Um vilarejo protestante no norte da Alemanha, em 1913, às vésperas da Primeira Guerra Mundial.
A história de crianças e adolescentes de um coral dirigido pelo professor primário do vilarejo e suas famílias: o barão, o reitor, o pastor, o médico, a parteira, os camponeses.
Estranhos acidentes começam a acontecer e tomam aos poucos o caráter de um ritual punitivo.
O que se esconde por trás desses acontecimentos?
Passado em um pequeno vilarejo alemão em 1913, mas que simbolicamente representa toda a sociedade, não so alemã mas qualquer outra à aquela época quando a rigidez religiosa e familiar muitas vezes ocultavam segredos inimaginaveis, e, conseguentemente as vítimas também regiam de maneiras veladas provocando os acontecimentos narrados no filme. Na minha modesta opinião Haneke não julga seus personagens apenas traça um painel daqueles tempos e deixa para cada um o veja por sua ótica. - "um filme que não acaba quando termina"
Eu quis dizer: "reagiam"
Impecável.
A Fita Branca, é um filme alemão, e o primeiro que vi de Haneke. É bom, a história é interessante, os atores são ótimos, mas não gostei. Não gosto de filmes sem finais. É tão sem final que nem aparece o "Das Ende"! E ficaram 2 possibilidades de "fim" na minha cabeça. É isto mesmo o objetivo? Mas deve ser visto sim, para experimentar outras ideias e enquadramentos ;)
Diferente e surpreendente em tudo: ritmo, história e mistérios. Um ótimo filme!!!
"Fita Branca" não é "filme entretenimento" preocupado em resolver mistérios.
A impressão é justamente a contrário o tempo todo, quando não somente as chagas, nojeiras e os traumas daquela micro-sociedade são expostos ao espectador mas o roteiro insiste em sustentar um aspecto "revelador". Ledo engano.
O foco não é esse.
Na verdade não tem gênero específico, dotado simplesmente de uma propensão ao choque que na verdade não acontece.
Muito bem realizado, bem pouco pensado. O desfecho (qual mesmo?) é uma decepção.
* contrária
** choque que nunca acontece
O que foi aquela cena em que o médico humílha a amante!?!?!?
Sensacional!!!
Chocante, revoltante, enfim..
Entra sem dúvida pra minha lista dos inesquecíveis.
me faltam palavras.
Os filmes de Haneke geralmente me irritam, e foi o caso de A Fita Branca, obra que tenta justificar um embrião do nazismo que tomaria conta da Alemanha anos depois.
Pra começar, me enche um pouco o fetichismo pela opressão - não se trata de retratar a opressão, se trata de um "gozo sobre a opressão", a tentativa de despertar uma satisfação humana, um prazer, um gosto ao ver a humilhação de certas personagens. Explicito na cena em que o doutor humilha sua amante, ou no pai autoritário que agride os filhos, Haneke pinta uma sociedade binária - de oprimidos e opressores - mas não procura combate-la e sim a trata como algo natural, portanto, inerente a motivações sociais, uma condição biológica de satisfação de tal condição.
O maniqueismo do preto e do branco, a tentativa da "fita branca" pra lembrar da situação como pecadores, os castigos físicos, a ordem social: nos filme de Haneke, nada disso funciona como medida para conter o ser humano, que é por si só ruim, oportunistas a espera de uma chance liberar tudo que há de pior, de explorar o mais fraco, de fazer valer uma ordem natural que coloca uns sobre os outros. Até uma ação de cunho libertario, como a revolta contra o burgues que indiretamente matou a mãe de um dos camponeses, o autor faz questão de colocar certos valores em graus de importância diferentes, sendo que a atitude do garoto, por mais socialmente justificável que seja, é egoísta pois deveria ele obedecer ao patriarca, e colocar a manutenção de sua Família (com letra maiúscula de instituição reacionária de Haneke) em primeiro lugar - na visão do diretor, não vale brigar por um macro quando esse já é comprometido, deve-se apenas manter o micro, a grosso modo, ser egoista ao colocar os seus como mais importantes que os outros.
