Filme perturbador. Woody Allen filma tudo com a câmera no braço para que possamos nos sentir realmente presenciando aquilo tudo. E nos sentimos enojados com tudo o que vemos, ou seja: O cineasta alcançou o que queria.
O casal Gaby Roth (Woody Allen) e Judy Roth (Mia Farrow) recebem chocados a notícia de que Jack (Sydney Pollack) e Sally (Judy Davis), um casal muito amigo deles, está se separando, muito provavelmente pelo fato de Gabe e Judy também estarem se distanciando e agora tomarem consciência disto. Assim, enquanto Jack e Sally tentam conhecer novas pessoas, o casamento de Gabe e Judy se mostra desgastado e eles começam a se sentir atraídos por outras pessoas.
Filme perturbador. Woody Allen filma tudo com a câmera no braço para que possamos nos sentir realmente presenciando aquilo tudo. E nos sentimos enojados com tudo o que vemos, ou seja: O cineasta alcançou o que queria.
Certa vez ouvi isso de passagem, nesses estúpidos programas de variedades, que "fofocar era terapêutico", e achei bem imbecil mesmo, e tal...mas não tem como não sair desse filme com a sensação de que vc pegou a melhor "janela", o ponto mais estratégico, onde você pode se deliciar com cada sonho, e vendo-os desfeitos e refeitos, aquela satisfação egoísta de pegar esse e juntar com aquela, esse desejo maldito de moldar o mundo à nosso bel prazer, sim, senti-me hipócrita, meio q me odiando um pouco mais, mas eu sobreviverei, rs...mas que filme, hein!
Woody Allen clássico, chega a ser redundante dizer que os personagens e os arcos deles são muito bem escritos porque quase todos os filmes do Woody Allen são assim, mas eu achei a ideia toda de mostrar os acontecimentos como se estivessem sendo filmados por uma equipe de documentário (com os cortes secos, a câmera na mão e as cenas de entrevista onde os personagens narram o que estavam pensando) como sendo um artifício, completamente desnecessária para contar a história que o filme queria contar. O único momento em que esse estilo tem realmente alguma razão para ser usado é na última cena. Mas no fim, isso não desfaz o fato de que o filme é muito bom.
MUITO bom - me fez até esquecer os motivos por que tenho raiva do Woody de vez em quando.
Ele simplesmente fazendo o que faz de melhor.
É Woody Allen mais neurótico do que nunca, mostrando as relações amorosas sob uma perspectiva neurótica. Destaque para os diálogos a "la Woody Allen". Super recomendado.
Muito bom. Woody Allen consegue como ninguém captar as entrelinhas dos relacionamentos!
Um excelente exemplar woodyaleniano!!
O filme já começa com amostras de sagazes diálogos maravilhosos passando uma sensaçao de que vem coisa muito boa...tem varias referencias cinematrograficas bem legais nos dialogos no desenrolar do filme tbm...
Achei o roteiro excelente, genial e surpreendente! Mas, em contrapartida, confesso, achei que o filme precisaria de um outro recorte no elenco...com exceção da juliette lewis e do próprio wa! As atuações dos demais deixam MUITO a desejar ou os personagens,talvez, carecem de carisma, a meu ver... Talvez fizesse parte da tentativa "documental" de passar um ar mais realístico ao filme...mas enfim, fiquei com uma sensaçao de que a película demandava atuações mais intensas e vigorosas!
Um dos melhores filmes de Woody Allen, combinando algumas de suas habilidades mais sofisticadas ao escrever sobre relacionamentos. Husbands and Wives é uma comédia que explora temas muito sérios, ou talvez um drama que é histérica e frequentemente engraçado - ou ambos. E o argumento de Allen - de que até os mais racionais relacionamentos podem não ser tão duráveis e sadios como aparentam, porque em algum lugar dentro de qualquer pessoa há sempre uma criança chorando para chamar a atenção - faz desse filme divertido de se assistir, interessante de se ouvir e revela uma premissa cativante para se discutir.
CENAS E CASAMENTOS
Ainda mais valioso se você puder assistir a dois.
Dá para se pensar um paralelo entre esta leitura de Woody Allen sobre o casamento e a de Bergman em "Cenas de um casamento". Ambos os filmes partem de casais muito próximos, numa relação de influência entre si. Quando um casal anuncia a sua separação, o outro é posto a questionar a estabilidade que conhecia, trazendo à tona discussões pertinentes sobre o significado de ser um casal e viver compartilhando. Não basta amar nem se for numa relação enriquecida de razão e intelecto, sendo também preciso exercitar domínio de controle sob os conflitos. Ironicamente, o diretor traz uma câmera com movimentos desengonçados que propositalmente pode significar o olho humano ou uma abordagem documental, partindo do desejo de retratar algo real e passível de se identificar. Todos nós amamos, temos relações que são acometidas constantemente por impedimentos de realização, contratos sociais. Enquanto uns cessam, outros retomam e assim, ironicamente, tem funções a vida...
