A relação entre Ada e George surge a partir dos constantes assédios sofridos pela protagonista. George a induz a atitudes através de concessões que faz para a Ada utilizar o piano. O pior de tudo é a forma que o roteiro e a diretora romanceiam isso na medida que o filme se desenrola e a personagem principal passa por sucessivas situações de assédio.
A única salvação desse show de horrores é Anna Paquin, que faz a filha de Ada. Uma atuação espetacular para uma atriz tão jovem na época. Não é atoa que o papel lhe rendeu uma vitória ao Oscar de melhor atriz coadjuvante.
Dizem que o que realmente conquista é a forma de falar e não sobre o que se fala. Em Brooklyn, vemos exatamente isso.
O filme retrata a história de Ellis Lacey (Saiorse Ronan), uma jovem irlandesa que incentivada pela irmã e com apoio financeiro da Igreja, parte rumo a uma vida melhor do outro lado do oceano. Não é uma escolha fácil. Sua mãe é viúva paira com a solidão em seu olhar. Além disso, todo o mundo que Ellis conhece está nas ruas da Irlanda. Ela possui um emprego, onde é subordinada a uma mulher cruel e injusta e uma amiga confidente. Porém, é um universo limitado para uma garota jovem no século XX.
No navio rumo a América, já encontramos Saiorse interpretando um papel extremamente real. Uma jovem que não conhece o que encontrará em um lugar cheio de esperança e promessas. As condições do meio de transporte são precárias e um desafio atordoante para Ellis. Porém, com uma ajuda estranha já habituada a América, Ellis consegue sobreviver a viagem e chegar aos Estados Unidos.
Lacey na América consegue um emprego e é incentivada a buscar instrução. A história retrata a forma que a mulher é vista na sociedade da década de 50 sem um olhar moralista. As exigências e expectativas pairam como uma lupa sobre ela, que vive em uma residência com outras jovens também imigrantes que buscam oportunidades e uma posição melhor na sociedade.
A jovem irlandesa é focada em seus objetivos e sonhos. Em meio a isso, descobre o amor com um jovem inocente e simples de origem italiana, outro imigrante em meio a uma terra de estranhos. O jovem trabalha com os pais e seu sorriso é encantador tanto para quem assiste, quanto para Ellis.
Um acontecimento quebra o clima ensolarado e perfeito retratado na América. E então a moça precisa retornar a sua terra. Em seu retorno, oportunidades e portas se abrem. Ellis já é vista como uma mulher instruída e competente e até um pretendente aparece. Tudo parece tocar nostalgicamente no coração da menina, mas ela já não é a mesma pessoa ingênua que era antes e o desenvolvimento da maturidade da personagem aparece como um desenlace nessa sequência.
John Crowley dirige com sutileza uma trama que poderia cair no clichê e apesar de ficar em uma margem perigosa que poderia pender para um filme água com açúcar, sem dúvida o diretor desenvolve um drama potente. Os pequenos detalhes, uma fotografia impecável, atuações de tirar o fôlego, Brooklyn é sem dúvida um filme cinco marcante de forma quase despretensiosa. Brooklyn é arte em sua forma pura.
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O Piano
4.0 458Desconfortável de assistir. Uma decepção que eu não entendo como pôde ser bem recebida na época do lançamento.
A relação entre Ada e George surge a partir dos constantes assédios sofridos pela protagonista. George a induz a atitudes através de concessões que faz para a Ada utilizar o piano. O pior de tudo é a forma que o roteiro e a diretora romanceiam isso na medida que o filme se desenrola e a personagem principal passa por sucessivas situações de assédio.
A única salvação desse show de horrores é Anna Paquin, que faz a filha de Ada. Uma atuação espetacular para uma atriz tão jovem na época. Não é atoa que o papel lhe rendeu uma vitória ao Oscar de melhor atriz coadjuvante.
Brooklin
3.8 1,0KDizem que o que realmente conquista é a forma de falar e não sobre o que se fala. Em Brooklyn, vemos exatamente isso.
O filme retrata a história de Ellis Lacey (Saiorse Ronan), uma jovem irlandesa que incentivada pela irmã e com apoio financeiro da Igreja, parte rumo a uma vida melhor do outro lado do oceano. Não é uma escolha fácil. Sua mãe é viúva paira com a solidão em seu olhar. Além disso, todo o mundo que Ellis conhece está nas ruas da Irlanda. Ela possui um emprego, onde é subordinada a uma mulher cruel e injusta e uma amiga confidente. Porém, é um universo limitado para uma garota jovem no século XX.
No navio rumo a América, já encontramos Saiorse interpretando um papel extremamente real. Uma jovem que não conhece o que encontrará em um lugar cheio de esperança e promessas. As condições do meio de transporte são precárias e um desafio atordoante para Ellis. Porém, com uma ajuda estranha já habituada a América, Ellis consegue sobreviver a viagem e chegar aos Estados Unidos.
Lacey na América consegue um emprego e é incentivada a buscar instrução. A história retrata a forma que a mulher é vista na sociedade da década de 50 sem um olhar moralista. As exigências e expectativas pairam como uma lupa sobre ela, que vive em uma residência com outras jovens também imigrantes que buscam oportunidades e uma posição melhor na sociedade.
A jovem irlandesa é focada em seus objetivos e sonhos. Em meio a isso, descobre o amor com um jovem inocente e simples de origem italiana, outro imigrante em meio a uma terra de estranhos. O jovem trabalha com os pais e seu sorriso é encantador tanto para quem assiste, quanto para Ellis.
Um acontecimento quebra o clima ensolarado e perfeito retratado na América. E então a moça precisa retornar a sua terra. Em seu retorno, oportunidades e portas se abrem. Ellis já é vista como uma mulher instruída e competente e até um pretendente aparece. Tudo parece tocar nostalgicamente no coração da menina, mas ela já não é a mesma pessoa ingênua que era antes e o desenvolvimento da maturidade da personagem aparece como um desenlace nessa sequência.
John Crowley dirige com sutileza uma trama que poderia cair no clichê e apesar de ficar em uma margem perigosa que poderia pender para um filme água com açúcar, sem dúvida o diretor desenvolve um drama potente. Os pequenos detalhes, uma fotografia impecável, atuações de tirar o fôlego, Brooklyn é sem dúvida um filme cinco marcante de forma quase despretensiosa. Brooklyn é arte em sua forma pura.