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Data de lançamento
26 Set. 2013Duração
O filme é ambientado nos tempos atuais. Nos subúrbios da cidade, uma criança de 7 anos desaparece. Após um mês de buscas infrutíferas, a irmã mais velha do rapaz decide procurar por conta própria. Ela está confiante de que sabe quem sequestrou seu irmão. Desespero, culpa e impotência – seria o suficiente para justificar uma terrível vingança?
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Talvez o filme mais irritante que vi em um bom tempo. Toda a diluição de suspense que Tykhyy consegue criar pela atmosfera anêmica e a fotografia com cores frias são completamente desconstruídas pela apática protagonista e um roteiro que parece não saber aonde quer chegar. Carregado de clichês e efeitos de impacto, O Casaco Verde soa bem mais como um parente distante e desagradável de Os Suspeitos, do que propriamente um filme que pretende chocar a audiência.
Com a chancela de ter sido indicado ao Grand Prix no Festival de Varsóvia e com participação no prestigiado Festival de San Sebastian, The Green Jacket (O Casaco Verde) desembarca em terras tupiniquins através do festival Olhar de Cinema, em Curitiba.
Com uma carreira na TV e em curtas, o diretor ucraniano Volodymyr Tykyy aborda o sequestro de crianças em sua estreia em longas de ficção. Esse tema já foi bastante discutido no cinema, então é preciso que a abordagem seja inteligente para atrair o espectador.
Talvez seja essa a maior falha de The Green Jacket. Feito com o baixo orçamento de US$ 800 mil, o filme aposta numa história e desenrolar tradicional, redonda e previsível. Apesar de bem feito, é entediante.
Aos atores, falta expressão. A apatia em torno do sequestro do menino é bastante incômoda, por vezes dando a entender que eles nem se importavam com a ausência do menino. A única que consegue dar um ar de credibilidade é a protagonista adolescente, que faz milagre com o papel que tem.
A própria escolha da cor verde para o casaco do título é muito óbvia. O verde representa a esperança, a saúde e a liberdade. Um tanto previsível, em se tratando de uma história de desaparecimento.
O desfecho é frustrante. Uma obra com um apuro técnico muito bom, que segue uma cartilha de como fazer um filme redondinho, mas que resolve terminar o filme rompendo os padrões e deixando a história em aberto. Gosto desse recurso no cinema provocativo, mas não em filmes clichês que deixam o único respiro de inovação para o último momento. Fica o sentimento de que o melhor momento do filme é quando ele acaba.