Embasbacada com tamanha profundidade.
A caminho de uma cerimônia de premiação numa universidade, um médico é assediado por situações e personagens que o conduzem a um mergulho em sua vida pregressa.
Sem comentários, um filme magnífico, cuja mensagem central do filme está num grito silêncioso, sou suspeito pra falar de Ingmar Bergman, está ai a prova de um genial diretor e cineasta.
Uma lição de vida em forma de poesia. Singular e inesquecível.
Link torrent per favore. Obrigado!
Ver o passado e o futuro em um so tempo. Morangos Silvestres memoriza a o tempo e o ser humano junto ao seu objetivo como ninguem..
Segundo filme que vejo do Bergman e já sinto as fortes características por qual ele é tão reverenciado. E digo que adoro. Ótimo filme.
Excelente narrativa. Enquanto em alguns filmes as coisas começam bem, ficam ruins e depois se resolvem, "Morangos Silvestres" é o oposto. Bergman dá a entender no início que o protagonista é um homem frio e rude, sem compaixão. Um intelectual que se isolou do mundo. Mas ao longo do filme, ele apresenta outras percepções não só sobre o protagonista, mas de outros personagens. É uma análise profunda e psicológica que domina quase todo o filme. Os diálogo são rápidos, a história tem mais movimentos do que outras obras de Bergman. Vale a pena.
Já tinha visto e me decepcionado com outros filmes deste superestimado Ingmar Bergmann, mas foi em morangos silvestres que descobri uma classificação para o seu cinema: filme para velhos...
Existem os filmes para mulherzinhas, notadamente comédias românticas e filmes metidos a cult como as horas ou aa virgens suicidas..
Existem os filmes para os idiotas metidos a inteligentes, notadamente filmecos de woody allen ou besteiras do tipo...
E os chamados filmes para velhos, ou seja, filmes onde não há violência, doença, bizarro, personagens insanos ou nada do tipo..na verdade não tem nada de nada, é uma coisa desinteressante onde nada acontece de útil e se limita a enrolar durante uma hora e meia (se vc tiver sorte) com temas, assuntos e cenas que fariam sua bisavó dar um sorrisinho de satisfação....
Cara, isso aqui não dá, essa minha pesquisa por filmes considerados "clássicos" do cinema me levaram a assistir dezenas de filmes horrorosos e esse é só mais um deles....
Desisto desse diretor, aliás, já desisti desses filmes da época que a vovó Mafalda tava no jardim de infância há muito tempo......
Isso! Desista! é o melhor que você faz! Muito melhor do que vir aqui rotular os fãs de comédias românticas, os fãs do que você chama de filmes "cults", os fãs de Woody Allen e do Bergman. Uma curiosidade: qual é o rótulo que podemos atribuir a você pelos filmes que você assiste e pelos seus critérios para julgar um filme? Não me parece que possamos incluí-lo numa categoria muito respeitável, a julgar por tudo isso e por seus comentários desrespeitosos.
Talvez a minha classificação fosse um cara que assiste filmes insanos e com enredos dinâmicos..isso me cairia bem, pois eu não procuro só violência num filme, procuro trilha sonora, roteiros ÁGEIS, interpretações certeiras e dou menos importância a parte técnica, porque a parte técnica não faz um filme sozinha, enquanto um filme bom esteticamente feio se faz sozinho....
Nosso amigo Ingmar Bergmann erra feio ao ter filmes totalmente longe se qualquer coisa que se aproxime de ágil....filmes lentos com temática cacete são o seu lema...não diria se tratar de um desrespeito aos fãs, somente uma opinião que deveria apenas ser aceita.....
Entenda, o problema não é o que você acha do filme, isso é completamente irrelevante. A sua opinião é aceita e, inclusive, acredito que todos concordam que os filmes do Bergman são lentos. Mas essa é sua proposta, não é entreter um espectador, deixando-o meramente passivo durante o desenrolar do filme; é fazê-lo refletir, interpretar, sentir e tomar parte no drama dos personagens, que vão se caracterizando ao longo do filme, conforme os fatos comuns de suas vidas vão se desdobrando, e que vamos conhecendo em seu íntimo. O problema não é você não gostar de filmes lentos. Isso é perfeitamente normal. O problema é rotular como "velhos" aqueles que gostam, o problema é atribuir adjetivos depreciativos a quem assiste e gosta dos filmes de Woody Allen, entre outras coisas. Critique e se expresse, mas, por favor, faça-o com prudência. Assim sua opinião será aceita, entende?
Legal sua camiseta roBSON, legal que ninguém tem ela também, opa esqueci que 99% das pessoas se tornaram fã do filme, pena que tu não aprendeu a usar o caps lock ou aprendeu e estava usando um pouco de ultra violência no nome?
"Filme para velhos" diz a pessoa de 32 anos que usa camiseta do laranja mecânica como se fosse um drug, nada contra o filme tudo contra alguém sem respeito para com as mulheres e para com apreciadores da arte, e não adianta falar que tu não é machista, ainda usa palavras como "cacete" para defender seu ponto de vista.
