Péssimo!!!
Com uma impressionante e provocadora atuação, a novata Hannah Hoekstra interpreta Hemel , uma jovem sexualmente agressiva, provocadora. O filme é uma investigação não apenas da sexualidade quase masculina de Hemel, mas também de seu psicológico destruído por uma relação completamente distorcida com o pai. Foi uma incrível descoberta dos curadores do festival "New Directors, New Films", que associaram o filme como uma versão feminina de Shame, filme do diretor Steve McQueen sobre um viciado em sexo com atuação incrível de Michel Fassbender.
o roteiro deixa à desejar e muito,tem uma linda fotografia,Hannah Hoekstra é uma boa atriz e muito bonita, tem cenas de sexo gratuitas demais, ok,é uma parte integrante e importante da estória só que ficam cenas jogadas e não vai fundo no real problema da protagonista, o tema é bastante profundo e no entanto ficou superficial.
Hemel significa céu em holandês. É o nome da protagonista que dá título ao filme. Acompanharemos céu por incursões em camas com diferentes homens, objetos de seu prazer quase urgencial. Seguir seus passos e suas discussões elaboradas como amparo à sua satisfação mantém a curiosidade da história, sempre cadenciada e ousada, contada em capítulos cujos títulos são auto-explicativos, fragmentos diários de seus envolvimentos afetivos. O céu, lugar simbolicamente atingido quando chega ao orgasmo, é seu paraíso particular em terra, possível, real. A garota percorre as ruas de uma cidade na Holanda se chocando com diferentes pessoas, quase sempre ligadas à classe alta européia, e se debruça em cortejos neste filme que beira o erotismo, enquanto é embalado por uma trilha sonora amena, generosamente melancólica.
A relação imposta pelo roteiro sobre a sexualidade da protagonista com a sexualidade de seu pai é fecunda, funcionando como alusão à sua criação desde pequena, conforme contada em um dos capítulos. O furor sexual da garota, seja nos bares onde passa algumas noites atrás de alguém que lhe satisfaça ou em festas quando discute o prazer, questionando a valia religiosa que reprime o desejo, denota a tipificação dessa personagem sedenta e agressiva, agindo com o estigma do sexo masculino. Em uma das cenas, ao sair com um argeliano a quem chama despreocupadamente de Mohammed – afinal, o nome ou quem é pouco importa, mas sim a oferta sexual da figura varonil –, fica notória sua personalidade que a aproxima do sexo oposto, quando não quer receber carinhos do amante após o gozo. Como metáfora em defesa, discute a cópula dos leões.
Ao acompanharmos a jornada de Céu, muito bem vivida por Hannah Hoekstra, presenciaremos graças aos olhares e facetas da atriz seu sofrimento frente a sua condição que lhe traz prejuízos. Entregue a prazeres sem métodos, mas a características dos parceiros, ela mergulha em todas as propostas, seja com relação à depilação de pelos pubianos ou ao sadomasoquismo que lhe rende hematomas, onde embora sofríveis, são revelados como troféus por mais uma transa. Sexualmente adicta, sua composição é fomentada pela relação com o pai, com quem vive um complexo de Édipo berrante. Ela vive igualmente a ele. Sua ligação com o patriarca (Hans Dagelet) é estremecida quando este lhe apresenta uma nova namorada, alguém que levará para morar na mesma casa, renunciando a rotina por tantos anos vigorada.
Hemel (idem, 2012) é um drama sobre sexualidade, identidade, dependência e co-dependência. Se aproxima do recente Shame (idem, 2011) pela proposta, mas é com o espanhol Diário Proibido (Diario de una Ninfómana, 2008) que ele faz coro. Dirigido pelo holandês Sacha Polak, o longa é visualmente bonito e com uma fotografia lúcida. Ele também é pontuado por boas atuações, sobretudo com Hoekstra que se expressa bem com olhares. A narrativa não segue uma lógica, igualmente sua protagonista, modelada por sensações e eventos cotidianos, desconstruída psicologicamente. E sobre a vulnerabilidade de sua estrela, o roteiro exprime a incapacidade de mudanças e readequações, propostos no diálogos, e perguntas que ficam como sugestões. Por exemplo a cena em que Céu conta sobre um garoto que cometeu suicídio recentemente, pulando de um prédio. Ninguém pareceu ouvir.
