Juro que fiquei esperando ela própria se tornar prostituta durante todo o filme.
Jornalista de uma grande revista voltada para o público feminino, Anne (Juliette Binoche) trabalha em uma matéria sobre a prostituição estudantil. Ela consegue os depoimentos de duas estudantes de Paris, Alicja (Joanna Kulig) e Charlotte (Anaïs Demoustier), que abrem suas vidas sem pudor ou vergonha. Tais confissões acabam ecoando no dia a dia de Anne e interferindo em seus relacionamentos pessoais.
Juro que fiquei esperando ela própria se tornar prostituta durante todo o filme.
Foi um daqueles filmes que resolvi ver somente por ser um filme francês e pela presença de Juliette Binoche. Não havia visto nada ainda da diretora polonesa Malgorzata Szumowska e não havia lido nem a sinopse. Ao terminar o filme a sensação era de “me dei mal”. A idéia do roteiro é riquíssima para desenvolvimento em um filme. A história de jovens, a maioria do leste europeu, que resolvem se mudar para Paris ou Londres para estudarem, e acabam descobrindo uma fonte de renda “fácil”, entre aspas mesmo, ainda é muito pouco abordada no cinema, apesar da realidade gritante dessa situação que ainda acontece muito mais do que podemos imaginar. E em vez da diretora optar pela abordagem psicológica, optou pela abordagem erótica. Aí o filme vira, em sua maior parte, num pornô chique. Chique porque tem a presença de Juliette Binoche no elenco. Pra quem quiser ver esse tipo de filme, cai bem. Pra quem não acha isso muito interessante, passe batido que não estará perdendo grande coisa. Mas com certeza voltarei a insistir em algum outro filme da diretora e obviamente sempre verei filmes com Juliette :)
Filme comum, sem um drama que fosse além, simplesmente histórias de prostitutas que acaba por confundir a cabeça de uma jornalista, o filme é até um pouco cativante e interessante, mas nada além disso, porém a Joanna Kulig foi demais, atuação digna, realmente.
A prostituição é o assunto principal do filme. Vale destacar a atuação da Juliette Binoche. Mesmo sendo uma história fictícia, sabemos que aquilo é real, e acontece mesmo. Tem alguns clichês, mas nada que atrapalhe o restante do filme.
Adoro a Binoche, mas este filme é tão fraquinho que por mais que ela se esforce na sua atuação - não há do que reclamar - o mesmo não consegue decolar, achei-o sem profundidade suficiente para tratar o tema levando-o quase a banalidade, parece que a diretora quis focar tanto nas histórias das prostitutas quanto na vida "comum" da repórter que acabou não resolvendo nem uma história, nem outra.
Se a idéia era mostrar adolescentes prostitutas trepando, então o filme conseguiu o que queria. Fora isso é um filme razoável, sem uma história envolvente.
Uma proposta bastante interessante transformada num filme totalmente sem aprofundamento. Gosto de filmes parados quando eles me proporcionam alguma emoção, o que acabou não acontecendo aqui. É totalmente assistível, Juliette Binoche manda bem interpretando uma mulher completamente sem sal investigando um mundo puramente sexual. Na real, acho que o que esse filme mais pecou, foi no desenvolvimento e execução do roteiro, que é recheado de cenas 100% desnecessárias.
Concordo muito. Cheio de cenas desnecessárias e ainda acabou com a sensação de falta-alguma-coisa-aqui.
A idéia do filme foi muito boa, porém mau executada. Era um assunto que poderia ser abordado de uma outra forma, talvez mais a fundo ou com mais enfase em determinado aspecto e o que acabou acontecendo foi uma abordagem totalmente superficial. Tentaram fazer uma conexão entre as meninas não perfeitas e suas vidas duplas totalmente bagunçadas e sem rumo e uma mulher bem sucedida e sua vida particular aparentemente perfeita, o que na verdade era totalmente o contrario, Anne é a pessoa com o maior problema no filme.
Bela atuação de Juliette Binoche, mas não foi o suficiente pra carregar o filme, infelizmente. Dessa vez os franceses não foram felizes.