Sou mulherZINHA e tenho 90% dos favoritos iguais aos seus, incrível né. adoro uma carnificina e não é por esse motivo que ofendo as pessoas que não gostam.
Se tu não gostou do filme, ótimo, tem todo direito de falar de maneira agressiva sobre ele, mas NÃO sobre os fãs dele, não de escrever MULHERZINHAS, não sobre quem gosta do Woody Allen, isso é desrespeito.
Alexander DeLarge gostava de "música de velhos" não é assim que falam de música clássica no seu grupo insano? Ou tu só lembra da parte que ele estupra?
Ah desculpe-me não costumo descer do salto, mas se tu assiste filmes pela trilha sonora também, deve ser perturbador ter gostos ~~ insanos ~~ e se deparar com Beethoven.
Blablabla "enquanto um filme bom esteticamente feio se faz sozinho" desculpa te julgar, mas como tu veio aqui cuspir para cima, pelas tuas palavras tu tem cara de que curte as branquelas e se acha cinéfilo.
Boa menina, mas argumento errado... Na verdade, o termo filme para MULHERZINHAS se aplica pelo fato da MAIORIA das mulheres (não TODAS), serem excessivamente sentimentais e público alvo dos velhos filmecos de adolescentes ou das risíveis comédias românticas, então se vc se sente ofendida com o termo reclame com suas irmãs da classe...
Uma música não é igual a um filme, num filme temos que ouvir, sentir, ver e analisar, a música é sentimento, letras e melodias...a música não envelhece ou fica datada, os filmes sim, portanto essa sua comparação foi tosca, ainda mais que eu sou um apreciador de música clássica, metal e MPB antiga, portanto entendo um pouquinho do assunto, você não está falando com um pagodeiro ou um fã de Ivete sem graça....
Embora laranja mecânica seja referência para mim não tenho pretensão de ser um alex de large ou algo do tipo, o que você considera arte eu posso considerar bosta e vice e versa, o problema é que nesse país as pessoas se ofendem com tudo, é uma viadagem sem limites...
No fim das contas é até legal ver uma mulher que tem um gosto aparentemente bom dando piti e se expressando com um certo cinismo, mas o final disso é sempre o mesmo, ou seja, eu vou continuar sendo o que sou, sua opinião não mudará isso, e continuarei achando bergmann, Allen e velharias a mesma porcaria....
Dar piti é muito vago, estou defendendo meu ponto de vista, talvez tu tenha se expressado de maneira errônea. Mas nem por isso se corrigiu, o termo mulherzinha é machista, porque conheço muito homem que chora com um amor pra recordar, que eu acho um lixo por sinal, mas não ofendo.
A real é que tu pode achar o filme ruim, mas considerar os fãs, e criticar é muito intolerante, aposto que não fui só eu que me ofendi.
Tu tem essa coisa de comentar nos filmes que não gosta, mas cadê as criticas positivas, não consegui ver acessando seu perfil, me incomodei ao ver duplamente tu ironizando filmes que considero bom, sem ao menos notar que ironizava quem os assistia, só porque tu não curte não significa que é ruim. Significa que pra ti é ruim, eu também não sou pagodeira, mas não acho que quem seja é de todo ruim, o mundo é feito de diferença e de respeito né.
E é só tu ler "Existem os filmes para mulherzinhas, notadamente comédias românticas e filmes metidos a cult como as horas ou as virgens suicidas"
ambos os filmes eu gosto que tu citou, mas assisto até porno se me agradar, o problema foi a falta de respeito para com o gosto alheio, e não sua critica. Entenda, reflita e não passe a imagem errada de si.
Talvez o termo seja machista, mas não foi empregado como tal, talvez você tenha se irritado pela generalização, mas acontece que isso acontece todo dia...Eu sei que a polícia é corrupta e truculenta e me refiro sempre com asco a esses pseudo profissionais, mas eu tenho certeza que nem TODOS são assim...
Você mesmo disse que os seus favoritos são compatíveis com os meus e eu acredito, mas o termo MULHERZINHAS se aplica a um certo público específico de outros tipos de filmes, no entanto você se ofendeu, na minha opinião sem motivos...
Sobre as Horas ou as Virgens Suicidas, vamos falar sério Julianna, você francamente conhece algum HOMEM que gosta desses dois filmes???
São filmes para um determinado público, o público feminino, Virginia Woolf???? Isso não rola, não é machismo, é uma constatação, acho os dois filmes horrorosos sim, na minha opinião são abaixo da crítica e se você gosta eu entendo, pois embora você seja até inteligente, tem aquela famosa SENSIBILIDADE que eu e a maioria dos homens não possui...
Além do mais eu gostei de você, você fez algumas interpretações estranhas das minhas críticas e adorei o modo como me criticou no primeiro post, assim que a gente se diverte, com críticas engraçadas e cinismo acima da média..
