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Esse filme é, no mínimo, conflitante. Para quem não tem uma visão apenas romântica sobre o desenrolar da história de Ramón, o filme conseguiu perpetuar e embaralhar minha mente por um bom tempo acerca do significado da morte - ou melhor, da própria vida afirmada na morte. E como futura psicóloga, me vejo de mãos atadas e coloco Ramón como um caso ao qual me perguntaria: o que fazer? Incitar o suicídio, ou promover a vida? No fim das contas, geraria a última pergunta: E se o suicídio fosse, nesse caso específico, promover a vida em seu puro ato? Como proceder? - Enfim. O filme é um solo fértil de profundas reflexões, indico mil vezes!
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Um filme muito bom. Vale a pena assistir. Javier está perfeito. A história é bacana, emociona demais e envolve! Bem engraçado em algumas partes tbm..rs
Acho que todos torcem por um final diferente e morrem um pouco com Ramón.
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Quase todo mundo elogia, mas na época eu não consegui gostar tanto assim. Sempre há a alternativa de ver de novo, mas antes disso prefiro ver centenas de outras que para mim são inéditos, então, por enquanto, ficarei com a primeira impressão.
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Vi esse filme numa sexta. No sábado estava na praia e aconteceu a mesma coisa do filme ao meu lado......
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Um filme belíssimo que traz incríveis problematizações sobre a vida, a morte e a liberdade. Nos faz refletir sobre as concepções morais que "aceitamos" como verdades inquestionáveis e de como o "universalmente válido" e a oposição "clara" e "imutável" entre "Bem" e "Mal", "Certo" e "Errado" podem ser complicadas de se operacionalizar na prática, tendo em vista um ser humano com suas particularidades, desejos, vontades e sentimentos.
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Mar adentro filme de uma dramaticidade poética singular,nunca vi retratar tema tão complexo e tão polêmico partindo de uma complexa e ambígua relação entre a vida e a morte.A dualidade presente que nos faz interiorizar conceitos de vida e de morte...e por fim fico por assim dizer que de tão inerte e inerte a tão angustiante e inebriante sensação poética que nos causa a morte na vida e a vida na morte ...fico por assim ouvir ressoar nos meus ouvidos "a vida "na morte pungente e dos ecos da vida que ressoa no mar adentro...
Assim o poema que segue vai e não quer sair de tão latente sensação...espetacular!!!recomendado para aqueles que sentem que a vida e a morte apresenta mistérios um tanto reveladores...E que ficar sem resposta pode ser a sensação causada depois de ver o filme...apenas ficamos inertes imbuídos de uma sensação um tanto angustiante,mas espetacular em fazer brotar,sensações únicas e adversas!! -
Filme forte e impactante, aborda um tema muito polêmico de uma ótica interessante.
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Indico demais! A história de Ramón é só uma gota no oceano de casos que existem por ai e são escondidos, ou condenados quando vem à tona. Assistir o filme me inspirou a ir mais a fundo no assunto, e só ai percebi o tamanho e complexidade do assunto "Eutanásia". Existem vídeos por ai muito interessantes, vale a pena procurar!
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Morrer pra voltar a viver.
É impossível não compreender que a morte, para aquele homem, fosse o maior dos seus sonhos: o que lhe devolveria a vida, e que lhe permitiria, novamente, voltar ao mar.
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Um filme tenso, que nos faz pensar mais seriamente sobre a perspectiva da escolha da morte como alternativa. Sempre achamos que a vida é o único dom que temos, a única saída, mas e quando esta torna-se um fardo para quem a carrega? Lindo filme, emocionante e triste, mas lindo.
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Javier Baderm segura o filme como ninguém, numa interpretação de poucas ações, onde passa grande parte do filme deitado, debruçando-se sobre o roteiro bem conduzido por Amenábar. Foda!
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Um tema bem complexo abordado de uma forma esplêndida, sem levantar bandeira para nenhum dos lados, mas fazendo pensar e muito. Atuação brilhante do Javier, como sempre.
