Não apenas me empolguei rapidamente com a magnificência político-existencial do título, como, ainda impregnado do experimentalismo do filme imediatamente anterior do diretor, o maravilhoso EL JUSTICERO, fiquei intrigado em analisar o mergulho ainda mais anárquico de Nelson Pereira dos Santos num contexto revolucionário de esquerda. Para além da ótima direção, da montagem perturbadora e do elenco magistral (Arduíno Colasanti e Leila Diniz justificam qualquer empreitada!), a substituição do bom-humor anterior por algo que assemelha-se a um esnobismo intelectual (teria sido de propósito), o filme me incomodou negativamente, boicota o diálogo, investe num hermetismo que vai além de sua poliglotia e dos valores identitários e desejosos da instalação de "um Vietnã no Terceiro Mundo". Está longe de ser ruim, mas perdeu a chance de ser ótimo ou, na pior das hipóteses, estilisticamente pragmático! (WPC>)