Portanto Relaxa, não deixe chatos como o Woody Allen ou o Bergmann te deixarem com espírito de gente chata que se ofende com tudo e acha pelo em casaca de ovo, isso é um site de opiniões e afinal eu tenho que dar uma opinião negativa a algo que não gosto correto????
Certeza que estaremos em outros filmes ou em outras discussões mas sempre dentro do respeito e da civilidade, porque você tem opinião e eu gosto de gente assim.....
obs: Esse filme continua sendo uma merda absoluta para velhinhos e usuários de fralda geriátrica......hahahahahaha....
Não rotule, por favor. Isso acaba limitando o objeto e o próprio ser humano. Rotular é a maneira mais rápida e fácil que nós temos diante de algo que não gostamos. Ninguém é obrigado a gostar, mas o gosto é discutível sim. Ao invés de rotular, pesquise, leia mais sobre o autor e o filme. Garanto que perceberá que até o cenário terá um sentindo para a história, pois Bergman nunca esteve preocupado com agilidade e sim com a ideia, com os detalhes. Embora seja exaustivamente taxado por "algo que dá sono" e" coisa de velho", os filmes do diretor refletem muito sobre o homem, sobre a decadência humana. NUNCA, é isso mesmo, NUNCA limite-se a rotular, pelo contrário, deixe sempre em aberto, pois o que você acha coisa de velho, pode, talvez, ser só uma questão de pesquisa ou de vivência, ou seja, coisas que você precisa viver ainda e que só entenderá quando realmente for velho.
Não vou responder por dois motivos, meu nome é Juliane e nada vai mudar teu ponto de vista mesmo.
Uma coisa eu sei:esse Robson alem de ser um chato encrenqueiro,não tem a minima sensibilidade pra apreciar cinema e muito menos expressar suas opiniões sem ofender alguém(ou será que é só ''coragem de rede social'').Cinema é ATEMPORAL!Cada filme deve ser apreciado com sua época de criação,contexto e visão do diretor em mente.Chamar um filme de datado é absolutamente ridículo.Se você não gosta de filmes ''pra velhos'',então porque insiste em assisti-los?
Caro bruno eu não insisto em ver esses filmes datados, pelo contrário, depois dessa pesquisa que fiz pude comprovar que não há condição de gostar de filmes pré decada de 70 e nem de filmes europeus de 60 a 80 pois são irritantemente arrastados e mal feitos, mas é claro que a culpa não é só da época e sim das pessoas envolvidas, pois não podemos esquecer que taxi driver, godfather, clockwork orange, apocalypse now entre outros clássicos são dessa época...o problema está no ESTILO do cinema europeu que HOJE EM DIA Melhorou muito, pois na Suécia por exemplo ao invés do chatissimo Bergmann tivemos obras excelentes como Millenium ou deixa ela entrar, e na frança vários excelentes dramas e filmes extremos como intocáveis ou martyrs....
Isso meu caro se chama evolução, e não admitir essa evolução é ser retrógrado e cego como a própria academia de Hollywood que insiste em preservar e INFLAR a importância de velharias como provou no absurdo e bizarro OSCAR dado ao RISÍVEL O ARTISTA há pouco tempo atrás....
Como podemos manter a evolução se a própria academia é o retrato da involução e pessoas como você insistem em viver numa bolha????
Difícil....
O seu discurso é o típico discursinho pretensioso do jovenzinho que diz que a Idade Média é a Idade das Trevas, mas não consegue ler uma linha sequer de um tratado de lógica medieval! Você não tem condições para avaliar o alcançe de uma obra como a do Bergman, porque você está limitado ao entretenimento, por isso ele é chato e retrógrado para você. É isso o que você chama de "evolução", é esta soberba de quem está no vazio e se orgulha disso. Todos os termos que você utiliza - "filmes datados", "não admitir essa evolução é ser retrógrado e cego", "retrato da involução e pessoas como você insistem em viver numa bolha" - são típicas daquele protótipo de rebelde sem causa, que desdenha das "velharias", simplesmente porque adere a ideia falaciosa de que tudo segue necessariamente uma ordem ou um fluxo que leva invariavelmente do "pior" para o "melhor". Uma pessoa como você, assistindo um filme do Bergman, é como uma pessoa que lê um romance complexo (sei lá... Guerra e Paz, por exemplo) e não consegue enxergar nada além de uma história inventada. É uma mera questão de não ter humildade e cultura suficiente para entender e visualizar o alcance e as implicações de uma obra. É exatamente por isso que você assiste O Sétimo Selo e não enxerga nada mais do que ausência de fatos e acontecimentos; simplesmente porque você está acostumado com a superficialidade e com um padrão narrativo que lhe oferece tudo mastigadinho e exige pouca ou nenhuma interação com o filme, no máximo lhe propõe alguns enigmazinhos.