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A morte, como o amor, é sempre nova. O amor é sempre novo para aquele que o vive, por isso os gregos davam a Eros, deus do amor, a face de uma criança. Como eram sábios os gregos. Assim, por ser um acontecimento sempre novo não aprendemos com a morte e não somos vacinados contra ela. Cada morte é um fato irremediável e extremamente necessário. É uma ilusão besta você pensar que, nesse momento, não está morrendo e ,então, o mais sensato que você pode fazer é aceitá-la, como os gregos. Seres humanos são mortais e se distinguem dos demais animais por ter a noção clara de sua falibilidade. Por ser mortal, aceitando-se como ser finito você poderá aproveitar sua vida plenamente. Ou seja, a morte propõe o desafio de pensar a sua própria condição e assim se revela como um instante de vida, é a sua origem e o seu destino como um ser humano que é. E como é interessante pensar que Ramón aceitou a morte como uma amante nova mas sempre presente, titubeando às vezes, mas sempre com o objetivo de reencontrá-la. Seria essa uma postura estranha? Sim, definitivamente não estamos acostumados. Seria errada? Definitivamente não. Um filme que tem falhas por às vezes apelar para o melodrama sem que isso esteja incorporado fielmente à sua proposta, mas como é lindo!!
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Gostei muito. Dá uma discussão legal em classe. Meu Psc que me passou :)
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Incrível como um tema pesado e polêmico como esse é tratado de uma forma tão bonita. E não é preciso nem comentar a atuação de Javier.
A sequência em que Rámon corre e voa pela janela é realmente maravilhosa!
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o suicidio nunca resolveu e resolvera algum problema e sim a persistência na solução do caso.
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legal sua opinião, mas não é isso que torna um filme ruim. esse, aliás, é maravilhoso, é belíssimo. nao se trata do que eu ou voce acha, recomendo que assista e forme uma opinião sobre o FILME. ou vc só vê o que vai de acordo com sua opinião? mas, claro, se não quiser, não veja, só recomendei. mas também não deveria dar nota ou comentar algo do tipo.
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"livre expressar" com uma avaliação de meia estrela e um comentário superficial de algo q 'ele' não viu, aparentemente. É de uma estúpidez infinita. Vc valent é um tolo por acha correto aquele comentário acima, como vc disse mesmo... livre expressar, hahahahah.
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concordo que o cara pode achar o que quiser. mas daía falar ou avaliar, ele tem que ver o filme. mas se não quiser ver, também, ok. masnao fala ou avalia.
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eu nem questiono o "livre expressar" do Kaique, visto que lançar frases de efeito me parece um direito de todos, mas avaliar algo que se desconhece é uma atitude cujo propósito é questionável...
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"e quem é vc para vomitar ofensas?"
Desculpe, mais por acaso estava se dirigindo a minha pessoa??
se for o caso, poderia por favor citar qual parte do meu comentário pode ser classificado como uma ofensa?
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A premissa desse filme é sensacional. Alejandro Amenábar foi um ótimo diretor, tem uma cena belíssima de câmera subjetiva, me senti voando, realmente. Javier Bardem foi maravilhoso nesse papel.
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Vi o filme em um corujão na madrugada a mais de dias, mas não consigo deixar de pensar. Que atuação incrível. Impressiona como um filme sobre um cara que em uma cama consegue ser tão dinâmico.
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Que atuação do Javier Bardem, fiquei ainda mais fã dele... Um ótimo filme que te faz questionar muitas coisas. Já fazem 3 dias que assisti e ainda me pego pensando sobre Ramón Sampedro e penso que ainda vou ficar um bom tempo refletindo sobre essa história.
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Não entendo como alguém pode dar menos de 4,5 pra esse filme. Ao lado de A Vida é Bela, é o filme mais bonito que já vi, e totalmente por acaso.
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Só sei que me tornei muito mais fã do Javier depois desse filme. Atuação incrível.
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So vi uns trechos, pelo tom do filme, jurava que era do Almodovar hahaha
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Quando ele bateu a cabeça no fundo do mar, me deu arrepios. O filme é bom, muitos podem não ter gostado porque aborda um assunto polêmico (eutanásia), que nos faz refletir se isso era bom ou não para ele. Tem uns pontos de nostalgia, mas vale a reflexão. Espantada com a incrível atuação de Javier Bardem.
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Trata-se de um filme muito difícil. Discussões sobre a vida, liberdade, dignidade, moral estão presentes durante a trama e isso o torna uma grande obra, uma vez que não se fixa apenas em algo comovente como a situação da personagem principal, mas também é carregado por esses aspectos tão polêmicos.
Ramón sorri pra não chorar, literalmente. Ele sorri várias vezes, mas é nítido que está destruído, não só fisicamente mas mentalmente. Ele não quer mais viver, ele quer descansar. Nem tirar a sua vida ele consegue sozinho e olha como isso é desesperador. Luta na justiça para ter direito a eutanásia e isso gera muitos conflitos, seja na sociedade, seja em sua própria família.