Experimento radical, Woody Allen acompanha o cotidiano de dois casais (Allen e Mia Farrow, Sydney Pollack e Judy Davis) usando uma câmera frenética, com cortes secos e nenhuma preocupação estética. O que se vê é assustador, mas reflete muito bem todos os baixos dos personagens, críveis com a exposição de todas as suas imperfeições.
http://blogcineresenhas.wordpress.com/2012/08/20/diretor-...
O casamento e os seus clichês, é tão estimado por mim,
quanto o alho pelo vampiro.
"Conversa é aquilo que a gente suporta até conseguir fazer sexo."
UAHUEHUAHAUHEUAH
Filmes como esse fazem Woody Allen ser meu diretor e roteirista favorito. Tudo funciona muito bem. A sutileza e a originalidade pra retratar o cotidiano e as relações humanas são impressionantes. Até Mia Farrow está atuando surpreendentemente bem nesse filme. Bom demais.
Woody Allen em grande forma. Husbands and Wives traz suas principais características.
"The only time Rifkin and his wife experienced simultaneous orgasm was when the judged rendered them their divorce"
Não consigo achar repetitivo,
por mais que as palavras sejam as mesmas.
"A mudança é a própria morte"
Se fizesse uma lista dos filmes dos quais mais gostei de ver do Woody Allen
Esse concerteza estaria na lista
Gostei muito dele. Ótimos diálogos e foi feito estilo documetário do qual acho bem legal.
Depois que assisti "Noivo neurótico, Noiva nervosa", a impressão que eu tinha era que quanto mais filmes do Woody Allen eu assistisse, mais provas eu teria que aquele foi sua obra prima. Pois bem, cheguei em Maridos e esposas sem grandes expectativas e já na metade do filme sabia que quem me olhasse ia encontrar uma garota boquiaberta. Se você gosta dos diálogos do diretor, se prepare, pois nesse filme quase todos são surpreendentes. A impressão que eu tive, é que W. Allen conseguiu resumir grande parte dos relacionamentos afetivos amorosos neste único filme.
Me senti da mesma forma, e concordo com o seu comentário do começo ao fim.
"Husband and Wives" me surpreendeu.
Vi esse filme há alguns anos. Acho que foi o primeiro filme de Woody Allen que assisti. Não lembro de muita coisa pra dar uma opinião embasada, mas lembro de ter gostado na época.
Preciso rever.
Que Woody Allen é genial não é nenhuma surpresa. Que ele transita magistralmente entre drama e comédia, às vezes, num mesmo filme de forma surpreendente, idem. Mas o que este filme tem de previdente, de perturbador em sua forma documental, de pungente em seus desencontros e reencontros maritais, puxa, nem eu esperava, por mais que já tivesse catalogado algumas das recorrências estilísticas mais brilhantes do diretor... E, Deus do céu, por ser muito pessoal, é um filme que atinge-nos mui pessoalmente! E quão expressivas são estas mulheres: queria uma Judy Davis para mim, com toda a neurastenia que vem em seu rastro! (WPC>)
Quer saber se seu relacionamento tá de mau a pior? Veja algumas dicas aqui.
Homens inteligentes: não se casem com mulheres que curtem astrologia.
gostei do formato que lembra um documentário. deixou, de fato, tudo mais real, o que foi bem interessante pra um filme sobre relacionamentos. isso me pareceu bem original. porém, não foi um dos melhores com essa temática.