Está acontecendo uma injustiça muito grande aqui. Não faz sentido comparar obras como O Poderoso Chefão, Taxi Driver, Apocalypse Now e Laranja Mecânica para desmerecer as obras de outro diretor. Conheço muitas pessoas que consideram esses filmes citados como "monótonos" e "filme de velhos" e aí, eu pergunto à você "o que pensa sobre isso?"
Mais uma vez discordamos caro Raphael e vc insiste em colocar o tal Bergmann acima do bem e do mal...
Meu caro, pelo que eu saiba cinema é ENTRETENIMENTO acima de tudo, mesmo que eu veja uma obra obscura e que não diverte como sangue negro, Amores brutos ou sozinho contra todos só para citar alguns exemplos....
Eu posso considerar violência, dramas pessoais ou pornografia entretenimento enquanto você acha o sétimo selo e Bergmann entretenimento....mas talvez você tenha esquecido o significado da palavra entretenimento...
O que o seu precioso fóssil "o sétimo selo" tem de tão profundo, visionário õ transcendental que eu não consigo enxergar????
Eu te digo o que: nada...
O mal dos pseudo cults é afirmar e não permitir dúvidas que os insuportáveis filmes que gostam são magnânimos, dw difícil compreensão, de exacerbada magnificência e bla bla bla.... Essa arrogância desmedida que faz com que filmes que já são péssimos fiquem ainda piores por causa do tipo de fãs que possuem.....
Assim os bergmann, bunuel, sokurov, Kurosawa, Godard e muitos outros rrepresentantes deste suposto cinema arte.complexo e transcendental acabam fazendo história....pois tem gente que gosta de parecer mais inteligente do que todos e ao fazer isso cai no profundo poço da soberba...
Você é um desses casos infelizmente.....
E Rafael com "F" não é questão de comparar filmes ou desmerecer outros, isso é apenas uma constatação para aqueles que dizem que não existia coisas boas na época...todos os filmes citados são violentos, repletos de acontecimentos, possuem roteiros ágeis apesar do ritmo nem tão rápido e nem precisam ser tão bons tecnicamente (ou será quw alguem vai falar que a fotografia de taxi driver é belíssima?).....
Isso é uma prova que esses caras (Bergmann e seus amiguinhos) fazem filmes cansativos, lentos, arrastados, inofensivos, sem violência, doença ou maledicência porque querem e não porque não tinham condições de fazer algo melhor......
Por isso os filmes foram citados....
Robson, não é uma questão de querer parecer mais inteligente do que todos, mesmo porque eu adoraria que as pessoas se interessassem mais por filmes assim, no lugar de dar atenção a essas porcarias hollywoodianas. E não é preciso ser um gênio para apreciar obras do Bergman, Buñuel, Fellini ou Kurosawa. A questão é que quando você diz que cinema é entretenimento acima de tudo, você o nega como arte e o coloca no mesmo nível de programas como Big Brother, afinal BBB é puro entretenimento, acima de qualquer coisa. Você me pergunta o que há de tão profundo e interessante no Sétimo Selo. Ora, você não viu o filme? Do que ele trata? Da morte, da fé, da razão, da condição do ser humano no mundo, retratando a crise do pensamento e dos valores medievais. Você acha isso trivial, mesquinho ou mera chatice? Para você isso não é nada? Ora, depois é o Bergman que é pretensioso, não é? Eu é que estou no profundo posso da soberba, não!? Questões abordadas no filme, questões que, durante séculos, ocuparam e ocupam muito naturalmente, um lugar central nas mais diversas culturas e você diz que isso não é nada!? Mas, no fim, eu é que sou muito arrogante, não é!? Talvez eu seja como as mulheres, que "como sempre não tem percepção do que poderia ser bom e se contentam com coisinhas bobas e leves" (segundo seu comentário no musical d'Os Miseráveis), e não saiba apreciar devidamente toda complexidade e profundidade de um Godfather (não que o filme não seja bom), e por isso fico insistindo nesses filmes que não dizem "nada".
Caro Raphael você acha realmente que a questão da fé, da morte, da razão e do medo ficou satisfatória e bem explorada no sétimo selo????
Você realmente acredita que esse morango Silvestres com essa narrativa desinteressante é um clássico do gênero???
Se você pensa realmente isso sem aspectos externos( parecer cult, inteligente ou visionário) acho que nossa conversa não tem a mínima chance de evolução....
Note bem, não tenho nada contra você, mas uma pessoa da sua idade gostar desse tipo de cinema pretensioso me parece inexplicável....
Porque eu realmente gostaria de receber uma explicação satisfatória dos motivos que levam você a venerar um filme velho, com linguagem ultrapassada, figurino pobre, atores caricatos, ritmo lento, agilidade nula, total ausência de fatores interessantes e nenhuma mísera morte com a morte como tema principal.....
Cara, isso não pode ser bom, isso não é divertido, chocante, bizarro, surreal, doente ou extremo...
