Esse recado foi MODERADO.
Motivo: Infração dos Termos de Uso. Divulgação de links com conteúdo ilegal.
Equipe Filmow.com
A diretora Flávia Castro reconstitui os passos do pai Celso Afonso Gay, que, na luta contra a Ditadura Militar, viveu em diferentes países da América do Sul, e que morreu num até hoje inexplicável assalto a uma mansão em Porto Alegre, em 1984, quando já havia voltado ao país.
Esse recado foi MODERADO.
Motivo: Infração dos Termos de Uso. Divulgação de links com conteúdo ilegal.
Equipe Filmow.comUma belíssima iniciativa da diretora Flávia Castro de reconstituir os passos de seu pai Celso Afonso Castro, no cruel período da Ditadura Militar.
Com uso de cartas, fotos e documentos, transformaram o aspecto sonoro e visual muito mais tocante. Buscaram relatos de pessoas que viveram naquela época e sentiram na pele o preço de ser militante no Brasil daquele tempo.
Essa é mais uma história como tantas outras que ocorreram no regime militar na América Latina.
Muitas vidas foram transformadas e destruídas, pessoas foram torturadas e mortas. Muitos relatos estão empoeirados dentro dos livros e outros foram mortos juntos com os seus protagonistas.
Inúmeros filmes e documentários abordam esse tema e eu acredito que seja um assunto que ainda pode render muitas outras obras. Afinal, não podemos deixar essas histórias serem esquecidas, “ relembradas “ em duas, três aulas no colégio, cursinho e só.
O cinema é a forma mais sublime que conheço de registrar algo e nunca mais ser esquecido.
Quanto mais temos acesso às histórias que ocorreram no período da ditadura militar, mas há a certeza de que não se pode deixar rever o passado do país. Nesse documentário, extremamente tocante, Flávia Castro vai em busca da história de seu pai. Mas não é uma história como qualquer outra (uma história importante... e não somente porque ele era seu pai!!!), ela retrata um período em que as pessoas viviam por seus ideais e a vida somente teria sentido se fosse assim. A trajetória de Celso (pai) e sua primeira mulher (Sandra) mostra exatamente isso. Depois do AI5 vão para Chile e Argentina prepararem-se para a luta armada. Na busca por essa história, Flávia Castro revisita todos os lugares por onde seus pais viveram e busca refletir sobre suas opções. O mais interessante neste documentário é que o processo de criação do documentário também é discutido, inclusive com o irmão da diretora, que é parte integrante da história. A edição acaba dando o tom do documentário e o transforma em uma obra histórica, mas envolta num sentimento filha-pai. Por fim, a trágica morte do pai de Flávia também acaba sendo objeto de questionamentos. Morto em 1984, em Porto Alegre, num crime que tomou todas as manchetes de jornais e estava envolto com criminosos nazistas, ex-delegado do DOPS e latrocínio. Um documento necessário!
Adoro conhecer histórias que resgatem a luta de pessoas que procuraram fazer a sua parte em torno de um ideal. Graças a este documentário pude conhecer a trajetória do Celso e pensar em quantos guerreiros idealistas como ele não desapareceram ou ainda vivem sem o conhecimento do grande público.
Esse filme é um achado! Além de tocar em pontos importantes na história de nosso país, é , como indica o título, um resgate de toda uma história pessoal. Um filme feito , sobretudo, de uma FILHA para um PAI. Achei realmente tocante o modo como a diretora conduziu a história de seu pai.
Belíssimos takes e belíssima trilha sonora tbm.... Um documentário que vale a pena ser visto.
deve ser chato pra caralho.
Não é vale a pena assistir até o final.Excelente filme,retrata um drama humano e uma geração.
Achei muito bem feito, em geral se consegue uma boa soma das proposições que a diretora busca encontrar. O filme perde um pouco a força nessas 'figuras póeticas' de narração da visão da diretora, isto é, quando são narrações que não são cartas ou coisas do gênero. Tem certo amadorismo com a câmera e com a captação do som em alguns momentos, mas não prejudica tanto o filme. Por fim, é um bom recurso de estudo do período e de o que aconteceu depois com as pessoas que o viveram, além é claro de estabelecer uma boa narrativa da vida do pai.
