digníssimo da obra do kadaré
Em abril de 1910, na geografia desértica do sertão brasileiro vive Tonho (Rodrigo Santoro) e sua família. Tonho vive atualmente uma grande dúvida, pois ao mesmo tempo que é impelido por seu pai (José Dumont) para vingar a morte de seu irmão mais velho, assassinado por uma família rival, sabe que caso se vingue será perseguido e terá pouco tempo de vida. Angustiado pela perspectiva da morte, Tonho passa então a questionar a lógica da violência e da tradição.
O salles e a equipe sabem enriquecer um filme com detalhes.
tem até uma hora que o tonho pega a estrada,
Como eu nunca tinha visto esse filme antes? E nem vejo falarem tanto dele como deveriam. Filme impecável em todos os aspectos. Com certeza é uma pérola rara do cinema nacional. Realmente todo brasileiro deveria assistir esse filme antes de dizer que o Brasil só faz filme ruim.
Filme incrível. Roteiro bem feito, Fotografia sensacional, Atores muito bons. Filme que todos os brasileiros deveriam ver antes de dizer que filme brasileiro não presta!
Se os filmes brasileiros fossem tão bons quanto esse o cinema nacional seria bem mais respeitado..
Triste e poético.
Minhas cena preferida é quando o menino ganha o livro e mesmo sem saber ler ao olhar as figuras ele imagina uma história envolvendo a própria história dele.
Também gosto muito quando o filme volta a cena inicial e ai fica claro o porque de seu nome.
Pacu: Essa é minha história, mas eu continuo sem me "alembrar" da outra.
(sussurando): Sereia...Sereia...
Diacho...
Menino vai buscar sereia...
Não, não é isso... é isso.. eu to lembrando...
Um dia a Sereia veio buscar o menino pra ver mais ela
E ele gostou,
Ela virou o menino em peixe
E levou ele pra viver debaixo do mar...
No mar,
ninguém morria, tinha lugar pra todo mundo
No mar, eles viviam tão felizes
mas tão feliz... que não conseguiam mais parar de dar risada
:(
Filme maravilhoso. Vívido, poético! Tanto em imagem, quanto em falas (ou na ausência delas). De um silêncio que tanto diz. De pequenos gestos, e olhares.
Existe poesia maior do que a vida?
Obra grandiosa do cinema brasileiro.
É um filme grandioso! Poesia e emoção rasgam o filme inteiro num alarmante toque desesperado.
O filme me fez lembrar muito de uma discussão sociológica e histórica sobre a construção da figura do "nordestino", enquanto indivíduo forte e sobretudo macho, duro. Não somente àquela figura do resistente, mas àquele que é "naturalmente" másculo, destemido, uma dureza personificada no homem, mas que não deixa de estar também na mulher.
Muito interessante, esse filme consegue perpassar por diferentes universos.
Para mim, está entre os melhores filmes nacionais já produzidos. Excelente. Recomendo tanto pelo enredo, com a transposição para o Nordeste brasileiro, como pela fantástica e poética fotografia.
Na minha opinião, não apenas o melhor filme de Walter Salles, mas do cinema nacional. O filme é pura emoção e poesia.
Para mim este é o melhor filme de Walter Salles. E dizer isso de um diretor que tem no currículo Diários de Motocicleta e o belíssimo Central do Brasil só demonstra o quanto esse filme é bom. Ele evidencia com singeleza o caráter cíclico da rivalidades entre famílias no Nordeste brasileiro que foi responsável por inúmeras mortes de jovens brasileiros até os anos 50. E ele esmiúça as emoções de uma maneira que só Walter Salles sabe fazer.
Recomendo!!
Fiquei decepcionado por o filme não se passar na Albânia como no livro, mas ainda assim tem seu charme.
Para mim isso enriquece o filme porque essas rivalidades de família foram tão comuns no Nordeste brasileiro, onde as leis eram feitas pelos coronéis, que esse tema é tão Brasil...
Que filme maravilhoso... É incrível como a direção do Walter Salles nunca erra, né? Muito bom!
Que filme excelente. Presos a uma "tradição" e buscando uma liberdade ainda não conhecida. Emocionante.
“A gente é que nem os boi: roda, roda e nunca sai do lugar“
"Vim pra vingar o meu irmão", adoro esse filme, acho que é o melhor Thriller feito no nordeste! adoro mesmo esse filme!
acho que é um dos melhor filmes brasileiros que já vi. Gostei muito, tem umas sacadas ótimas. O "menino" com certeza tem uma visão da vida que eles levam que é maravilhosa, realmente compreende a essência de tudo aquilo. Vale muito a pena assistir.
É impossível deixar de comentar a influência do realismo mágico dos filmes do Fellini neste maravilhoso filme nacional. Em Abril Despedaçado, como em muitos dos filmes do diretor italiano, a hostilidade e a miséria cedem espaço à magia do circo e à da literatura.
Aos que tanto criticam o cinema nacional (embora sem dúvidas este seja passível de crítica, como qualquer outra forma de arte) este é um filme mais do que essencial.