Mais em: www.quefilmevouverhoje.com.br
Decidi assistir "Elles" por causa da maravilhosa Juliette Binoche. É um encanto ver essa diva. Curti acompanhar sua personagem Anne, buscando compreender o estilo de vida, e os motivos que levaram essas duas jovens a seguirem esse caminho.
Esse assunto ja foi muito abordado, em "Elles" não o vemos sendo aprofundado. Para Anne, o estudo de seu novo artigo serviu para entender a situação, enfrentar preconceitos, e confirmar a sociedade machista que temos. Onde é fácil ser moralista em um casamento, chamar uma dessas garotas de puta, e ser a mesma pessoa que continua mantendo esse ramo.
Daria todas as estrelas do mundo para Juliette Binoche.
Mas, pro filme, é isso aí. Um pouco superficial demais.
Um filme que nos faz refletir que muitas vezes aquele que leva uma vida dentro dos padrões, com tudo aquilo que é convencionado para que tenhamos uma felicidade confortável, é quem está mais perdido, acomodado em um deslugar. Mesmo depois de conscientizado de toda a merda, o sujeito, não consegue sair do tão sonhado modelo de vida estável.
Esse recado foi MODERADO.
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Equipe Filmow.comO filme poderia ter sido melhor explorado em todos os aspectos, mas uma boa história, com cenas memoráveis, como a do jantar em que ela vê todos os homens de suas entrevistas cantando aquela suave canção.
Roteiro bastante interessante, mas foi abordado de forma muito superficial. Mas ao ver Juliette Binoche dançar The Knife, vale pelo filme todo(cena INCRÍVEL).
Ainda que seja um filme apático, e mostrar apenas recortes sobre a vida dessas garotas, que mantém vidas duplas...
http://pitadadecinema.blogspot.com.br/2012/11/elles-elas....
Como eu Amo um Conflito Existencial.
Através do artigo p/a a revista... Anne tem aquele 'clique' - tá na merda, assim como tantos outros (isso é subjetivo). E surge o sentimento de mudar, a perspectiva torna-se outra, mas no fim, ela segue com a vida como se nada tivesse acontecido, tão lindo.
Mais um daqueles filmes que acaba e eu fico horas pensando sobre. De uma forma sutil, abrange muitos assuntos, é só reparar bem.
A cena quase no final da janta é incrível, no mínimo.
Achei muito bom também o contraste do cotidiano dela com sua família e os costumes próprios a essa vida (naquele apartamento minimalista que passa até uma impressão de pureza, sei lá) e a vida das prostitutas e seus relatos. Tudo se junta. Todos se juntam. Definitivamente não existem duas vidas, mas sim vidas duplas.
Excelente! E a atuação da Binoche ficou linda.
Um tema tão importante e tão sério..., achei que o enfoque do filme seria outro. Cenas desnecessárias. não fiquei até o final, por isso não vou marcar como visto...
A cena da garrafa de champanhe foi terrível!
Filme mediano, confesso que esperava mais. Pelo menos tem a Binoche dando um espetáculo a parte como sempre.
é um filme ok.
um colírio pros olhos, juliette divinamente em cena e eu que sou jornalista, pude ver de uma forma ainda mais clara os 'perigos' da profissão. gostosa a sessão.
O filme trata do assunto de uma forma inteligente, sem ser apelativo. Interessante como as conversas com as prostitutas mudou a visão da Anne sobre a própria vida. A cena do jantar foi perfeita e o final me deixou com a sensação que tudo acabou bem. Me incomodou os assunto em aberto, de como ficou a situação da Alicja com a mãe e a Charlotte com o namorado.
Uma fotografia envolvente e poética. Um filme que não te deixa piscar, fiquei presa na história do começo ao fim.
O filme trata de um assunto tão forte e polêmico, mas foi abordado com tanta sutileza, vale a pena.
