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Nunca imaginei que um casamento pudesse ser tão interessante de ser explorado pelo seu lado B. Quase 3h de filme que passam voando e te faz mergulhar naquela atmosfera de caos e amor em que eles vivem. Um soco no estomago! Há momentos em que parece que vai te faltar o ar, nos momentos em que o caos se fixa entre eles e as palavras não possuem limites, e definitivamente a alma fala.
Bergman sobre explorar maravilhosamente bem os sentimentos,ate aqueles mais profundos que temos vergonha ate de contar a nós mesmo e isso fez com que me apaixonasse mais ainda por sua obra e esse filme que é sensacional.
Não há como chegar ao fim e não se sentir o mais íntimo dos amigos de Marianne e Johan, e a verdade dói. -
O maior, mais complexo e amplo tratado sobre a vida conjugal, uma obra fenomenal que transcende tudo o que já foi feito sobre esta temática. Um filme essencial a vida!!!
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Apesar de achar cansativo, não tem como eu dizer que o filme é ruim. Eu achei que todo o problema no fim era apenas o casamento. Contudo, tratando-se do mesmo, e em tudo que isso consistia na relação do casal, bem como sua história e trajetória, ou suas dependências, não existe apenas o ''apenas''
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Gente, tem online no site da toca dos cinéfilos bem como diversos outros filmes do Bergman, é pra ver agora... rs http://tocadoscinefilos.blogspot.pt/search/label/Ingmar%2...
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299 minutos de diálogos incríveis, interpretações memoráveis, e reflexões atemporais e profundas não só sobre a vida conjugal, mas sobre honestidade e sentimentos.
''O tempo me deu um terceiro sócio: a experiência''
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Uma verdadeira aula sobre os relacionamentos amorosos e o analfabetismo emocional das pessoas. As palavras do próprio Bergman, em carta para Liv Ullmann, descrevem o filme em sua totalidade: "This is a little like hell, almost romantic".
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O filme mais foda e tranquilo de assistir do Bergman que eu já vi. Bem bom.
Faz com que você se questione e mude a opinião sobre os personagens todo tempo, chegando à conclusão que não existe conclusão. -
Impossível não chegar ao fim do filme desgastado emocionalmente. A direção intimista estabelece uma proximidade quase incômoda entre telespectador e personagem por quase 3 horas (pretendo assistir a outra versão em breve...). Só sei que, como já é típico do Bergman, me levou a questionar muitas coisas: seja o caráter real de um casamento (seria realmente tão nocivo?), as tantas convenções que guiam relacionamentos, o conceito utópico de "amor eterno"... E Liv tá especialmente linda aqui.
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Um dos melhores filmes que já assisti. Devo dizer que o texto é muito forte e os personagens estão na mesma linha. Um filme intenso, vivaz, real, social e humano. A questão dos direitos e igualdade de partilha da mulheres foi muito bem colocado. Um filme de 73, mas muito atual. Para todos, Bergman ainda é a melhor solução.
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Assisti durante essa madrugada e simplesmente não preguei os olhos do início ao fim. Diálogos tão bonitos e um final inesperado! Interessantíssimo ver como os escandinavos já ajudavam a mulher nas tarefas de casa, e sobre como o divórcio já era aceito em alguns países, enquanto que no Brasil passariam-se alguns anos até que ele fosse legalizado. Um filme de muitas reflexões!
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Um dos filmes mais intensos que assisti. Não são poucas as reflexões a serem feitas.
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Nunca senti tanto nojo de um personagem quanto senti pelo Johan.
Nas cenas em que ele simplesmente toca nela, deu vontade de gritar pra ele sair de perto. Mas a Marianne era totalmente presa, tinha uma conexão completa com ele.
Todo mundo já se sentiu meio Marianne. Todo mundo já se sentiu meio Johan. Só que num relacionamento, você não pode ser os dois.
Nunca assisti e acho que nunca mais vou ver um filme que aprofunde tanto, na REALIDADE de um casamento. Não jurinhas falsas de amor e esse mimimi todo que todo mundo sonha.
Amo Bergman, ele nos faz ter sentimentos verdadeiros sobre coisas reais. Não é ilusão, não é conto de fadas, é a vida como ela é. -
Bergman brincando de Deus e nos lançando no inferno emocional das fraquezas humanas. Que soco na cara!