“Husbands and Wives” é um exame cinematográfico sobre relacionamentos. É, ao contrário daqueles mais corrosivos - que procuram expor a realidade mais extrema e melancólica de casais -, um mais bem humorado, porém igualmente real não só pela natureza dos problemas que trata, como também pela execução destes em tela, a partir de um estilo de filmagem completamente benéfico ao realismo que o filme propõe atingir. O estilo documental que Woody Allen utiliza neste filme para registrar suas imagens faz toda a diferença, uma vez que realizando cenas inteiras sem cortes, além de atingir o objetivo principal de conferir realismo e pureza às situação, a astúcia do roteiro e as afinadas atuações emergem em tela como elementos de absoluto destaque. O roteiro de Woody Allen ainda aposta em uma estrutura interessante em que depoimentos de seus personagens são intercalados durante o curso da narrativa, algo que confere não só mais autenticidade temática ao filme como também surge como um precioso incremento ao caráter dos personagens, que frequentemente se contradizem em relação ao que falam diretamente para a câmera (na verdade, para seus terapeutas ou entrevistadores - algo que o filme não especifica muito bem) e o que falam para seus parceiros e amigos sobre relacionamentos. Constantemente evocando circunstâncias cômicas e constrangedoras, o texto concebido por Allen compreende os acontecimentos tanto em inspiração e divertimento quanto em naturalidade. A construção de seus personagens é coerente com as direções narrativas que o longa toma, já que o funcionamento da trama depende completamente deles, porém seus desenvolvimentos nunca soam demais convenientes ou categóricos. Independente das decisões de seus personagens, sejam elas de saírem de algum relacionamento ou começarem outro, o filme jamais deixa de conservar na superfície de cada um a incerteza sobre o que estão fazendo, algo que se exprime principalmente pelas atuações do elenco e pelos excelentes diálogos. A incerteza que permeia suas vidas amorosas, em uma mescla confusa entre razão, neurose e impulso, ofusca suas verdadeiras possibilidades de consumarem aquilo que lhes seria inteiramente satisfatório. Ao final de “Husbands and Wives”, a cada casal é dado, de certa forma, uma conclusão. Porém nada de conclusões efetivas, apenas conformidades e aceitações para que, desta maneira, nenhum deles termine sozinhos ou com quem aparentemente não lhes é adequado - um final que reforça este exame apurado e agridoce da vida conjugal de personagens neuróticos (bem no estilo de Woody Allen, mesmo), mas palpáveis, tristes, indecisos e pateticamente envenenados pela complicada tarefa de levar uma vida a dois.
Um trabalho bastante maduro que aponta algumas peças chave nos relacionamento (ex: Judy Davis quando questionada o que aconteceria se fosse ela quem desse o primeiro passo em um novo relacionamento, ela apenas permanece calada e balbucia algo sem sentido).
Ademais, a direção remete instantaneamente a um documentário, com a câmera em mão e as vezes uma mis en scène descuidada exatamente coerente com o que se propõe. As intromissões de relatos, como se estivessem diante de um entrevistador ou de um psicólogo, permitem inferir um sentido de realismo inexistente em outras obras sobre costumes, casais, sexo, amor e traição de Woody Allen.
É diferente do habitual do diretor, mas um bom diferente. Algo que pega o que ele tem de melhor e mistura com um experimento cinematográfico.
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Sério, essa Mia Farrow é muito insuportável, nesse filme, no Sonhos Eróticos de uma Noite de Verão, ou em qualquer outro... Só tendo um caso com o Allen mesmo. Acho a Mia péssima, joguem as pedras. Mas então, o filme...
Definitivamente não é um dos meus preferidos, mas cumpre seu propósito de falar sobre relacionamentos, mais especificamente sobre o casamento e as voltas que a vida dá. Allen sempre com a suas atuações impecáveis.
Também não sou muito fã da Mia Farrow, não que ela seja péssima, mas acho que se ela não fosse casada com o Woody Allen, não teria espaço nos filmes.
Não é um dos meus favoritos de Woody Allen, mas gostei das atuações. Principalmente de Judy Davis. Ela é incrível, com uma postura e voz tão interessantes. Adorei o personagem Sally, que ela deu vida de uma maneira tão natural.
Confesso que senti que parecia um filme de Bergman nos Estados Unidos... Mas a crítica ao casamento burguês e seus estereótipos é interessantíssima.
meu preferido do allen até pelo fato de me identificar com um dos personagens. humor refinado e neurótico.
é um bom filme, o aspecto meio documentário deixou o filme paradão as vezes e as cortadas de camera, também, mas é beeem reflexivo, com um ótimo roteiro :D
É um filme mais sério do Woody Allen, apesar de também ter suas partes de humor. As discussões entre os casais e os próprios problemas deles são mais pesados. É um dos primeiros filmes que eu me incomodo um pouco com a câmera, mas aquelas cortadas repentinas no meio das discussões dá um efeito legal. E os roteiros dos filmes dele são sempre geniais.
O filme é interessante, a estética da imperfeição com a câmera errando toda hora, enquadramentos estranhíssimos e às vezes completamente desenquadrados funciona super bem aliada ao roteiro, a forma com que o casamento é retratado me agradou bastante, o diálogo cinematográfico com os documentários dá uma boa complementação pra história, mas...
Não sei dizer bem por qual motivo, mas o humor do Allen não me atingiu tanto dessa vez. Talvez assista-o novamente, para entender o porquê.
filmão hein...
reflexivo, existencial e muito, mais muito bem escrito!
Allen acertou!
ah... q alívio poder ter visto este filme dele depois do enfadonho "Scoop" q vi ontem.... um alívio ver um Allen de verdade...