Tem uma cena que não conseguimos tomar partido de uma ideia ou de outra (eu pelo menos não): Ramón diz ao seu irmão que ele vive como se fosse um escravo (ou algo do tipo) e seu irmão rebate dizendo que da mesma forma é um escravo já que não fez outras coisas em sua vida para ajudá-lo. Olha como esses argumentos antagônicos são embasados essencialmente pelo egoísmo. De um lado, um cara que quer morrer e talvez esqueça de quanto sofrimento causará àqueles que o amam. Do outro, um membro da família que não quer deixá-lo morrer porque sofrerá, mas por mais que imagine como seja, nunca terá com clareza a sensação de não conseguir se mexer.
É digno viver assim???? Quem mais do que a própria pessoa pra saber conceituar o que é digno ou não sobre si mesma.Outra elemento muito bem feito no filme são os cortes que mostram Ramón pulando e consequentemente quebrando o pescoço, momento em que mostra seu corpo subindo até a superfície, aos poucos. A intenção certamente era mostrar que aquela subida durou 28 anos, que Ramón perdeu sua vida ali...
Não podia deixar de falar da atuação de Javier Bardem que nos choca apenas com suas expressões. Monstruoso.
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Acho que essa questão do egoísmo é muito do ser humano, a gente tem medo de perder um ser querido mesmo que ele esteja nas últimas e sofrendo. A idéia de que não o veremos mais nos torna inseguros e egoístas, fora que a gente se agarra à esperança de a pessoa se recuperar, esse é o maior engano.
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Cara, esse filme salvou minha madrugada na compania da insônia.
Tem uma história realmente boa.
(tirando o fato tenso da eutanásia, claro).-
Também tava acordado. Eu baixei esse filme a uns dois anos, tive que deletar o arquivo antes de ver. Só assisti ontem. Que baita filme.
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A atuação de todo o elenco é ótima, inclusive da família do Ramón..quanto ao filme, achei muito amargo ver aquele homem dizendo que quer morrer com um sorriso nos lábios, não era atitude de desespero de quem se vê de repente sem poder se mover, mas a vontade pensada e repensada de um homem que está há quase 30 anos na cama. O único sonho dele era morrer, acho isso muito amargurante, quando o filme terminou eu estava angustiada. Não gostei do fato do filme defender a eutanásia, sinceramente.
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No corujão terça 26/02 01:35
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Nesse site, Alexandre ^^
http://riosulnet.globo.com/web/page/televisao_programacao...
Eu também tinha essa dúvida de onde ver, uma menina aqui no Filmow mesmo que me passou o site -
Alexandre, existe um grupo no Facebook que pública diariamente os filmes do dia, e da semana, que passarão no Corujão. Se for do seu interesse...
http://www.facebook.com/groups/corujaodaglobo/
Abrasss.
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O filme é lindo e contundente. A atuação de Javier Bardem é de vc virar fã! Vale ver definitivamente!
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Se o filme não procurasse levantar bandeiras (eutanásia), ele seria bem melhor.
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Inevitavelmente nos colocamos no lugar do Ramón, nos vemos na pele de cada familiar, amigo e de cada situação. É inevitável não pensarmos e debatermos, mesmo que apenas em nossa mente, o assunto tão bem retratado. História essa retratada de forma não para nos chocar e sim parar nos fazer pensar, sentir.
Por mais que nos emocione, a direção maravilhosa fez do tema polêmico e do drama real um filme limpo, denso (e ao mesmo tempo leve), poético, questionador e sim, altamente comovente, intensamente hu-ma-no. Aplaudiria de pé todo o elenco onde cada personagem mostrou seu valor em atuações brilhantes. Comecei o chororô quando ainda tinha uma hora de duração pela frente. =X
A quem interessar possa, no Youtube há o documentário da história do Ramón e lá pode-se perceber o quão fiel foi o diretor Alejandro à história verídica.
Nossa!!! Eu passaria horas falando sobre o tema (que ao meu ver é tão abrangente que compreende até o egoísmo), sobre as atuações, sobre o filme, sobre tudo, mas vou me abster e deixar apenas algumas frases do filme, pra que eu possa vê-las sempre e, consequentemente, lembrar das respectivas cenas."...Mas agora sinto que tudo se precipita e que a publicação do livro se dará de um momento para o outro. E com ele voltará você, Júlia. A minha Julieta. Será uma morte mais doce do que jamais havia imaginado."
"- Padre: Uma liberdade que elimina uma vida não é liberdade.