Por ser um filme denso e intenso o espectador necessita, para bem se imbuir da e na trama, assistir uma, duas, três ou mais vezes. Por isso Hemel está no blog. Vá lá, assista novamente: http://cinerialto.blogspot.com.br/2013/01/866-b03.html
Passadas 24 horas, ainda tô digerindo. Um filme tão denso, oscilante, já que em alguns momentos adorava a "Céu", em outros, tinha vontade de socá-la. Enfim, achei a atuação da protagonista impecável, transmitindo a melancolia, fragilidade e até mesmo deboche necessários.
Sendo o primeiro filme holandês que vejo, decidi repetir a dose.
Nas cenas iniciais q intenta mostrar o 'transtorno' da menina já broxei. Não consegui agregar nenhum sentimento. A personagem é absurdamente descompensada e sem filtro parece uma criança mimada querendo aparecer todo o tempo. Não gostei da direção, não gostei da fotografia, não gostei principalmente da atriz. Quando da critica ao 'aprofundamento' da história, creio q nesse filme tem de ser abstrato mesmo ficando a cargo da atriz sustentar e convencer quem assisti, o q não aconteceu. Em por menores é a versão MalFeita de SHAME.
Hemel comove com sua carência, seu vazio e sua forçada meninice. Sofrendo, notavelmente, de complexo de Édipo invertido, procura em relações superficiais uma profundidade inexistente, repetindo brincadeiras físicas paternais que lhe satisfaçam sua síndrome de abandono devido ao
suicídio da mãe
Além de infantil e mimada, Hemel tem inúmeros defeitos que contrapõem o nosso interesse em compreender o que, enfim, a traumatiza ao ponto de se sentir incapaz de amar e ser amada.
Um parabéns para a atriz que interpreta Hemel (Hannah Hoekstra) pelas cenas explicitas de nudismo e afins. O filme no entanto é muito superficial, não é aprofundado acho que é um traço do cinema holandês que aborda os temas por cima e a gente que entenda se quiser depois.
(...) “Hemel”, drama erótico holandês da talentosa diretora Sacha Polak, traz uma história intensa, envolvente e transgressora. Muita gente vem apresentando a obra como a versão feminina de “Shame”. De modo geral, “Hemel” faz um diálogo bem válido com o filme estrelado por Michael Fassbender.
Texto completo > http://poseseneuroses.com.br/hemel/
Shame consegue ter uma profundidade maior ao tema.
Gostei bastante da cena da conversa intima na cama que começa falando sobre encaixe.
Fotografia linda!
O filme é de um vazio imenso, sutil e belo,como Hannah Hoekstra.
Talvez eu não estivesse com o espírito preparado para ver o filme...o filme traz coisas que me interessam e me fazem gostar de um filme. E a temática é interessantíssima...há busca desesperada por sexo, há a questao do incesto (e sim, lembrei também do Forever, do Walter Hugo Khouri), há a solidao, há o caos emocional e há a ideia do suicidio...porém, alguma coisa me incomodou profundamente e não me fez sentir toda a carga do sofrimento metafísico da personagem. Ao menos até a cena final, que sim, me tomou um tantinho... :/
Quando digo que, para além de nossa irmandade, temos muito em comum, é por causa de apreciações personalizadas como esta: sim, é por aí mesmo... Demorei a gostar do filme, visto que aquela personagem irritava com sua perseguição sexual quase forçada, mas o final... o final... sim! (WPC>)
O filme é muitíssimo mal-vendido, revestido de uma polêmica erótica que só lhe faz mal... para além de suas ousadias (muitíssimo bem justificadas e comparadas a uma forma branda de Síndrome de Tourette), o ótimo roteiro quase redige uma versão da "síndrome de Berenice" que o Walter Hugo Khouri deslindou em FOREVER - JUNTOS PARA SEMPRE. Gostei muito do que encontrei aqui, quando estava a buscar outras coisas, sensações fúteis que nem a protagonista tanto insistia... Uma pequena jóia escondida numa caixa muito adornada e falseadora! (WPC>)
O modo melancólico que Hemel lida com as situações na sua vida, desde o relacionamento com o pai aos seus casos conturbados é o que retrata o filme. Acho que faltou algo no roteiro, todos os atos contatos houve a falta de conexão com entre eles. Mas a atuação da Hannah Hoekstra foi impressionante, simples e natural.
