parecer entendido. é óbvio que o jogo é uma obra-prima — ninguém discorda disso — mas a adaptação foi feita com cuidado, respeito e muita entrega.
tem altos e baixos, mas no geral, é uma produção de altíssimo nível, com roteiro, atuação e ambientação que poucas séries conseguem alcançar.
seria legal parar de tentar estragar a experiência dos outros e reconhecer quando algo é realmente bom! 🙂
MEU DEUS, essa é a série da minha vida. tão intensa e profunda que é até difícil explicar - talvez nem todo mundo vá entender, porque ela fala de sentimentos que só quem já viveu algo assim consegue reconhecer.
que inferno faz a falta de um diálogo, né? o connell diz que ama a marianne a série inteira e ela só verbaliza isso quando se sente segura, quando ele finalmente a assume publicamente. todo mundo percebe o amor genuíno deles e os mesmos muitas vezes acabam nem percebendo, afogados nas próprias inseguranças e nas coisas não ditas.
a série acaba e te deixa com uma ressaca emocional enorme. dá uma leve depressão pós-término e uma obsessão por Paul Mescal.
a série começa com o pé direito — envolvente, bem dirigida, entregando exatamente o que promete. os protagonistas seguram bem a história, e a Bruna, em especial, brilha com uma naturalidade rara. dá gosto de ver.
mas basta a metade dos episódios passar pra tudo desandar. o roteiro perde o fôlego, tropeça nas próprias promessas e cai de cara em situações bobas, quase infantis. e o elenco de apoio… bom, é um desastre à parte. fraco, caricato, e em muitos momentos, mais atrapalha do que ajuda.
ainda assim, há salvação. os diálogos são bons — às vezes até brilhantes. tocam em feridas, em lembranças, em escolhas que deixamos mofar no canto da memória. falam de amor, mas também de ausência. de buscar demais, de esperar demais, de insistir em finais felizes que talvez nunca existam.
para mim, eles funcionavam muito melhor como amigos. na verdade, foi assim que eles pareceram mais reais. mais honestos. tinha algo bonito naquela conexão que não precisava de beijo pra existir. forçar um romance ali soou quase como trair a própria essência dos personagens. e, quem sabe, essa tenha sido justamente a mensagem não dita - assim como o nome da série sugere, talvez o amor da sua vida seja só isso: um amigo. e não um amor romântico.
eu queria que tivesse terminado com a bia chorando até os créditos se encerrarem. acho que perderam a chance de fugir um pouco do clichê e de mostrar que a vida real é mais cruel - quando escancara que nem sempre há um “felizes para sempre”. às vezes, as pessoas apenas seguem caminhos diferentes. e tá tudo bem. ou quase.
segunda temporada bem inferior a primeira. a trama continua a mesma, não sai do lugar. a série tem capacidade de ir bem além do que foi mostrado nessa temporada. personagens cativantes, histórias secundárias que chamam a atenção, mas os roteiristas não conseguiram fazer jus a qualidade dos atores.
o romance entre beth e rio, que tinha tudo pra dar certo, não serviu de nada. única coisa que tivemos foram alguns momentos de pegação, mas nenhum envolvimento, romance
pouco se sabe, inclusive, sobre o rio, que capacidade de ser um personagem muito foda mas é pouco explorado e só solta frases de efeito.
e a beth, meu deus? fiquei esperando a temporada inteira ela mostrar a verdadeira personalidade. esperava que a personagem fosse avançar, num estilo de ascensão walter white, mas nada rolou. continua uma mãe de família.
tiveram outros erros de roteiros, mas foram tantos, que dá até preguiça de escrever. no mais, a série continua sendo uma boa aposta pra entreter. e só.
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Dias Perfeitos
3.4 86 Assista Agorao roteiro escorrega em alguns pontos, abusando de situações convenientes demais para o vilão e de escolhas pouco lógicas de outros personagens, o que acaba comprometendo um pouco a construção da narrativa. ainda assim, a série consegue se sustentar de forma impressionante graças às atuações, tão intensas e realistas que elevam a história a outro nível.
é um conteúdo pesado, perturbador em vários momentos... mesmo eu, acostumada com tramas mais fortes, senti necessidade de pausar algumas vezes diante de tanto horror. apesar dessas falhas no desenvolvimento do roteiro, a experiência como um todo foi impactante e valeu muito a pena assistir!