Além de nos julgar ruins por natureza, Haneke também nos julga incapazes de entendermos o background do filme, fazendo que o narrador avise para nós ignorantes espectadores, logo no inicio do filme, que se trata de "Uma história importante para se compreender o nazismo". Acredito que um filme competente consiga, por si só, transmitir suas ideias e gerar as emoções desejadas ao espectador, e ao meu ver, colocar tal fala no inicio é compactuar com a ideia que a obra não fala por si só - tão ridículo quanto o autor tentar explicar, posteriormente, a obra em entrevistas ou em textos, sendo que essa deveria ter sua própria voz.
Não há duvidas, não há interpretações, não há lugar pra subjetividade - é tudo preto no branco: todos são ruins, os filhos são reflexos dos comportamentos dos pais, o ser humano é um eterno pecador e, enquanto eterno pecador, as coisas tendem a piorar cada vez mais. O nazismo, na visão do diretor, é só uma maneira mais explicita e radical do que já existe, já existiu e sempre vai existir, e qualquer tentativa de fuga da condição humana é por si só hipócrita, um comportamento mesquinho velado. Mesmo sendo natural do autor deixar sua marca e sua visão, não é nada agradável assistir ao filme que convida meu senso critico a tirar uma folga enquanto passa duas horas e pouco tentando me fazer comprar a ideia de mundo do diretor.
Confesso que o que mais me cativou, por hora, foi resolver quem era o culpado - cheguei até a sonhar com uma virada épica na trama, algo que me pegasse de surpresa e que ficasse martelando na cabeça mesmo horas depois de ver o filme, justificando até certa monotonia dos personagens. Infelizmente, cada vez mais ficava provado se tratar de um material didático, um filme panfletario, e que se esse fio da trama fosse resolvido, seria precariamente pois se tratava apenas de um artificio previsto para tornar viável um filme que não se sustentaria apenas com retratos sociais, se contentando ao cotidiano das personagens e época. Que Michael Haneke um dia assista A Vila, do mestre Shyamalan, e aprenda o quão sagrado é o suspense quando usado para somar e não para distrair!
Cara, com todo respeito.
Por que não filosofar menos, e curtir mais?
Poxa, se você não acha valida nenhuma "reflexão maior" sobre o filme, porque perdeu tempo lendo minha opinião e perdeu ainda mais tempo com esse comentário nada construtivo?
Respondendo, creio eu ter a liberdade de refletir o quanto quiser sobre o filme, do mesmo jeito que você tem a liberdade de abstrair totalmente do filme - cada um vê do jeito que achar melhor, ou que pode. Agora, acho uma tremenda babaquice querer ensinar os outros como "devem assistir ao filme", então se eu fosse você ia rever meu comentário, sr "juNior basegGio"
Talvez por que eu recém havia assistido o filme, e no calor da emoção, julguei superficialmente tua análise.
Mas concordo sim que foi um comentário nada construtivo o meu. Com certeza eu acho válida uma "reflexão maior". Coisa que tu sabe fazer muito bem, cara. Fica aqui minha retratação.
Hoje em dia, ser prolixo com interpretações distorcidas virou "reflexão maior"?
Pra começar, você caiu no velha questão de julgar um filme pelo que você queria que ele fosse, não pelo que ele é.
A Fita Branca é uma reprodução de época e lugar, onde realmente a relação tanto na família quanto no trabalho era polarizada entre opressores e oprimidos. Não há crítica a esse sistema, pois não é o foco do filme. Era o sistema imposto na época. Tudo é tratado como se fosse natural, por um motivo: porque era natural. Na época, era assim que funcionava. Fugir disso, seria romper com verossimilhança do filme com os acontecimentos da época.
Dizer que há "maniqueísmo" em filmar Fita Branca em preto e branco é um dos maiores absurdos que já vi. Não tem nem sentido... A escolha do preto e branco foi perfeita do ponto de vista estético, e reveste o filme de forte clima melancólico. Fora isso, é tudo "filosofia" demais.
E o mais ridículo de tudo que você falou é que o recurso de narração em OFF do professor se deu porque o filme não fala por si só. De uma estupidez sem tamanho. Isso é sério??
O que você disse não tem nada a ver com "reflexão maior". Você viajou muito (muito mesmo) com idéias malucas que não saem do lugar, sem lógica alguma.