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O único investimento real que eu vi no filme é a bela atuação dos atores. Resume bem o que é casamento.
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Uma palavra resume bem tudo isso: Casamento!
Há, nesse filme, uma realidade bruta sobre ele. -
Os personagens esgotam nossa cota de paciência várias vezes ao longo dos episódios. E é fundamental que aconteça para que nós percebamos o quanto aquele (e porque não dizer todos) o(s) relacionamento(s) se torna(m) cansativo(s) e verborrágico(s) quando eles decidem (nós decidimos) abrir mão de toda a naturalidade humana em nome da aparente segurança e da falsa paz matrimonial. Bergman sabia disso.
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Rever esse filme depois de um espaço de tempo somente serve para reafirmar como Bergman conseguiu, com maestria, reproduzir o processo de degradação de um casamento e mesmo o quão doentio ele pode ser. Não é um filme que se destaque pela fotografia, entendo que esteja longe de sê-lo, mas, por outro lado, não consigo me lembrar de outro filme que tenha conseguido aborda uma relação tão densa como essa. Mas no sentido de desconstruir mitos sobre o casamento... e que diálogos!!! Por isso que assistir esse filme conforme vai se vivendo mais, ele ganha qualidade, porque o que os personagens dizem se torna uma realidade quase que inevitável! É certo que existe uma patologia nos personagens de Bergman e isso faz com que inviabilize a distância e a vivência marital, mas mesmo sem essa patologia, muito do que é dito faz parte da própria "prisão" que o casamento pode construir. E Bergman diz isso gradualmente, pois primeiramente nos engana, depois demonstra com imagens e, por fim, faz com que os personagens deixe isso bem claro através dos diálogos... e que diálogos!!! Daqui alguns anos assistirei novamente e tenho certeza de que encontrarei muito mais, porque os filmes de Bergman são assim!
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Nunca me senti devassando tanto a intimidade de alguém como quando assisti a esse filme.
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Sensacional! O melhor filme sobre relacionamento que eu já vi, retrata tudo da forma mais natural e verdadeira possível. Perfeito!!
"Eu sei o que sinto. Te amo à minha maneira egoísta. E acho que você me ama à sua maneira atarantada e incômoda. Nos amamos de forma mundana e imperfeita, mas você é tão exigente."
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O que escrever dele, se todos os termos etimológicos beiram o comum? Cacete! Eis que este remete a cura. Em todos os sentidos! E me cura. Com toda certeza.
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Não resisti: após anos de ansiedade e, ao mesmo tempo, temor justificado de identificação, rendi-me à versão integral do filme, com suas 5 horas de duração - e amei cada segundo dele, a ponto de me interrogar em voz alta o que pôde ser cortado na versão compactada: cada trecho do filme é entupido de sentido, de dramaticidade, de genialidade! Ainda que, formalmente, seja muito mais polido que as obras-primas mais famosas do diretor, conteudística e autobiograficamente ele é soberbo, contando com duas atuações irrepreensíveis, que se revezam praticamente sozinhos durante a quase totalidade da produção (mais de 4/5, sem dúvida). O desfecho parece um tanto abrupto, mas é coerente com o restante da produção - E Liv Ullmann brilha em cada segundo em cena: obra-prima, que faz com que sintamos como chaga cada um dos quase 300 minutos de duração - e sim, isto é um grande elogio! (WPC>)
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Mini-série do Bergman feita para a TV sueca, que foi compactada para 167 minutos para exibição no cinema, na TV:
13/10 03:20 Telecine Cult -
é incrível como o diretor consegue conduzir um filme desse nível, onde ficamos presos num enredo de quase 3 horas, com apenas 2 personagens! sem duvida foi o melhor diretor de todos os tempos..
o filme é totalmente realista, um casal e as suas dificuldades. o telespectador se sente um participante desse casamento.cenas envolvente, tenso, real, um casamento. -
E mais uma vez Bergman me deixa sem palavras. Simplesmente perfeito!
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"- Nosso senso de segurança se ancorava no exterior. Nossas posses, nossa casa de campo, nossos amigos, nossas rendas,
nossa comida, pais, férias.