Não te entendo como vc pode considerar entretenimento esse tipo de filme mas aceito sua opinião mas não concordo de maneira alguma.....
Ora, Robson, essa sim é um questão que pode ser discutida. É claro que os temas da fé, da razão e da morte, pela própria natureza dessas questões, não são fáceis de serem tratados, especialmente em 90 minutos de filme. Na medida do possível, o sueco conseguiu sim abordar esses temas através de um viés artístico muito interessante. A metáfora da partida de xadrez conferiu todo o teor poético presente no filme, além de uma pitada de ironia e sarcasmo, representado pelo escudeiro Jöns, que conferiu a dose certa de humor. A ambientação na Idade Média caiu muito bem com a atmosfera apocalíptica típica dos tempos de decadência de determinado período histórico. Mas agora fico na dúvida sobre você ter assistido o filme mesmo. Porque, talvez você não se lembre, ou não tenha prestado atenção, ou tenha dormido, mas no Sétimo Selo morrem: o homem na floresta, pela peste, numa cena angustiante; a menina, acusada de ser bruxa, executada, numa das cenas mais marcantes do filme, quando Jons e Block tentam ver o que a menina vê e só enxergam o vazio; e todos os outros que "dançam" com a morte no fim do filme. Só não morrem os artistas, representados pelo casal de Bibi Andersson (belíssima neste filme, assim como em Morangos Silvestres) e Nils Poppe. O artista novamente aparece aqui na sua condição livre, renovando-se sempre pelo poder libertador e criador da arte. Enfim, podemos especular sobre como o filme poderia explorar melhor a temática envolvida, mas não considero muito honesto avaliar uma obra de arte pelo que nós achamos que ela deveria ser, adequando-se aos nossos padrões pré-estabelecidos; o artista, o diretor é livre e não está sujeito a padrões.
"Todos os filmes citados são violentos, repletos de acontecimentos, possuem roteiros ágeis apesar do ritmo nem tão rápido e nem precisam ser tão bons tecnicamente."
Você acredita mesmo que esses foram os motivos para esses filmes se tornarem obras-primas? Desculpa, mas a agilidade que você tanto comentou, na verdade, é subjetivismo, é relativo à pessoa que assiste, está relacionado a capacidade da pessoa de entrar na trama. Quando digo isso, não estou desmerecendo você, pelo contrário, ninguém começa assistindo Bergman, Coppola, Billy Wilder, Stanley Kubrick entre outros do nada e consegue entender tudo. Eu assumo, ainda tenho muitas dificuldades em acompanhar um filme do Tarkovski, me dá muito sono, mas não o rotularei da forma como você fez, até porque, isso me diminuiria, estarei perdendo a possibilidade de em um futuro rever os filmes dele e compreender melhor e, mesmo que as ideias dele sejam diferentes, elas ajudarão a compor meu repertório de compreensão. Não serão debates longos, como o que está acontecendo aqui, que levarão à uma mudança radical do seu pensamento, mas acredito, que seja uma questão de você colocar uma pulga atrás da orelha sobre o que pensa, pois assim deve ser a vida. Desconfie até mesmo no que acredita, não há verdade absoluta, ainda mais diante de filmes que ganham ou perdem força durante o tempo. A verdade está lá fora.
Raphael, quando digo morte, eu digo morte mesmo...pq é notado ãe todos morrem no final mas nada é mostrado...a própria morte não é sinistra e nem assustadora...a cena da bruxa também é fraquinha, não há uma gota de sangue e velho, nessa época tudo era feio, talvez pela censura e qdo li a sinopse desse filme visualizei a morte sinistra espalhando destruição, um cavaleiro corajoso e personagens obscuros mas não achei nada disso no filme...
Entenda, a idéia é boa mas é tudo feito de forma muito superficial e sem pujança, o que eu pensei na hora foi: cara, se esse roteiro caísse nas mãos de um cara atual e extremo daria um puta filme....um chan wook park, takashi miike ou Tarantino fariam algo realmentemortífero, pois a história deveria ser sinistra, e não é....
Cara, eu não me contento com coisas subjetivas, podiam.colocar a culpa na censura, mas acho que mesmo nos anos 2000 oa filmes do Bergmann seriam de ritmo lento e sem emoção...
Rafael, Tarkovsky é absolutamente insuportável, não tem a mínima condição de assistir a filmes do cara, mas o que vc falou tem muita lógica, conheço pessoas de gostos razoáveis que consideram godfather e clockwork Orange filmes horríveis, mas isso acaba sendo causado pelo aspecto antigo do filme....eu te digo com certeza que há pessoas que não vêem nada nem da década de 80 por acharem ultrapassado....
Por isso eu concordo qdo.vc diz do subjetivismo...na verdade o que traz a essa discussão é o meu gosto pessoal, pois falando com o pessoal da escola de cinema aqui do RIo peguei alguns filmes para ver e constatei que TODOS eram péssimos na minha opinião, a exceção foi a primeira noite de um homem e psicose, embora tenha um aspecto envelhecido demais....
