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Data de lançamento
20 Set. 1962Duração
Nana (Anna Karina) é uma jovem que abandona o seu marido e o seu filho para iniciar sua carreira como atriz. Para financiar sua nova vida começa a trabalhar numa loja de discos, mas não ganha muito dinheiro. Como não consegue pagar o aluguel, Nana é expulsa de casa e decide virar prostituta. No primeiro dia que começa a trabalhar na rua, reencontra Yvette (Guylaine Schlumberger), uma velha amiga que lhe confessa que também se prostitui por necessidade. Yvette lhe apresentará a Raoul (Saddy Rebot), que se converterá em seu cafetão. A partir desse momento, Nana irá introduzindo-se progressivamente no mundo da prostituição.
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A brutalidade da vida da Nana imersa na beleza de Paris é de tirar o ar, que direção de arte e que fotografia, PQP! Não tem como ficar emocionado com a cena dela chorando no cinema vendo Joana Darc e a conversa filosófica com o idoso no bar, puro cinema!
Lulista média é assim mesmo, abandona até filho, mas a putaria de jeito nenhum.
Meu segundo filme do Godard, e ainda prefiro Acossado pela energia e espontaneidade, mas Vivre sa vie me parece ainda mais rigoroso e contemplativo.
É uma obra minimalista e poética, o filme se constrói em 12 quadros que fragmentam a trajetória da protagonista, criando um distanciamento emocional típico dessa fase do diretor, ele observa mais do que dramatiza, os silêncios, os enquadramentos e os olhares...
É um filme para revisitar, para perceber as sutilezas. Belíssimo, mesmo com um final seco e abrupto, anticlimático à primeira vista, mas coerente com a proposta fria e observadora do filme.
Nossa... nem sei o que escrever.
- adorei a forma como ele dividiu em capítulos, já deixa claro no nome de cada que são os sentimentos da personagens que vão guiar a história e em cada um ele pode entregar de formas diferentes
- a conversa com o velho é tudo
- bom, ela mesmo disse que é responsável por seus atos e escolhas e consequências deles, não pode culpar mais ninguém por aquele final