Data de Nascimento: 14 de Julho de 1918 (89 anos)
Data de Falecimento: 30 de Julho de 2007
Local de Nascimento: Uppsala (Suécia)
Data de Nascimento: 14 de Julho de 1918 (89 anos)
Data de Falecimento: 30 de Julho de 2007
Local de Nascimento: Uppsala (Suécia)
Ernst Ingmar Bergman começou a carreira como diretor de teatro, tendo se especializado nos autores nórdicos como ele, Ibsen e Strindberg. Estudou na Universidade de Estocolmo, onde se interessou por teatro e, mais tarde, por cinema. Iniciou a carreira em 1941, escrevendo a peça teatral "Morte de Kasper". Em 1944, desenvolveu o primeiro argumento para o filme "Hets". Realizou o primeiro filme em 1945, "Kris". Dirigiu 16 filmes, entre eles "Porto" (1948), "Sede de Paixões" (1949), "Juventude" (1951), "Noites de Circo" (1953), para só então ser descoberto pelo mundo com "Sorrisos de uma Noite de Verão" em 1955, que venceu o prêmio do júri no Festival de Cannes. Trata-se de uma comédia escrita por ele para os palcos e que, transposta para as telas, manteve sua origem teatral.
Duas de suas mais importantes e conhecidas obras vieram na seqüência, foram "O Sétimo Selo" e "Morangos Silvestres" no ano de 1957.
Ao longo de seus 46 filmes, Bergman voltou várias vezes aos mesmos temas, nunca da mesma forma. Seus trabalhos lidam geralmente com questões existenciais, como a mortalidade, a solidão e a fé.
Teve um romance com Liv Ullmann, com quem teve uma filha. Dirigiu a atriz em dez filmes, começando por "Persona" (Quando Duas Mulheres Pecam, 1966).
O diretor e roteirista morreu em sua casa em Faro aos 89 anos, de forma tranqüila – segundo sua filha, Eva Bergman – e, coincidentemente, no mesmo dia em que faleceu Michelangelo Antonioni.
Não há palavras para descrever a genialidade de Ingmar Bergman. Cada uma de suas obras deveriam ter o 'prima' acrescentado após o hífen!
Um gênio insuperável em suas qualidades. Hoje não parece tão lembrado quanto Kubrick que foi seu conteporâneo, mas é uma figura importantíssima para Cinema em geral. Detalhe: Cinema era sua segunda paixão, Teatro era o que ele mais amava, viveu praticamente sob a sombra universal de Shakespeare que influenciou seus filmes. O Sétimo Selo é claramente influenciado por Hamlet.
Não. Hoje em qualquer meio cinéfilo, muitos diretores são muitos mais lembrados que ele. É só olhar no tanto de comentário nos filmes dele e comparar com a laranja mecânica ou o iluminado. Não to dizendo que ele tá esquecido, mas tem cara que veio bem antes e continua bem mais favoritado entre os Users (Hitchcock por exemplo).
Eu entendo seu ponto de vista, inclusive concordo em parte. Mas acho que uma causa disso é que o nome dele não ficou banalizado com o tempo, conhece quem realmente se interessa pelo cinema artístico... e ainda sim vejo seu nome muito forte até hoje... Agora Laranja Mecânica ficou imensamente banalizado, qualquer um é fã número 1, acha o melhor filme de todos os tempos, etc. Mas como eu disse, eu entendo o que você quis dizer
“Não quero produzir uma obra de arte que o público possa sentar e chupar esteticamente... Quero dar-lhe um golpe nas costas, para queimar sua indiferença, para assustar-los fora de sua complacência.”
― Ingmar Bergman
Bergman está para o cinema assim como Einstein está para física. Não conheço todos, mas não acredito que possa haver alguém maior que ele. Existem outros bons, muito bons, até geniais, mas ser gênio é uma coisa, ser Bergman é outra.
queria ser fã mil vezes. indescritível o que esse homem fez.
"O cinema não é um ofício. É uma arte. Cinema não é um trabalho de equipe. O diretor está só diante de uma página em branco. Para Bergman estar só é se fazer perguntas; filmar é encontrar as respostas. Nada poderia ser mais classicamente romântico". Jean-Luc Godard <3
Discordo do francês no "filmar é encontrar as respostas" - nem sempre isso acontece no cinema de Bergman. As perguntas, dores e motivações de faze-las é que fazem sua obra ser tão fascinante e de grande humanidade. Minha opinião.
Daniel, as respostas nem sempre vem em forma concreta. As vezes não há uma linearidade cognitiva. A poesia é uma resposta que não responde; sua concretização não assume um valor conclusivo. As repostas estão no criar, e criar transcende a compreensão humana. A resposta do poeta é a obra ( mesmo que em constante mudança). As respostas de Bergman são para ele o reencontro com uma sensação particular: a arte proporciona isso. As respostas as quais Godard se refere não estão no patamar de uma explicação racional e universal, mas em uma necessidade que o artista (ser humano) tem de fazer algo em relação a tudo, mesmo que seja vão e minusculo. Metafisico, surreal, simbolista, abstrato etc, etc... Bergman respondeu muitas coisas, pois doou-se ao cinema, se expôs - imagem e alma - diminuiu-se em nome da vida, da parte humana maior e indivisível. Sim ele respondeu, pois as verdadeiras respostas são sensações, apenas sensações. Ele soube provocá-las ( pelo menos nos mais sensíveis)
(Minha opinião)
=D
Eu ainda não conheço muito sobre o Godard. Então vou falar somente por sobre esse trecho citado....
Cinema é uma arte de equipe, sim. A base do filme começa com o seu roteirista. Ele molda a estória. Logo o diretor não está diante de uma página em branco.Se na produção alguém esteve diante de uma página em branco... só pode ter sido o roteirista.
Mesmo uma pequena produção ainda terá um conjunto chave de profissionais além do Diretor e do Roteirista, como por exemplo: Diretor de fotografia, Câmera-Man, Editor, Sonoplasta e etc.
O Diretor é como um maestro que coordenará os profissionais da produção e tem como objetivo trazer para as telas, aquilo que já está escrito no papel.
E todos os profissionais da produção, consequentemente vão auxiliar o Diretor nessa busca.
Julio, o Godard claramente se refere ao cinema autoral onde o diretor é dono até mesmo dos roteiros, ou melhor, de todo o processo de criação. Quando Jean-Luc afirma isso, ele está exaltando a importância do diretor. E concordo com o Davino.
"Num primeiro nível, temos o time de diretores que abastecem o público com entretenimento bom e sólido, ano após ano. Acima dele, encontram-se os artistas mais profundos, mais pessoais, originais e estimulantes. E, finalmente, sobre todos está Ingmar Bergman, que é provavelmente o maior de todos os cineastas desde a invenção do cinematógrafo." - Woody Allen
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Crítica Livre de Cinema:
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Bergman fez pelo cinema o que Shakespeare fez pela literatura. Simples assim.