The Last of Us (2ª Temporada)
3.5 462 Assista Agoraé, sem dúvida, a melhor série em exibição atualmente!
o povo insiste em procurar problema em tudo, como se fosse obrigatório apontar defeitos só pra parecer entendido. é óbvio que o jogo é uma obra-prima — ninguém discorda disso — mas a adaptação foi feita com cuidado, respeito e muita entrega.
tem altos e baixos, mas no geral, é uma produção de altíssimo nível, com roteiro, atuação e ambientação que poucas séries conseguem alcançar.
seria legal parar de tentar estragar a experiência dos outros e reconhecer quando algo é realmente bom! 🙂
Normal People
4.4 468MEU DEUS, essa é a série da minha vida. tão intensa e profunda que é até difícil explicar - talvez nem todo mundo vá entender, porque ela fala de sentimentos que só quem já viveu algo assim consegue reconhecer.
que inferno faz a falta de um diálogo, né? o connell diz que ama a marianne a série inteira e ela só verbaliza isso quando se sente segura, quando ele finalmente a assume publicamente. todo mundo percebe o amor genuíno deles e os mesmos muitas vezes acabam nem percebendo, afogados nas próprias inseguranças e nas coisas não ditas.
a série acaba e te deixa com uma ressaca emocional enorme. dá uma leve depressão pós-término e uma obsessão por Paul Mescal.
Amor da Minha Vida (1ª Temporada)
3.8 85a série começa com o pé direito — envolvente, bem dirigida, entregando exatamente o que promete. os protagonistas seguram bem a história, e a Bruna, em especial, brilha com uma naturalidade rara. dá gosto de ver.
mas basta a metade dos episódios passar pra tudo desandar. o roteiro perde o fôlego, tropeça nas próprias promessas e cai de cara em situações bobas, quase infantis. e o elenco de apoio… bom, é um desastre à parte. fraco, caricato, e em muitos momentos, mais atrapalha do que ajuda.
ainda assim, há salvação. os diálogos são bons — às vezes até brilhantes. tocam em feridas, em lembranças, em escolhas que deixamos mofar no canto da memória. falam de amor, mas também de ausência. de buscar demais, de esperar demais, de insistir em finais felizes que talvez nunca existam.
sobre o casal principal:
para mim, eles funcionavam muito melhor como amigos. na verdade, foi assim que eles pareceram mais reais. mais honestos. tinha algo bonito naquela conexão que não precisava de beijo pra existir. forçar um romance ali soou quase como trair a própria essência dos personagens. e, quem sabe, essa tenha sido justamente a mensagem não dita - assim como o nome da série sugere, talvez o amor da sua vida seja só isso: um amigo. e não um amor romântico.
e o final...
eu queria que tivesse terminado com a bia chorando até os créditos se encerrarem. acho que perderam a chance de fugir um pouco do clichê e de mostrar que a vida real é mais cruel - quando escancara que nem sempre há um “felizes para sempre”. às vezes, as pessoas apenas seguem caminhos diferentes. e tá tudo bem. ou quase.
Good Girls (2ª Temporada)
4.1 171segunda temporada bem inferior a primeira. a trama continua a mesma, não sai do lugar. a série tem capacidade de ir bem além do que foi mostrado nessa temporada. personagens cativantes, histórias secundárias que chamam a atenção, mas os roteiristas não conseguiram fazer jus a qualidade dos atores.
o romance entre beth e rio, que tinha tudo pra dar certo, não serviu de nada. única coisa que tivemos foram alguns momentos de pegação, mas nenhum envolvimento, romance
pouco se sabe, inclusive, sobre o rio, que capacidade de ser um personagem muito foda mas é pouco explorado e só solta frases de efeito.
e a beth, meu deus? fiquei esperando a temporada inteira ela mostrar a verdadeira personalidade. esperava que a personagem fosse avançar, num estilo de ascensão walter white, mas nada rolou. continua uma mãe de família.
tiveram outros erros de roteiros, mas foram tantos, que dá até preguiça de escrever. no mais, a série continua sendo uma boa aposta pra entreter. e só.