Todas as cenas são tão bem fotografadas que, mesmo que o filme não fosse tão bom (e ele é), já valeria as quase duas horas de deleite visual. A cena da mesa de jantar é genial, assim como a relação do sexo com o preparo das ostras. Juliette Binoche tá com tudo, inclusive bêbada.
Acho que a coisa que eu mais gostei nesse filme foi a maturidade desses personagens, que estão apaixonados, ou não estão mais, ou estão se afastando um do outro, e em momento algum isso é algo dramatizado. Em momento algum as pessoas desabam em lágrimas porque 'são infelizes' e etc. Achei isso muito bom. A personagem de Binoche é uma mulher padrão, esposa, dona de casa, mãe de família, que entra em contato com prostitutas para escrever um artigo para a revista Elle e elas mudam a sua percepção do seu mundo. Binoche possui uma opinião formada a respeito do que uma prostituta faz, como se elas fossem meramente um objeto, algo que talvez ela se recuse a ser enquanto 'mulher comum'. Ao longo de suas conversas com as prostitutas porém ela vai percebendo a enorme humanidade e desumanidade que existe em alguns clientes, e a dificuldade que existe em viver com esse segredo diante da família e namorados, já que se trata de uma prostituição mais discreta. Mostra a beleza que existe no meio de um ato banal, as pessoas se abrem e compartilham coisas, riem e cantam, desabafam aquelas coisas que ficam em silêncio na vida comum, por aquilo talvez não ser comum. Na vida real, comum, nada disso existe porque não é simples, não é simplesmente pagar e pronto, não são dois estranhos, é complicado, a personagem de Binoche compreende isso e decide agir para tentar salvar seu casamento, mas não é simples. No fim fiquei com a impressão que todos os problemas na família dela se resolveriam porque eles estavam juntos.
Não é uma obra prima, mas aborda o machismo de forma crua. Algumas cenas deram vergonha do papel do homem na sociedade! Tem uma crítica abordando isso em www.artigosdecinema.blogspot.com/2012/09/elles.html
Uma das cenas mais horríveis/traumatizantes que eu já vi tá aí..
Interessante o filme
Pelo jeito fui a única pessoa que até gostou do filme.
Também gostei muito Isabela, achei muito interessante, sem contar que a Binoche continua exalando talento, sofisticação e sensualidade!
Binoche é a única razão de se ver esse filme... Linda e perfeita, como sempre.
Um pouco lento, mas tem uns insights bem interessantes. E claro, muito amor por Binoche!! <3
Esperei mais. Achei monótono. Sei la... por um lado legal, mas muito monótono, a frase é essa !
roteiro fraco. o corpão e a presença da Binoche que salvam o filme. as (poucas) cenas das garotas em "ação" poderiam deixar mais interessante, mas infelizmente não. um bom filme. só
As cenas das garotas em "ação" ficaram lindas, se tivesse mais também acho que seria mais interessante.
Não vi nada de surpreendente nesse filme. As cenas rotineias já citadas nos comentários poderiam ser mais bem usadas para este filme. Muita coisa passou desapercebida e não teve seu justo brilho. Acho que a história das meninas poderia ter sido mais bem explorada no filme.
Binoche levando o filme, com uma leveza impressionante. O que já era de se esperar. Engraçado ver os choques, surpresas da personagem principal, vê-la perdendo o medo e o pudor. O filme poderia ter sido apelativo, pelo tema e tal, mas não julgaram necessário, e acho que nisso ele funcionou...Falando em julgar: É ótima a sensação de ver tanta coisa acontecer sem julgamentos por parte da Anne.
adoro como esses filmes franceses utilizam cenas de rotina do dia a dia para conduzir o espectador para dentro do personagem, bem inteligente, como foi o caso desse filme que conseguimos encarar os personagens como pessoas normais, sentimentos que poderia acontecer com qualquer um. Nem as cenas fortes foram negativas pro filme e Juliette Binoche, perfeita. Vale a pena ver com a mente bem aberta.
Muito bom e característica única francesa. Toca nos assuntos evitados pela sociedade de maneira expontânea e suave. Esse filme soou como uma sobremesa para o meu almoço