Excelente filme do Haneke (que até então eu só tinha visto violência gratuita) que apresenta novamente um texto visceral. Utilizando como ponto metafórico (e sem rodeios) diversas agressões de vários gêneros (machismo, violência contra mulheres, etc), não apenas discutiu certos fatores determinantes para parte do surgimento da mentalidade fascista, como também engloba a pobreza de valores e aparências que em contraposição a um belo vilarejo, dão lugar a terrível hipocrisia que silencia, pune inocentes e principalmente, subjuga pelo que se tem e pela cor que se carrega. A fita branca nesse sentido é nada mais nada menos que um ótimo trocadilho não com a questão da "raça", mas pela fragilidade com o qual este conceito (racial) já foi (e continua) sendo sustentado! E novamente, racismo não surge apenas no âmbito da cor: ele pode invadir posturas políticas criando hierarquias, maltratando indivíduos (algumas crianças e mulheres) além de abraçar o que já é bem conhecido (a culpa da religião cristã no surgimento desses preconceitos). Muito bom, excelente fotografia e atuações intensas.
Para quem não entendeu, se tiver paciência, eu tenho uma análise com algumas constatações e teorias para explicar certos pontos do filme:
As crianças da aldeia estavam por trás de todo. Estavam sempre bisbilhotando as reações provocadas pelos eventos: após o acidente do doutor, após o incidente com o Karli, após a fuga da Sra. Wagner (a parteira), e estavam com Sigi e Karli antes que fossem raptados e torturados.
Karli foi encontrado com um bilhete que falava em punir os filhos dos pecados de seus pais. No caso, certamente, os pais eram o doutor e a parteira. Logo, o acidente do médico foi o primeiro ato de vingança.
Motivos para o doutor ser o alvo preferido das crianças não faltavam, já que provavelmente as crianças do povoado sabiam que ele abusava da própria filha, Anna. E como o professor diz no final do filme (na narração), os habitantes levantaram suspeitas sobre a morte da esposa do médico e sua relação com a parteira. Esses seriam os pecados pelos quais pagavam.
Os filhos do administrador, em especial, pareciam nutrir uma raiva incontida por Sigi, filho do barão, o que nota-se pela cena da flauta, no lago. E aquele enigmático "bom" após o irmão mais novo ter ficado doente, é no mínimo suspeito. Fora os "sonhos" de Erna, que provavelmente não sonhou nada, apenas estava assustada, não aguentava mais e tentou entregar os planos para o professor sem saber como.
O barão não era muito popular, e talvez a vingança das crianças tenha começado contra ele com a morte da esposa do agricultor no começo do filme. Ou então, as crianças tinham inveja de Sigi, por ser a criança rica daquele lugar. Ou os dois.
A parteira foge da cidade após uma estranha discussão com o administrador. E ela disse para o professor que sabia de tudo e que ia avisar a polícia. Talvez tenha descoberto o complô das crianças, se assustou e fugiu. Mas não consegui encaixar a discussão com o administrador, e o que de tão bombástico. Ou talvez Haneke fez isso de propósito só para atrapalhar a compreensão do espectador. Talvez a discussão com o administrador fosse para pedir uma charrete emprestada para ir à cidade, sem que houvesse uma ligação com todo o resto.
O professor, afinal, desvendou todo o mistério, pois conseguia ver tudo que ficou nas entrelinhas. Mas não tinha provas. E sua teoria nunca seria aceita, pois envolvia os filhos de muitas pessoas, sobretudo os filhos de duas pessoas influentes: o administrador e o pastor.
Mas tem algo perturbador que ficou na minha mente: talvez o pastor estivesse por trás disso tudo, ele poderia ser a mente desses atos. Tinha acesso para reunir as crianças do povoado nas aulas de teologia, e todas as suas reações em sua última conversa com o professor foram no mínimo estranhas.
Teria que assistir o filme mais uma vez pra chegar a essas conclusões.
Muita matéria prima para refletir depois!!
Pode ser possível, uma geração que permitiu a ascensão de Hitler ser explicada por sua criação?
Recomendo.
A brutalidade explícita retratada por Haneke em Violência Gratuita (ao menos na versão de 1997), em seu último filme até então subjaz de maneira inquietante e atroz.
