"As Leis de Família" encerra uma trilogia incomum.
Embora este e os filmes anteriores de Daniel Burman, "Esperando o Messias" e "O Abraço Partido", contem com um protagonista chamado Ariel, interpretado por Daniel Hendler nas três produções, os demais personagens diferem dum filme para o outro.
Não obstante, é possível delimitar uma sequência de amadurecimento na vida de um jovem argentino em meio à crise financeira de seu país e à sua própria crise interna.
Em "As Leis da Família", o retrato é mais intimista que nos demais.
O Ariel da vez agora lida com processos judiciais, seguindo a carreira do pai, além de ser professor numa faculdade.
A paixão por uma aluna, a subsequente união e, o fator novo na história, a paternidade inédita concedem um olhar menos tenso e mais gracioso, se comparado com os títulos passados.
Um filme terno, capaz de falar até mesmo a quem não se identificaria, a princípio, com a situação de Ariel.