E isso me fez pensar com carinho nas motivações que levam as pessoas a gostarem de filmes como os do bergmann, do orson welles, daqueles Casablancas da vida, e o vento levou ou Charles Chaplin e sinceramente não encontrei, pois eu não achei nada de interessante em nada disso e em muitos outros filmes antigos...
Resumindo, eu odiei o modo que faziam cinema na época e achava que as pessoas só podiam gostar de coisas pífias assim para parecer cult ou inteligente pois era improvável que coisas tão nal feitas tivessem sucesso.....
Ainda não sei o que pensar, mas depoimentos como o do Raphael parecem ser autênticos, ele realmente parece gostar, mas não entendo porque....
Eu já imaginava que você amasse Tarkovski. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Sobre as pessoas gostarem e isso parecer um ato de gente que quer se mostrar como cult ou inteligente, na verdade, é uma questão do que cada um consegue enxergar. Sim, todos podem ver, mas nem todos enxergarão. Imagine se todos amassem só Bergman? Ou então só assistissem filmes da Nouvelle Vague? Ou ainda filmes de ação? Ou filmes estilo Intocáveis, de gangues ou animações? Por isso, não faz sentido muitas coisas que você disse, pois tratou como se todos os fãs de Bergman só assistissem Bergman ou filmes antigos ou, então, falar que as pessoas gostam dele puramente para parecer cult, quando na verdade, isso é irrelevante frente ao que os filmes dele podem ensinar, seja para você, ou não, ou para outras pessoas.
Aí está a questão. Veja, você foi ver o filme já com uma imagem pré-concebida do que ele deveria ser. O aspecto da morte, explorado no filme, não é exatamente o seu lado assustador, terrível, sinistro, chocante. O filme explora o aspecto enigmático da morte, seu mistério, que acaba remetendo ao questionamento fundamental a respeito do sentido da vida e de todas as dúvidas que emanam da morte. Se Bergman enchesse o filme com mortes chocantes, em cenas explícitas e extremas, quase certamente o filme perderia este ar de incertezas que envolve o tema principal, porque o foco desviaria para apenas surpreender e impressionar o público, sem levá-lo e enxergar aquele outro aspecto. É certo pensar que Bergman não tinha como objetivo mostrar uma série de cenas explícitas apenas para chocar momentaneamente o espectador, sem ir mais além. O intento era estimular uma reflexão mais profunda, e isso ele conseguiu muito bem através de cenas mais poéticas (quase que teatrais). Ele não queria algo meramente mortífero, brutal, extremo. Não é pra ser um Jogos Mortais. Mesmo assim, o filme não deixa de ser implacável. Quando se percebe a sua proposta, percebe-se que há sim cenas marcantes, cenas que, depois de um tempo, você se lembra e começa a pensar no assunto. Com tudo isso, também fica claro que "um cavaleiro corajoso" não combina nem um pouco com a proposta do filme e até seria clichê.
"O filme explora o aspecto enigmático da morte, seu mistério, que acaba remetendo ao questionamento fundamental a respeito do sentido da vida e de todas as dúvidas que emanam da morte."
É, o Bergman foi muito influenciado por um filósofo existencialista sueco ou dinamarquês, não sei ao certo, e eu acho que o nome desse filósofo era Soren Kierkegaard.
Robson, você mencionou achar insuportáveis os filmes de antes da década de 70... Pois bem, acho que você esta um julgamento errado dos filmes antigos. Passo longe de ser fã do Bergman, sou um apreciador casual de suas obras, e acho que você deve saber que nem todo filme pré-anos 70 são nesse estilo do Bergman. Por exemplo, duvido que você não vá curtir "A Noite dos Mortos Vivos" e "Os Olhos Sem Face", dois filmes dos anos 60 e com bastante violência gráfica.
Você também disse não gostar de filmes europeus... Já experimentou assistir algum filme de terror de Dario Argento, Lucio Fulci ou Lamberto Bava? Tenho certeza que você iria curtir, se é que já não viu. E já que você gosta de Tarantino, não vejo porque você não possa apreciar um bom spaghetti western. Enfim, filmes antigos não são sinônimos de filmes de arte, toda época tem seus filmes lentos e seus filmes dinâmicos, filmes violentos e filmes sem violência.
Certamente Raique, eu generalizei erradamente, inclusive os caras vieram com argumentos que me convenceram que eu estava digamos equivocado em algumas afirmações....
Eu critiquei essa corrente de filmes europeus/Americanos antigos ou cults como Bunuel, Tarkovsky, Bergmann, Billy Wilder entre outros, é claro que aprovo totalmente os westerns ou clássicos como Era uma vez no Oeste e The good, the Bad, The Ugly do Leone assim como gosto de vários filmes do grande Dario Argento ou filmes antigos como a outra face da violência ou midnight Cowboy...