Pesado.
Tu te sentes completamente envolvida na trama. Muito bom o filme.
Assistir com aquela sensação de "julgar o livro pela capa".
Situado às vésperas da I Guerra Mundial numa rústica aldeia alemã, autoritária e patriarcal, este silencioso drama em preto e branco se encarrega de sugerir, resumidamente, as sementes que levaram aquela parte da Europa a embraçar o nazifascismo que iria, décadas depois, levar o planeta a outro conflito em escala global. O irônico é que o pedaço de tecido ao qual o título se refere simboliza a pureza e a retidão; amarrado ao braço e ao cabelo de dois personagens mal comportados, de nada adianta, além de destacá-los dos demais. Todos sabemos as atrocidades que uma geração depois foram cometidas em prol da supremacia ariana, obrigando os judeus a se identificarem com uma fita estampada em meio a uma sociedade que os condenava, sumariamente, à morte. Puritanismo hipócrita inflamado por delírios fanatizados.
Haneke, comedido em comparação ao explícito show de horrores de A Professora de Piano e Violência Gratuita, confecciona um clima sinistro, agourento, potencializado pela índole fria e severa dos habitantes da vila. Sua câmera, durante boa parte do tempo estática, lembra a de Dreyer nos tempos de A Palavra e Gertrud, e alguns diálogos impiedosos entre sexos opostos deixam vislumbrar uma influência da escrita de Bergman. http://mulhollandcinelog.wordpress.com/2012/03/27/a-fita-...
O considerei bem parado, quando decidia parar para dormir, acontecia algo novo que me prendia... e minha mente viajava naquilo!
A fotografia ficou fantástica, tenho uma paixão por filme preto e branco.
Assisti, filme excelente, fotografia perfeita, o fato de ser preto e branco deixou o filme bem realista, o elenco consegue torna-lo ainda melhor... nos faz refletir sobre o preconceito, o extremismo, e a religião quando pregada como um carcere. Um filme simples(no sentido da produção) e com qualidade...
Assisti 1h e não aguentei mais. A fotografia é belíssima, as crianças estão ótimas. Mas faltou algo pra me prender...
Thriller impressionante, que logo ao primeiros minutos lembra "A Villa" de M. Night Shyamalan, porém sem nenhuma alegoria.
A Fita Branca é denso, realista, impressiona pelo sentimento autoritário e de tensão crescente que permeia de forma sutil todo o filme, além ser potencializado, talvez pela ausência de uma trilha sonora, que deixaria o filme com um formato mais austero e nada romântico, e somado a isso o fato de ser todo preto e branco, denota os diálogos e semblantes dos personagens de maneira mais inquietante.
Fotografia predominante negra. Ou é preto, ou branco, difícil ter cinza.
eu esperava mais.
Já baixei, assisti 15 min e não aguentei, deletei...
Entro aqui e vejo os comentários e fico com vontade de baixar de novo, é complicado...
Veja quando estiver realmente a fim. É um pouco grande e lento, mas vale muito a pena.
quero ver
Um filme que nos faz pensar, que mostra o Norte da Alemanha às vesperas da Primeira Guerra Mundial, e o caldo de cultura que estava se instalando para o surgimento da Alemanha Nazista. A tese de Haneke é que a estrutura patriarcal fortememte autoritária da sociedade alemã, gerou fortes sentimentos de indiferença e crueldade entre a geração de meninos do início do século XX, a mesma geração que anos mais tarde abraçaria a causa do nazismo. Foi rodado colorido e depois alterado para preto e branco para se aproximar da fotografia da época e para dar um efeito de distanciamento. A direção de Michael Haneke é extraordinária e os atores, de maneira geral, estão muito bem, com destaque para a atuação de Leonie Benesch como Eva. Indicado para o Oscar de melhor filme estrangeiro, poderia muito bem ter levado o premio pois é uma obra marcante e muito bem acabada. Filme obrigatório para os cinéfilos, mas que pode ser entediante para quem procura filmes com padrão hollywoodiano.