- Vou descrever minha idéia de segurança... Do jeito que vejo a solidão é absoluta. Tudo o mais é ilusão.
Uma sensação de plenitude pode ser criada na religião, política, amor, arte, mas a solidão é auto-suficiente. O aspecto traiçoeiro é que, de vez em quando, você se vê numa ilusão de plenitude. Lembre-se de que é uma ilusão, isso facilita as coisas quando tudo volta ao normal. Você deve enfrentar o fato de que a solidão reina suprema, ela põe um fim aos seus lamentos, então você se sente são e salvo. Você aceita a inutilidade de tudo com uma certa satisfação. Não que devamos nos resignar, temos que fazer o melhor possível... Pois é melhor fazer o possível do que desistir."É um calvário, deve ser assim. Um experiência que nos despe, de forma pungente, desestruturante.
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Filmes assim, costumam me deixar com vertigem antes mesmo de assistí-los.. vamos lá! ;)
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Incrível, como só Bergman consegue fazer, tenho o DVD com a versão integral(299 minutos) e foi uma das melhores aquisições que fiz, assisti as 5 horas de uma só vez e por incrível que pareça não cansei um segundo sequer, para mim cada minuto vale ouro e são 5 horas muito bem aproveitadas.
Um obra perfeita e provavelmente a maior reflexão sobre o casamento já feita pelo cinema, tão complexa que falar dela em apenas algumas linhas é, praticamente, uma ofensa.
O capítulo "Os Analfabetos" merece ser visto de joelhos.
Indispensável. -
Foi o melhor filme sobre uma relação amorosa que já assisti.É perfeito e assistiria mais 2 hrs
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"Eu sei o que sinto. Te amo à minha maneira egoísta. E acho que você me ama à sua maneira atarantada e incômoda. Nos amamos de forma mundana e imperfeita, mas você é tão exigente."
Haaaa Bergman!!! A cada filme que eu vejo fico mais apaixonada pelo trabalho desse diretor, que para mim de longe é o melhor do mundo e esta para nascer um que alcançará seu talento e sensibilidade para produzir um filme.
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Em Cenas de um Casamento Bergman mostra seu ceticismo em relação a instituição do casamento.
Pra quem assistiu a versão com quase 3 horas recomendo que assistam a minisssérie completa que saiu em DVD (duplo) com 5 horas de duração, pra quem se interessa minimamente pela complexidade das relações humanas vale muito a penaA principio o casal ptotagonista parece perfeito mas logo surgem rachaduras e por fim ambos partem para agressão, não física mas verbal, que Bergman sabia muito bem que era a pior de todas as agressões.
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Na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, este é o amor multipolar dado e recebido que nos faz sentir vivos todos os dias. Mais sinceridade impossível.
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Cenas de um Casamento cansa. Acho, inclusive, que quem não se sentiu desgastado é porque saiu imune dos sentimentos expressos no filme. Não, isso não é um defeito. É proposital. Estamos diante, afinal, de um casal "perfeito" em pura decadência. Suas vidas pessoais, angústias, amores e medos são dissecados com paciência e genialidade por Ingmar Bergman. Cenas de um Casamento é um épico sobre o casamento e - por que não? - a vida!
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Sem desmerecer a atuação de Liv Ullmann, que por sinal é sempre impecável, me surpreendi com a atuação da Bibi Andersson nesse filme e com como ela incorporou de forma exímia o ~desprezo~
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Como eu não assisti esse filme antes? Definitivamente uma obra prima, diálogos magníficos, atuações impecáveis, uma montanha russa de emoções como todo bom/mal relacionamento!
A profundida desse filme é imensurável, o ser humano realmente nunca fica satisfeito. Existe forma melhor de filmar o que é o amor? o ódio? as inseguranças? o ciúmes? os pensamentos? e todos os outros sentimentos?
RECOMENDO À TODOS VEREM, já favoritei!
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Filme realmente muito bom, diálogos perfeitamente reais, parecem até um relato de um fato. Os atores impecáveis, assim como a direção sempre incrível de assistir do Bergman.
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Acho que nunca mais vão conseguir retratar o casamento tão bem.