- Ramón: E uma vida que elimina a liberdade, tampouco é vida!""Só há uma coisa pior do que morrer um filho nosso. É que ele queira morrer."
"Viver é um direito, não uma obrigação."
"Caros juízes, autoridades políticas e religiosas. O que é para vocês a dignidade?"
O que é dignidade?
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Lá tem vários vídeos, debates e entrevistas com ele, inclusive o 'suicídio assistido', mas, se não me falha a memória, o documentário que me referi foi esse: http://www.youtube.com/watch?v=lQSnGs3yssE
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Filme lindíssimo. Um dos personagens com a mentes mais fortes e incríveis que já vi, muito bem interpretado. Virei fã do Javier Bardem.
E pensar que tudo isso se passou de verdade. -
"Viver é um direito, não uma obrigação".
Triste e intenso, um belo filme!
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De que obrigações estamos falando? E seguindo a linha do filme, que obrigações a vida trouxe para o personagem principal?
Cada um tem direito de decidir sobre a sua própria vida.
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Bom, obrigações com a família, com a sociedade, com a natureza, etc, cada um tem seu livre arbítrio, mas cada escolha traz suas próprias consequências. E toda escolha irá gerar uma repercussão, seja ela positiva ou negativa. Não existe liberdade absoluta, pois somos escravos de nossas escolhas e daquilo que as nossas escolhas vão criar.
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Daí que não lhe retira o direito, como também não lhe retira as suas obrigações.
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Ainda sim, as obrigações que a vida traz não tornam o viver uma obrigação em si...
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Depende...pois as obrigações da vida não podem ser cumpridas se vc desiste de viver.
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Valent, sua argumentação é muito vaga.
O indivíduo tem obrigações, mas nenhuma que o obrigue a permanecer num estado de agonia prolongada, fisicamente incapacitado, sobrevivendo a uma existência que ele próprio considere indigna.
Um ser humano não pode ser reduzido a um mero instrumento para a efetivação de leis. O homem é um fim em si mesmo. A melhor doutrina do Direito, atualmente, conjuga o chamado direito à vida à existência digna - ambos conceitos constitucionalmente resguardados. O estado de Ramón Sampedro, para ele próprio, era comparável a uma prisão, a uma tortura, a um não-viver. É fácil falar palavras vagas sobre "obrigações" e "desistência de viver" quando o tormento alheio está distante.
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O direito de viver e morrer
Convivi nos últimos dias com pessoas que perderam seus entes queridos de diversas formas, umas de formas trágicas e outras até certo ponto esperadas.
Meu papel como gestor e “amigo” dos meus colaboradores é tentar falar algo nessas horas, mesmo que o mais sensato é ficar calado.
Numa dessas conversas, expliquei que de certo ponto de vista, morrer não é algo tão ruim…
Foi como uma bomba para algumas pessoas, disseram que eu era insensível e tals…
A minha tentativa era falar que a Morte, pode não parecer algo tão ruim dependendo da situação que a pessoa se encontra.
Não que eu seja a favor da Eutanásia ou suicídio, mas sou a favor da razão e do bom senso quando perdemos alguém por motivos naturais por exemplo.Aprendi quando estava na Igreja entender que a Morte é apenas um estágio de sono profundo e que em breve (pela crença adventista) todos estaremos reunidos, sempre me foi uma forma de conforto.
Para complicar mais assisti um dos melhores filmes sobre o tema.
MAR ADENTRO,
filme que mostra a luta de um marinheiro que ficou tetraplégico.
O filme, obra-prima de Alejandro Amenábar, toma proporções maiores com a interpretação iconoclasta de Javier Bardem. Ele interpreta o tetraplégico que há 26 anos está limitado em ver a bela Espanha pela janela de sua humilde casa. Javier Bardém dá vida a um corpo debilitado, quando solta palavras cortantes e ácidas, só que ao mesmo tempo doces para todos os que o rodeiam.
No filme, vemos a luta pela liberdade pós-morte, a busca pela real felicidade implícita no ato de ver o mar pela última vez, o poder da amizade e da dedicação da família.
Assistam o filme. Façam uma pequena reflexão sobre o tema e depois sejam felizes. -
Um filme que maravilhoso, que me fez levantar questões como até onde vai nosso direito de decidir sobre o nosso direito de viver e e como tomar certas decisões, diante de tais situações, as quais afetarão os que me rodeiam? Seria isso egoísmo? Qual ser á a sensação de estar no mundo, mas não se sentir nele?! Um filme realmente profundo e forte em sua mensagem. Com certeza um favorito.
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"Vivir es un derecho no una obligación"