Ai, eu detestei esse ritmo. Eu vi com uma projeção tão podre que as cenas escuras ficavam totalmente pretas.
um drama de forma silenciosa, com fotografia em preto-e-branco. Sem grandes movimentações de câmera – aliás, a câmera está parada o tempo todo, contemplando a ação, em enquadramentos perfeitos! A Fita Branca é desenvolvido sobre o roteiro e as atuações, especialmente do elenco infantil, dando a base perfeita para que o espectador se sinta no mínimo incomodado com a crueldade adulta que permeia todo o longa. É um filme forte, contundente e reflexivo.
Filme pesado e carregado... Tensão desde o início e muito bom em mostrar como algumas coisas realmente o são em qq época, sociedade ou tipo de organização social. Não podemos tmb cair na armadilha da "germanização" da coisa (que é sempre o caminho mais fácil e menos trabalhoso para explicar certas coisas). O final poderia ter sido mais elaborado se avançassem um pouco mais nos acontecimentos.
Obs: É sempre interessante poder ver como a "punição" é algo arraigado na cultura germânica desde a infância.
Com pitadas de humor e sarcasmo e humor sarcástico que valem muito a pena.
Tudo.
muito bonito, visualmente com uma fotografia impecável e com uma história tocante.
intolerância sempre será uma dificuldade para a humanidade, tempere isso com uma dose de autoritarismo e KABUM...
gentem do ceuh, mais rodar um filme preto e branco em pleno sec. xxi e´demais! soh gostei do menino fofo o resto eh tudo gnt chata me deu sono dessas cenas longas.
"Demais" é você achar que em pleno século XXI não possam existir filmes em P&B. Isso sim é demais.
Barbie nos favoritos. Bitch Please.
sim logico jah q nos fizemos um esforço danado pra conseguir uma tv cores pq fazer isso soh pq eh bonito?
'Nós fizemos'? Garanto que eu não fiz e você também não.
E nem para cultura da humanidade você faz alguma coisa.
:)
Apesar de ter realmente uma boa fotografia e boas atuações. Não foi um filme que me envolveu completamente. Acho muito interessante a imagem "fria" que o filme transmite. Mas, PRA MIM, faltou algo pra ser muito bom.
Aconteceu algo parecido comigo. Cheguei a me chatear e fui continuar ver o filme outro dia. A fotografia do filme é muito bonita, mas é clássica e esperava algo mais arrojado; bem, talvez não fosse condizente com o tema... Enfim. O filme me prendeu mais pra frente, muito tenso, criando muitas expectativas.
Sim. E com o perdão da palavra... esse filme é tedioso. isso nao quer dizer q seja bom ou ruim. mas q é tedioso... nossa, eu achei e pra caralho. hahaha
Uma produção impecável, retratando todo o contexto da época. A característica mais marcante no filme talvez seja a forma como foi gravado.. O posicionamento das câmeras, a iluminação. Semelhante a gravações realizadas na década em que se passa o filme.
Achei um filme bastante interessante. A fotografia é incrível, não tem como negar. Ele é bastante tenso, com situações delicadas, temperadas com uma alta dose autoritarismo e repressão. Não tinha lido a respeito dele antes e só agora estou inteirada sobre a idéia da "a origem do mal" do diretor, não que isso não pudesse ser abstraído somente com o filme. Também sei que "teoria" de Haneke não era restrita assim. Acredito que em parte o filme tenha razão, como sempre não existe uma causa isolada e sim uma série de fatores. Mas com certeza essa estrutura social mostrada da comunidade germânica na época, não exclusiva dela mas comum a grande parte da Europa, serviu como um terreno fértil a tudo o que estaria por vir, antissemitismo, nazismo, guerras mundiais... E isso o filme retrata muito bem. Ao contrário de alguns não senti falta de um final mais definido, achei algo aceitável e reflexivo, com base no que foi fornecido no decorrer do filme.
É um filme intenso, interessante e áspero. A fotografia é muito bonita, dá uma sensação de pureza que com certeza não foi por acaso.
Pra mim, o filme é tipo um retrato de como uma sociedade através da hipocrisia e intolerância pode levar alguém como Hitler ao poder. Acho que foi isso que Haneke tentou mostrar: as obsessões que levaram a Alemanha às duas guerras.
