O diretor Percy Adlon faz uma agradável comédia romântica a partir da obsessão de uma mulher por um homem. Ela se apaixona por um condutor do metrô, passando a viver em função deste amor. Pede férias no trabalho para poder segui-lo. Viaja diariamente no trem que ele conduz, tentando convencê-lo a se afastar da esposa. Consegue o que quer e experimenta uma estonteante história de amor.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Eu custei a sobreviver a esse filme. Várias vezes durante os primeiros trinta minutos eu pensei em fechar a aba porque achei que não aguentaria mais a vergonha alheia, mas eu insisti, mordi a língua e fui até o final. Não sei se a causa desse sofrimento foi ter achado o comportamento da protagonista muito ridículo ou se foi medo de que ela se magoasse no final — ou ainda talvez as duas coisas ao mesmo tempo —, mas posso afirmar com certeza que parte do meu incômodo nesse início do filme foi medo de toda a comédia vir a troco da ridicularização da protagonista, afinal, quantos filmes não há por aí em que o gordo é mostrado como palhaço simplesmente por existir sendo uma pessoa gorda? Felizmente meu medo não se concretizou e a atmosfera do filme melhorou sensivelmente da metade para o final. Zuckerbaby consegue ser uma comédia romântica realmente engraçada, que de fato provoca riso, mas sem ser pastelona. Embora a protagonista comece um tanto caricata, ela vai sendo humanizada à medida que a história avança, saindo do papel de ridícula que faz gracinha para mulher com uma história, ideias e sentimentos. E a parte que eu achei mais legal de todas, mais até do que a estética deliciosa, é que o filme faz tudo isso, lava a cara do espectador que tinha chegado cheio de preconceitos, sem em momento algum ser professoral. Eu fiquei feliz e gostei bastante.
Típico filme que vai agradar especialmente aqueles que se identificarem com a historieta da moça solitária que encontra em sua antítese ou supostamente em seu antagonismo uma relação de amor. Com todo direito de ser xingado por minha opinião, o relacionamento não me transpareceu realidade e acabei com a sensação de que o discurso quer se sobressair de forma forçosa. As cores vibrantes são o ponto alto.
No começo tava achando meio estranho
a perseguição toda e fiquei com receio de que a relação fosse pro lado mais bizarro de mãe/filho com ela cuidando dele e tals,
Impossível não simpatizar com a Marianne. Gosto como a gente passa a conhece-la ao mesmo tempo que ela se abre pra esse romance. Agora o ponto alto pra mim foi o visual do filme: as luzes são incríveis, o figurino da Marianne é perfeito e a decoração do apê dela é TUDO (já quero um jogo de cama de cetim rosinha pra combinar com luzes rosa e verde) <3 A câmera balançando o tempo todo eu não entendi muito bem, mas não chegou a incomodar.
Sobre o final, não sei se amei, mas tá OK. Por um momento eu achei
que ela fosse se jogar na linha do trem e fiquei super tensa pensando "POR FAVOR NÃO ACABA ASSIM"
Quarto filme da lista "um país um filme", representando a Alemanha.
Link da lista: filmow.com/listas/um-pais-um-filme-l198197/
Marianne Maravilhosa!!!
Há tempos eu queria conferir essa produção do mesmo diretor de "Bagdá Café" e ela acabou não sendo tudo aquilo que eu esperava. O início parece um tanto desanimador e só na sua metade final ela passa a despertar maior interesse. Também achei o final um tanto apressado e inconclusivo. Só que também o filme acabou me proporcionando bons momentos graças ao carisma de Marianne Sägebrecht que tanto nos diverte como nos comove na pele da sua tresloucada personagem.