Achei a Hannah Hoekstra um mix de Emma Watson com Anne Hathaway. Linda!
Talento um pouco desperdiçado num filme que não consegue transmitir a melancolia que Shame faz tão bem.
Então é esta, a tal versão feminina de Shame que tentaram vender para propagar o filme?
Bem, fora o fato de que os protagonistas tem um apetite sexual exacerbado não há mais nada que correlacione as duas obras.
Enquanto o filme de Mcqueen mostrava a causa/efeito da compulsão do rapaz, Hemel vem unicamente para chocar.
De bom mesmo apenas a atriz Hannah Hoekstra - ela sim é uma grande descoberta e merecia um filme bem melhor.
O filme deveria ter trabalhado mais a questão do libido da personagem, assim como o complexo de Édipo, tais assuntos não tratados claramente fazem com que o filme seja conduzido a uma interpretação equivocada sobre a sexualidade.
Fiquei perdido com o propósito do filme, as cenas dele são ótimas, mas creio que a direção deixou a desejar demais.
Gostei do filme. E não vi nada parecido com Shame e se fosse comparar Shame é melhor. Achei a atriz parecida com a Emma Watson S:
Pelo oq entendi ela queria alguém pra substituir o pai e como gostava de sexo queria alguém que se "encaixasse" com ela, como fala na parte "Apaixonada". Na parte do telhado eu pensei que ela iria pular D: (Foi uma cena bonita). Acho q o filme poderia ter acabado ali, pq o final mesmo não entendi muito bem S:
Primeiramente --> (????????????????????????)
Faltou sal, quer dizer sal tinha, faltou foi o tempero todo!!
Sem mais!
O excesso de nudez e cenas de sexo são comuns nos filmes europeus, mas geralmente vem acompanhados de alguma explicação sensível que dão sentido a isso. Não é o caso desse filme. São apenas muitas cenas de sexo aleatórias, sem explicação, sem interpretação aparente. Não curti.
Incrivelmente bom, delicado em suas cenas de natureza humana agressiva. Sem sombra de dúvidas superior ao Shame. Indico e favorito sem hesitar.
haha morri de ri com essa sinopse aew... mas num é mesmo a versão feminina de Shame. Never! É um bom filme sim mas custei a captar a mensagem que ele queria passar... paradão e tals 2 estrelas e meia tah bom?
Vou ver porque na sinopse fala que é "uma versão feminina de Shame". Tomara que não me arrependa.
Vale apenas pela ótima atuação da protagonista. Filme chato e vazio.
Este filme tem dois ses. Primeiro se tivesse mais tempo de filme tinha sido bastante acima da média, segundo se a segunda metade do filme tivesse a qualidade da primeira o filme era excelente. No entanto o filme transmite uma mensagem forte e está muito bem feito. Peca pelo tempo total de duração ser curto e pela segunda metade do filme não estar ao nivel da primeira...
Já tem para baixar no blog SONATA PREMIÈRE:
http://www.sonatapremiere.blogspot.com.br/2012/07/hemel.html
Compará-lo a Shame acho forçar um pouco a barra, mas ainda sim é um bom filme com um estudo de personagem interessante. Hemel tem um dos maiores complexos de Édipo que já vi retratado no Cinema.