Com esse Doc vê-se que é possível reviver e descobri fatos desse passado recente e obscuro de uma geração que nunca se deixou abater. A geração atual tem por obrigação não deixar o legado que eles lutaram tanto para conquistar sumir diante dos modismos modernos, através da busca para o mistério da morte de seu pai Flavia Castro dá a sua contribuição revivendo sua lembranças, não importa aqui a imagem quee temos de seu pai e sim a imagem que ela tem dele.
No filme também são abordadas questões relativas ao movimento comunista, e tanto para quem viveu este período da história do Brasil, quanto para quem só ouviu falar dele, é muito bom ter uma visão interna das atividades. Uma visão simples, apolítica: os olhos de uma criança. A vida de Celso Castro e suas atividades políticas se tornam cada vez mais uma só, e se parecem sem sentido à luz de nossa economia estável e nossas liberdades garantidas, não o são. Flavia soube com maestria trazer a história de seu pai até os dias de hoje, mesmo depois de sua morte, e fazer valer tudo pelo que lutou e pelo que morreu. Seu pai, afinal, tem uma imagem, e seu trabalho teve um fim.
Crítica completa: http://www.cinemanarede.com/2011/08/critica-diario-de-uma...
Irregular, infelizmente o filme tem boas intenções mas acaba se perdendo em muitas vezes no sentimentalismo barato. Uma pena, se focasse apenas na investigação da morte de Celso Afonso e suas circunstâncias duvidosas, se focasse nisso seria muito melhor.
Vi este documentário dias depois de um filme chileno chamado "Mi Vida com Carlos", cuja proposta é bem parecida. Isso fez com que a produção brasileira perdesse muitos pontos.
Se no documentário chileno o diretor Germán Berger contava a história do pai morto pela ditadura de Pinochet, aqui a diretora Flávia Castro reconstitui os passos do pai Celso Afonso Gay, que, na luta contra a Ditadura Militar, viveu em diferentes países da América do Sul. A filha visita estes locais em que o pai viveu e traça um rico painel de como era a vida dos militantes contra a Ditadura.
O problema do filme brasileiro, em comparação com "Mi Vida com Carlos", é justamente a falta de emoção: tudo é frio e mecânico na "busca" de Flávia, e por mais que ela tente representar seu falecido pai como um sujeito idealista, é inevitável que o espectador sinta um distanciamento da figura de Celso.
Se o objetivo do chileno Germán Berger parece ser o de se libertar, de exorcisar o passado no seu filme, o documentário brasileiro segue por outro viés - o acusatório e investigativo. Para piorar, enquanto Germán idealiza a figura do pai como um homem perfeito e vítima inocente da ditadura de Pinochet, a brasileira prefere contar todos os "podres" do pai, fazendo dele uma figura pouco simpática ao espectador.
Além disso, as visitas aos países onde Celso morou parecem mais uma desculpa para a equipe viajar do que qualquer outra coisa, pois as cenas não fazem nenhuma diferença no contexto do documentário.
No geral, o maior mérito do filme é mostrar a difícil situação dos que lutaram contra a Ditadura, e que, com a abertura política, acabaram descobrindo que o "sonho acabou", e que mudar o Brasil não seria tão fácil. Quando se foca na figura de Celso e sua família, entretanto, o documentário perde a força e parece um episódio de "Casos de Família".
Achei o filme 'Diário de Uma Busca' excelente justamente por saber tratar de um assunto muito pessoal, que é a ausência do pai sem ser melodrámatico.
A distância do pai no fime é reflexo da real distância que ela viveu durante sua vida.
Intressantíssimo também foi não exaltar o pai como um herói, um pai perfeito.
Um filme sutil e forte ao mesmo tempo.
Não é a toa que está conquistando a crítica de qualidade mundo a fora.
Achei um bom documentário. O mais interessante é rever a história do país junto com a história do pai da diretora.