Apesar da longa duração, os diálogos são muito fortes e prendem a atenção. É impressionante como o divórcio transforma a vida dos dois. Eu gosto muito da cena onde eles vão assinar os papéis:Ela está confiante e independente enquanto ele, desiludido, está vvendo toda a sua convicção de que deveria seguir uma nova vida ruim. É dificil para ele aceitar que está tão ligado a sua ex. E os dois precisaram passar por toda essa montanha-russa existencial para finalmente se entenderem e superarem seus conflitos.
Apesar de ser uma minisserie que foi adaptada para filme, não achei que prejudicou a direção nos enquadramentos, por exemplo. Mesmo assim, quero assistir a versão original.
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Longa duração? Experimente ver a versão integral pra TV com 299min, vale a pena, apesar de ser enorme... mas tem-se que ver de uma só vez como se fosse num cinema, é uma experiência epifânica.
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Liv Ullmann e Ingmar Bergman nunca deixam de impressionar. Genial!
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somos realmente uns analfabetos emocionais...impossível ignorar os diálogos poderosos desse filme!
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"Te amo à minha maneira egoista e acho que você me ama à sua maneira atarantada e incômoda. Nos amamos de maneira mundana e imperfeita"
Filmaço! Muito bom! -
É uma lenta e dolorosa desconstrução do casamento. Mas o filme não é triste, muito menos pessimista. Marianne e Johan realmente se amam, o que não impede que também se odeiem e queiram se matar às vezes.
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Cenas de um Casamento é uma porrada!
Um estudo extremamente sensível acerca da instituição do matrimônio, do auto-conhecimento e (por que não?) do amor. Com Bergman e sua câmera intimista buscando dissecar o emaranhado de emoções que engloba todas essas questões; sendo extremamente bem sucedido, se levado em consideração a arduidade de uma tarefa como esta.
Trabalho árduo é também o de Erland Josephson e Liv Ullmann, responsáveis por dar face a estes 'analfabetos emocionais'. E é tocante o nível de imersão que ambos conseguem nos proporcionar. -
Nunca vi um filme (mini série) retratar com tantos detalhes um relacionamento entre um casal.
Acabei de ver a versão original do diretor q dividiu a história em 6 capítulos aonde é contada a vida aparentemente feliz de um casal.
Liv Ullmann e Erland Josephson são na maioria das 5 horas os únicos q aparecem em cena, com diálogos beirando o documental, devido a veracidade das situações vividas (e escondidas) de um casal, temos atuações grandiosas de ambos.
Uma curiosidade nos extras da edição em DVD temos uma entrevista com Ingmar Bergman aonde é dito q essa série também foi passada na Dinamarca na época, aonde a taxa de separação aumentou muito e na Suécia pais de origem do diretor, as consultas de terapia familiar duplicaram.
Temos aqui a verdade exposta sem rodeios, uma história q merece ser vista por todos.Mais uma grande obra do Sueco.
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Um filme que chega até ser diferente e obviamente tem sua razão, ele é originalmente uma minissérie, feita em 5 capítulos de 1 hora cada, que depois foi cortado pela metade e lançado como filme.
E dureza achar o original, mas você acha e assistindo um capítulo por vez, ai sim consegue-se sentir a real magia dessa série.
Não há trilha sonora, nem uma história complexa, é a relação humana exposta.
Não chega a ser algo tão belo e leva tempo pra se digerir
Não é dos melhores, mas ainda vale a pena
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É isso mesmo cara, comprei o DVD recentemente e estranhei a duração total da trama (299 minutos) eu já tinha assistido umas partes dele editado há um tempo atrás e estranhei esse fato aí. É tanto q edição a em DVD é dupla.
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Cenas de um Casamento é um filme bonzinho do Bergman, mas eu esperava muito mais.
Me decepcionei um pouco. Me acostumei tanto ao "timing" dos filmes curtos do diretor (apesar de ter gostado de Fanny e Alexander) e achei esse filme por vezes enfadonho, embora recorra a diálogos interessantes, mas com situações repetitivas.
Interessante ver Bergman sair do "lugar comum" em que estão a maioria de suas obras consagradas, porém, não achei a obra-prima toda que dizem. Mas que é um show de atuação, sem dúvidas.
