Todo o trabalho de reconstrução do pré-segunda guerra é impecável. A fotografia de Danny Cohen na escolha das locações e iluminação das tomadas externas, e na mudança para uma paleta mais azulada e triste coberta em sombras à medida em que a história avança e a Inglaterra caminha rumo a guerra são, sem mínima dúvida, o maior atrativo da história.
Apesar do esforço em transportar o espectador àquele mundo à beira da tragéia e de um elenco homogeneamente bom, especialmente a bela e ótima Romola Garai e um Bill Nighy acertadamente sutil, no tom de voz manso e nos gestos bondosos do patriarca, é triste constatar que é este é um trabalho sem vida, que não consegue ressoar no coração do espectador, frio e distante.
Um trabalho meticulosamente quadrado até na maneira com que conta a história a partir de um grande flashback no relato do personagem de Christopher Plummer. Talvez na década de 80 fosse disputar Oscar, mas aqui encontra apenas um primo de sangue, o igualmente quadrado 'O Discurso do Rei'.
Sempre fico impressionado pela forte presença de Romola Garai. É incrível a energia que ela transmite como protagonista de filmes de época, como bem visto nos ótimos "Desejo e Reparação" e "Angel". Se a conclusão da história deixa um gosto amargo de decepção a atriz ao menos faz valer todo o romantismo e fragilidade que consegue impor na personalidade de sua personagem, dando assim um belo chapéu em todo o elenco de apoio para lá de respeitável.
Decepção total! Uma bela porcaria! Sem roteiro! Finalzinho Clichê! A cena final é ridícula! Consegui assistir em 4 dias, pq de uma vez não dava!!! Horrível!!