Devo desculpas por ter me expressado erroneamente e generalizado tudo, pois a minha crítica era contra uma corrente de filmes e acabei deixando a impressão errada de que acho TODOS os filmes antigos ruins, o que não é verdade...
Obrigado pelo toque amigo!!!!
robSON, um vídeo pra vc sobre essa discussão e sua opinião:
http://www.youtube.com/watch?v=-MK1q9fZjeI
Puxa, obrigado cara Mel, emocionado com a homenagem, possivelmente nunca fui repreendido por um ser humano de indiscutível superioridade intelectual como a senhorita...
Lágrimas nos olhos com um vídeo tão belo e sensível como esse....
Sniffffff....
Morangos Silvestres conta uma belíssima história. O breve período em que conhecemos Isak Borg e suas lembranças de angústia e arrependimento é capaz de despertar uma reflexão sobre sobre a frieza que a vida pode dar a alguns, enquanto outros vivem com a mais brilhante chama na alma. Ainda que a história mostre, sobretudo, a pequena e derradeira redenção que o personagem constrói quando o seu tempo neste mundo já está perto de perder os ponteiros.
Uma das maneiras mais belas e sutis de falar sobre o sentimento de proximidade da morte.
Engana-se quem acha que este filme é somente uma crise existencial de velhice, coisa que só faz tocar quem já está na terceira idade e que portanto não tem valor dramático nas nossas vidas. "Morangos Silvestres" é acima de tudo um encontro consigo mesmo, uma autorreflexão e uma consequente reconstrução própria. O ponto de partida para o personagem principal é sim talvez a proximidade com a morte (a cena do primeiro sonho mostra isso, quando ele se reconhece num morto dentro de um caixão "parido" por um carro funerário)... a partir dali, Isak Borg inicia seus contatos e lembranças com experiências do seu passado, lembranças que o atingem com uma onda de nostalgia... Isak quando era jovem talvez não desse o verdadeiro valor para o que possuía, seu caso romântico com sua prima (Bibi Andersson mais uma vez impagável) ou sua esposa que parecia a todo custo querer sua atenção e carinho e, diante de sua recusa, ficava angustiada... porém, ao ser confrontado com estas lembranças já na velhice, perto da morte e devastado pela solidão, Isak inicia um processo de arrependimento ou, no mínimo, de reencontro e reconhecimento com um "eu" que deseja finalmente se reconciliar com as pessoas que lhe restaram.
Enfim, basicamente acho que é um dos filmes até mais otimistas de Bergman, onde o personagem encontra a beleza através do rompimento da realidade vazia para a descoberta de outra realidade mais amável e terna. Infelizmente, para Isak Borg, é uma redenção final, pré-morte, que o faça sorrir naquela que talvez possa ser sua última noite de sono... mas para o espectador, pode ser uma experiência que o ajude a não tomar o mesmo caminho que o personagem de Bergman.
é bom , mas ñ é um filme pra gente nova. como eu, então são dramas da vida que eu não tenho .
pensei nisso quando li a sinopse. Acho que vou deixar pra ver daqui uns anos então....
É bom, mas não é "tudo isso". Talvez isso dependa da realidade de pensamentos de cada um que assiste...
Um homem que vê a sua vida passar a cada momento enquanto a premiação pelo reconhecimento de sua significativa obra chega, e ao mesmo tempo alerta o fim de sua existência. Isak representa a busca constante do homem por um significado ou uma causa para viver, tudo ao seu redor representa isso. Tudo o que acontece na viajem de carro - a viajem que representa a espera pelo seu reconhecimento - fala das vivências do personagem principal. Não só os acontecimentos, mas também as pessoas que cruzam a sua vida durante essa viajem de regressão e autoquestionamentos da vida que esta chegando ao fim. A relação do filho de Isak com sua esposa, Marianne traduz esse sentimento de preenchimento significativo da vida. A vontade por um filho traduz o sentimento do homem de querer se perpetuar, mesmo sabendo que isto é impossível. Evald pode ser facilmente interpretado como Isak em sua juventude. Um homem pragmático, científico, mas assim como o pai, agora disposto a mudar no percurso de solidão (ou não) da vida. É impressionante como Bergman possui um conhecimento invejável sobre a vivência humana e consegue passar isso em um roteiro repleto de influências filosóficas. Com certeza um filme que cresce juntamente com o expectador. A fotografia, com um trabalho de iluminação impecável faz a completa diferença na construção de um ambiente um tanto quanto hostil e incerto para o protagonista.
Absolutamente magistral, grande reflexão acerca da solidão, da morte e das lembranças, Bergman consegue transparecer todos os dilemas que o tempo causa.
Belíssima reflexão acerca da velhice e da solidão. Linda fotografia em preto e branco. Merece destaque a clara influência do surrealismo, presente na cena em que o protagonista "imagina" ver um caixão sobre uma carroça passando ao seu lado, fazendo uma evidente alusão à poximidade da morte...