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Depois de ser contemplado com a oportunidade de assistir a duração total de "Cenas de um Casamento" com o corte simplesmente efetivo de minissérie, entrego-me completamente a esta emblemática obra na carreira de Bergman. Com a informação de que o material possui por volta de 5 horas e se trata de um casamento, é plausível a má antecipação de que seja enfadonho. Para a minha surpresa, os seis episódios que retratam o casamento de Marianne e Johan são deliciosos de assistir e recomenda-se que sejam vistos em doses homeopáticas de cinquenta minutos, obtendo assim o envolvimento com a história previsto por Bergman, quando lançou este filme televisivo em 1973 e conquistou brilhantemente a audiência. Tanto é que foi culpado por inspirar um ataque de divórcios nos países escandinavos e agora imagine a importância cultural da obra para um acontecimento deste. A desconstrução social exercitada por Bergman em seus protagonistas provoca uma fortíssima quebra de valores e ideais. Tido como um casal burguês a descobrir gradualmente os seus fracassos matrimoniais, as súbitas epifanias bergmanianas típicas apunhalam convenções estipuladas pela sociedade, questionando os limites entre os papéis sociais de cada um e a importância disso sob o olhar metafísico, suas crenças e valores morais. Em determinada cena, o casal considera a hipótese de que são indivíduos analfabetos no campo da alma e dos sentimentos, embora sejam competentes profissionalmente e dotados da intelectualidade. A vantagem de se assistir a versão para TV é a possibilidade de poder manter o máximo de contato com a maneira analítica da câmera, expondo gradualmente toda a intimidade dos personagens, graças às brilhantes atuações de Liv Ullmann e Erland Josephson. Em close-ups memoráveis, os atores dão vida à miséria existencial que acometem os seus personagens, na constatação de que a mutação constante de valores dentro da sociedade apenas promete uma vida imprevisível e planejar o futuro perfeito é mais que arriscado. Em Bergman, o tabu recebe complexidade ao ser abordado, como as consequências a partir da dissolução de um casamento, seja a infidelidade ou desafeto entre pais e filhos. Tem-se a abertura para concluir que qualquer coisa é possível e que o progresso dos tempos tem ironicamente trazido insegurança mais do que nunca para as relações humanas.
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Acredito que Cenas de Um Casamento é um filme que um cineasta, mesmo um brilhante cineasta como o Bergman é, só poderia fazer depois de muitos anos de obras feitas, depois de muita labuta no cinema. Sim, porque é uma obra-prima tão intensa, tão profundamente tensa que acho difícil que alguém consiga conceber um filme com essa capacidade de englobar tanta coisa num único e incrível roteiro assim, no inicio da carreira.
Filmado com perfeição e atuado com maestria por Erland Josephson e Liv Ullmann, Cenas de Um Casamento é exatamente isso que o nome diz. Existem filhos, existem as famílias, mas em momento nenhum é deixado esse casal de lado pra sequer vermos quem eles são. É uma sucessão de fatos, e de cenas devastadoras que desconcertam, e muito, quem está assistindo.
É um filme que sim, esgota bastante, até pela complexidade emocional empregada ali, mas é um esgotamento tão bom, e tão bem pensado, tomada por tomada, que nem sequer percebemos isso durante a "sessão". É de se aplaudir de pé a forma como Bergman vai desconstruindo esse casamento, sem nada forçado, e tudo, absolutamente tudo ali, todas as cenas e "atos" são colocadas com uma intenção clara e legítima, e a linha narrativa se constrói magistralmente.
Também há de se destacar outros êxitos do roteiro, como por exemplo, as inconsistencias psicológicas dos personagens, de modo que em um capítulo estão de uma forma, e no seguinte, totalmente mudados. E os papeis também se invertem, como Marianne pedindo pra Johan ficar, em prantos e com muitas doses de desespero, logo quando ele decide sair de casa, e, meses depois, Johan fazendo a mesma coisa com a (ex)mulher. Os papeis se invertem, e os diálogos são praticamente os mesmos.
Enquadramentos, texto, atuações, closes, duração, peso emocional, etc etc, tudo isso faz esse filme ser uma das obras-primas máximas do Ingmar Bergman. E olha que eu ainda nem tive o privilégio de ver tudo dele! Genial.