Sublime.
Pra quem já viu o filme:
Fica bem claro que a principal crítica do filme gira em torno do contexto cultural do nordeste, briga entre famílias, uma "guerra" para quem já tem muitas "guerras". Já não bastando os problemas, da seca, pobreza, etc. É importante que se perceba as outras críticas feitas nesse filme: Como a crítica ao industrialismo, que força os pequenos comerciantes de rapadura a venderem seu produto ainda mais barato, chegando a falir pobres famílias que que tiravam desse comércio sua única fonte de sustento. A cena em que eles vão a cidade e estão girando no balanço enquanto o tempo rapidamente escurece mostra que o tempo passa rápido quando se diverte. A clássica cena dos bois girando sozinhos, é uma crítica ao adestramento cultural. Onde se faz aquilo que se é ensinado a fazer. Já o Tonho e Pacu (acho que é esse o nome do garoto irmão do Tonho, faz tempo que assisti) são exemplos clássicos de sonhadores que sonham em um dia mudar de vida, sendo aprendendo a ler, ou vendo o tão sonhado mar. Tonho ter fugido da sua família e portando das tradições e do adestramento limitante que sofria no sertão é um símbolo de liberdade. E o mar representa muito mais do que se possa imaginar, já que no sertão, não se tinha nenhuma perspectiva de algo tão grandioso dessa forma.
Crítica: Excelente filme, elenco magnífico, roteiro, edição, fotografia e trilha sonoras muito boas, o filme cumpriu com a proposta para qual o veio, cheio de críticas, reflexões e símbolismos em seu conteúdo. É um filme que eu acredito que todos (pelo menos todos brasileiros) deveriam assistir, e por isso: 5 estrelas, sem dúvidas.
Clichê, mas despedaçada estou eu! Lindo de bonito, amei a fotografia!
Despedaçado fiquei eu qdo o filme acabou. Gosto muito do Fernando Meirelles, Lais Bodanzky, Bruno Barreto... mas pra mim o diretor mais denso de nosso cinema brasileiro é o Walter Salles. Parabéns mais uma vez.
Cada vez que o relógio contar: mais um, mais um, mais um
na verdade ele te diz: menos um, menos um, menos um.
E é assim pra todos nós.
Um filme de alma.
Sou uma pessoa de extremos, mas não considero exagero o que vou dizer: eis aqui a fotografia mais bela já vista pelos meus olhos.
Enredo riquíssimo! Um ótimo filme brasileiro, tanto quanto o livro, o Walter Salles conseguiu juntar atores muito bons para concretizar o filme, tanto o "menino" quanto o próprio Rodrigo Santoro passam imagens muito fortes para os espectadores, a inocência do menino é de se emocionar de tal forma e o peso da tradição e moral foco principal do filme é de se indagar e até de se revoltar, mas tanto quanto os próprios personagens ficamos presos à isso. Ótima obra construída de tal forma para o cinema!
Pra mim, o melhor filme nacional de todos os tempos.
Com um visual poético, Abril Despedaçado é uma poderosa declaração sobre os ciclos da violência.
Que surpresa maravilhosa! Walter Salles confirma, depois de Central do Brasil, que sabe contar histórias profundas, ideológicas e, acima de tudo, humanas. Mostra-se um belo diretor de atores, uma vez que Abril Despedaçado é recheado de incríveis interpretações, que se deleitam em um roteiro enxuto e, ao mesmo tempo, carregado de emoção! Além disso, o diretor brasileiro sabe como conduzir sua câmera, colocando o telespectador em posições atípicas e interessantíssimas, como nas cenas do balanço e do giro da artista circense na corda. A trilha sonora é marcante e condizente com o ambiente rústico e despersonalizado no qual se passa a narrativa e a fotografia, ao usar contrastes de cores - o azul forte do céu e o marrom do chão seco nordestino -, cria verdadeiros quadros recheados de beleza e história humana. Portanto, um belíssimo filme, que deve ser visto e revisto para comprovar que o nosso cinema é capaz de fazer belas obras, quando, é claro, se distancia das exigências do mercado do puro e raso entretenimento. As indicações ao Globo de Ouro e ao Bafta foram mais que merecidas... Embora não seja surpresa, não se pode falar o mesmo quanto ao esquecimento da Academia nas indicações ao Oscar.
Não esperava encontrar cenas tão belas e delicadas em um filme onde o cenário é a paisagem bruta do sertão.
Impossível não se emocionar. Excelente filme. interpretações impecáveis , fotografia perfeita, dialógos poéticos. me fez imaginar a leitura de um cordel.
5 estrelas é pouco pra classificar. Esse filme é mais que excelente. A fotografia, a trilha sonora e o elenco, são de primeira. É um filme que tem poucos diálogos mas quis diz muito.
Um excelente filme.
Retrata alguns costumes antigos que, em nome da honra, ceifaram vidas inocentes do nosso nordeste antigo.