Indiscutivelmente uma grande obra de um dos maiores diretores já existentes, este filme nós leva por uma viagem interior fazendo-nos sonhar, recordar, ter medo, sentir profunda tristeza, profunda alegria, chorar, gargalhar tudo isso ao mesmo tempo. Um fato interessante e que o personagem Eberhard Isak Borg interpretado pelo fabuloso "Victor Sjöström" da era de ouro do cinema mudo, cujo nome "Isak Borg" em sueco significa, aproximadamente, 'fortaleza de gelo', resumindo Morangos Silvestres e uma obra de arte que merece ser apreciada em todas suas grandezas visual e filosófica pois ha muita coisa que temos que descobrir sobre nós mesmo que estão além do espelho.
Muito lindo e emocionante. Me deu um nó na garganta e deixou algo de valor comigo. Não é a toa que é um filme tão celebrado.
O que menos gostei do Bergman até agora. Mas é só um detalhe. Concordo com a história realmente profunda e bonita, nos faz refletir intensamente sobre o passado e até mesmo o presente. Vi tantos filmes sensacionais dele e achei todos, sem exceção, extremamente magníficos, tocantes, puros e verdadeiros. E esse, a mesma coisa. Só acho que não foi impactante para mim como os outros foram. Exemplo: Persona e Sonata de Outono. Mas enfim, ótimo filme! :)
Bibi Andersson, te amo!
" - Olhe seu rosto agora. Tente sorrir. Isso! Agora está sorrindo.
- Mas dói tanto.
- Você é professor há 50 anos portanto, devia saber por que dói. Mas você não sabe. Você sabe tanta coisa e, ainda assim, não sabe nada."
magnífico.
Isso é uma direção excelente, isso é um roteiro magnifico, um elenco deslumbrante. Isso é Bergman!
A atuação da Bibi Andersson, como sempre, esplêndida!
Começo a assistir um filme do Bergman sempre esperando muito, e até agora, entre todos os visualizados, ele não me decepcionou.
Lindíssimo!
Esse filme consegue nos fazer refletir sobre a vida de uma forma magistral.
" Onde está o amigo que procuro em toda parte? O amanhecer é a hora da solidão e do carinho. Quando o dia se vai, ainda não o encontrei. Um fogo invade meu coração, sinto Sua presença. Vejo Sua glória poderosa onde nascem as flores. As flores têm perfume, e as montanhas se elevam. Seu amor está no ar que respiro, ouço Sua voz sussurrando no vento do verão..."
Quintana sempre esteve certo quando disse que: "A maior saudade que temos é de nós mesmos." Para mim resume bem o espirito deste filme. Obra prima.
Como a vida é agridoce. Como é difícil se deparar com a velhice. Como o tempo passa rápido. E quando tudo que nos resta é a nostalgia? A angústia de não ter o que olhar a frente acaba buscando desesperadamente a felicidade lá de trás. Isak me marcou por ser a figura de tudo que eu tenho medo de me tornar. Belo filme.
O modo como os personagens são introduzidos na trama e desenvolvidos durante o filme é sensacional. As cenas do sonhos são as melhores e mais vibrantes, ótimo filme, melhor que vi do Bergman até agora.
O filme tem cenas muito legais e interessantes, mas é muito difícil de acompanhar. Não quero parecer segregador, mas realmente, Bergman é pra poucos. Para entender esse filme, eu teria que assisti-lo várias vezes e com muita concentração. Não me sinto em condições de dar-lhe uma nota.
Muito bem feito. Fotografia, som direto, direção...
Tudo com muita qualidade. Típico de Ingmar Bergman.
Só esperava mais do final. Poderia ter sido melhor.
Avaliar uma vida, sem romanceá-la, mas ainda mostrando a beleza que se pode encontrar nela. Assim vejo este filme.
Assutado com a força absurda desse filme. Preciso em cada pensamento, preciso em cada tomada, sem exageros, poético e ao mesmo tempo real. Impressionante!
Vivi a angustia deste homem. Interessante como o filme vai te mergulhando na história de vida deste homem e nos leva a refletir sobre nós mesmos. Esse filme me deixou bem explícito que cada ação que tomamos hoje, e a maneira como conduzimos nossas vidas pode nos levar a destinos que não desejamos, e a cegueira que mts vezes criamos nos deixam incapazes de perceber pequenos detalhes de grande importancia. Todas as escolhas e caminhos dele não afeta somente somente a sua propria vida mas a forma como o proprio filho se relaciona com o mundo fica claro de como nossos comportamentos podem influenciar na vida das pessoas e de que maneira cuidamos de quem amamos? A solidão ali esta presente para todos.
Recomendo fortemente! Essa é a maneira mais autêntica de tirar uma lição de vida sem caminhar para o sentimentalismo patético exacerbado!
Com esse filme, quem é que precisa de livros de auto ajuda?
como eu sobrevivi sem ter visto esse filme é um misterio, depois de vê-lo tudo fica diferente, meu primeiro Bergman e certamente comecei de uma otima maneira!