Acho que centrar a história naquela época foi pra deixar bem claro o que o submetimento, a violência, a culpa e as diferenças sociais geram. Mas acho que a história poderia ter sido centrada em qualquer outra época. Só não sei se teria o mesmo efeito.
Eu esperava que o final fosse um pouco menos implícito, mais “resolvido”, mas gostei do resultado sóbrio e forte. É o segundo filme do Haneke que vejo e já deu pra perceber que ele gosta de mistério e de criar finais subjetivos. Gosto disso, faz com que cada um reflita e pense sobre o filme pra se chegar numa opinião.
Poderiam ter caprichado mais no desfecho final, e as histórias paralelas ficam todas sem uma conclusão.
Filme com uma fotografia muito legal como já disseram, a ausência de trilha sonora o deixa realmente com um ar sombrio, mas falta alguma coisa... e essa coisa eu só peguei depois de ler os comentários da galera e do diretor.
Pra quem for ver eu aconselho a ler alguns comentários e a sinopse, porque, se for ver o filme "do nada", vai ser complicado entender o sentido e a provável sensação que se chegará ao final do filme é de que perdemos 2 horas de nossa vida. A não ser que você tenha um excelente conhecimento de história alemã, primeira e segunda guerra.
Funcionaria para poucos.
Cadê o final do filme? Totalmente incompleto! Sem respostas, nem fim. Quebrou a harmônia, tinha tudo para ser excelente: ótimos atores e ótimo roteiro.
Não acho o final do filme incompleto não...
Acho que realmente não era necessário revelar o que não foi revelado, já que a proposta do filme era muito maior que só aquilo.
Não falaram que foi o mentor das brutalidades cometidas. Quanto ao médico e sua babá, ficou muito subjetivo a sua possível culpablidade. Para mim, está muito incompleto...
Eu ADORO finais em aberto, mas o final de A Fita Branca me deixa meio atordoado também, e não é no bom sentido tipo "nossa, quero pensar nisso", dá impressão de que faltou alguma coisa mesmo. Uma impressão de que perdeu 2 horas da vida vendo a um filme que não diz nada. Acho isso péssimo.
Mas cara, acho que um dos objetivos do filme é justamente deixar em aberto, como se justamente essa falta de resolução dos problemas da vila, mais a frente, dariam origens a problemas maiores. Para mim o foco do fillme nunca foia descobrir os responsaveis propriamente ditos, mas sim dizer que de alguma todos eram, de alguma forma, responsáveis por isso.
Jasmine esta não era a proposta do filme, o importante não é saber quem foi o culpado de tais atrocidades, infelizmente você direcionou seu olhar para o aspecto errado do filme e perdeu toda a reflexão que ele propõe!
Jasmine, colocar as suas conclusões sobre o filme como spoiler não faria mal a ninguém...
Denso e frio. Se existem duas palavras que podem resumir esse filme são essas. O cinema de Haneke é bem particular, não agrada a todos por isso muitas pessoas acham o filme parado ou entediante. Nesse, sua proposta foi muito bem conduzida e toda a história da vila alemão é muito bem contada. Talvez muitos não entendam a mensagem que o diretor quis retratar mas aos que entendem e gostam é um belo filme. Atuações duras, proposta difícil e ambientação densa, tudo para refletir o sentimento de maldade e medo que paira sobre o vilarejo. A fotografia em preto e branco é belíssima. Foi o típico filme que me deixou pensando um bocado depois que os créditos subiram.
Te deixou pensando mesmo, porque o final está incompleto.
São apenas crianças..................
Eu sei que o filme tem um projeto conceitual e tal...mas pra falar a verdade, eu fiquei torcendo para que acabace logo! Curti não...
Tecnicamente e conceitualmente fantástico, mas não me envolveu. Fiquei o tempo todo distanciado demais de todos os personagens, com exceção do Karli...
Odiei.
Um vilarejo protestante.
É um filme bem frio. A fotografia é realmente muito bonita e o roteiro é bem simples, na verdade. O interessante é fazer um exercício de comparação entre essa pequena vila e o que a alemanha e o mundo se tornaram. O terror começou de forma pontual e sem motivos aparentes, até tomar conta do mundo.
É mais menino que gente hahaha
Ótimo!
E aquelas crianças, pqp! Melhores que muitos atores que ganham milhões por aí.