Meloso, fraquinho e, como não podia ser diferente, americanista e maniqueísta...
Este drama romântico é baseado nos diários de Agnes Von Kurowsky, que viveu uma história de amor, durante a Primeira Guerra Mundial, com um jovem que viria a se tornar uma das maiores figuras da literatura do século XX, Ernest Hemmingway. Em 1918, Ernest (Chris O Donnell) se alistou para llutar na guerra e rapidamente descobriu seus horrores. Com a perna gravemente ferida e com o risco de ser amputada, Ernest encontra a ajuda da enfermeira austríaca Agnes (Sandra Bullock), que prometeu convencer os médicos a tentar outro tratamento e cuidar dele durante o processo. Amor e paixão florescem entre o jovem soldado e a enfermeira, que acha o rapaz jovem demais para casar. Ernest encontrou em Agnes uma musa que foi a base para várias obras suas.
Meloso, fraquinho e, como não podia ser diferente, americanista e maniqueísta...
Já vi e revi muitas vezes quando era pequena.A cena do Ernest passeando de bicicleta e assoviando ficou gravada na minha cabeça até hoje.Filme simples, bonito, e triste.Não é piegas, e nem tampouco tem um final feliz, diria que tem um final real.Vale a pena ser visto.
Este filme é belíssimo,uma amor sublime daqueles que só se encontra uma vez na vida.A cena da valsa no bordel e da mesma no palácio,nos faz ver como as coisas simples ao lado de quem amamos valem mais do que qualquer coisa.Porém fica a dica de que um grande amor não se deve deixar passar por nada nesse mundo.
Adoro esse filme, lindo demais. Deu vontade de assistir novamente.
Achei meia boca, não é meu estilo de filme, os efeitos são legais
Romances tendem a mexer com a sensibilidade, pois exerce uma representação sobre as características do sentimento e dos desejos humanos - até para os mais racionais, é difícil não se contagiar com um enredo que aborde contextos sobre amantes, humanos absortos em vontades conseqüentes da paixão. A importância de uma boa trama com teor romântico é reservada à necessidade de química de um casal em cena. Ou mesmo na transparência da impossibilidade do tal amor proibido.
O que move este filme é justamente o aflorar de uma relação tão improvável que se torna viável. Baseado nos diários de Agnes Von Kurowsky, que vivenciou uma trajetória verdadeira de amor, durante o período da Primeira Guerra Mundial, com um jovem que viria a ser um dos maiores representantes da literatura do século XX, Ernest Hemingway. O material foi lançado originalmente em 1989 (organizado por Henry S. Villard e James Nagel), tornou-se best-seller, exercendo fascínio e curiosidade. O livro trazia cartas anexas de Agnes ao escritor, bem como diários sobre o relacionamento que tiveram. É então que o filme do diretor Richard Attenborough consegue trazer toda a essência dessa história verídica, condensando todas as partes principais, inclusive diálogos inteiros.
O filme foca na fase onde um jovem Ernest (Chris O'Donnell) se alista para lutar na guerra, como repórter no norte da Itália. Rapidamente vivencia o horror e a crueldade da atmosfera desse período. Sofre um atentado, tem a perna gravemente ferida e corre risco de amputação. É então que encontra amparo, num hospital em Milão, no auxílio de uma dedicada enfermeira austríaca, Agnes (Sandra Bullock). Ela mostra um carinho nítido, subitamente ambos tornam-se ligados. Disposta a salvá-lo, ela convence os médicos a tentar um tratamento alternativo, para que seu paciente não sofra amputação na perna. Durante o processo de recuperação, Ernest sente-se atraído pela enfermeira que o trata formalmente, mas com um zelo intenso. É o tesão que cresce, e o casal não consegue mais conter os delírios de desejo. Contudo, a relação de ambos parece predestinada ao impossível - como lidar com um sentimento naquele momento? Seria imaturo viverem aquele anseio louco? O que fazer para conter esses ímpetos? Curiosamente, essa história verídica inspirou o já então escritor Ernest Hemingway a conceber sua maior obra-prima, o livro Adeus Às Armas.
Primordialmente, esta produção foca no doloroso contexto do plano da Primeira Guerra Mundial - onde Ernest transita como enfermo nesse período, repleto de dores de corpo e alma. É onde ele vivencia a violência, a atrocidade ao seu redor. São amigos que perdem, feridos e vítimas de batalhas que desmontam toda sua visão de mundo. É onde confrontam um momento onde perdas são constantes, numa esfera de emoção e conflitos adornados de desespero. E é nessa teia sombria que Ernest e Agnes são apanhados pelo sentimento, no fogo cruzado de um desejo que cresce na guerra - como imaginar que existiria algo tão prazeroso a brotar ali? E o casal parece não entender como uma relação tão súbita pode dar certo. Agnes demonstra certa frieza aparente, mas na verdade é uma máscara pra conter seus desejos pelo jovem rapaz, seis anos mais novo, que atiça e seduz - interessante a maneira de colocar um Ernest sexual, dotado de desejos juvenis masculinos, disposto a provocar a formalidade e distância estabelecida pela enfermeira que cuida de seus ferimentos.
E o filme monta essa relação de ambos, onde a sintonia dos dois cresce, com anseios libidinosos sutis e uma tensão sexual a ponto de explodir. Seria mais que um flerte? O que fazer para colocar em prática esse sentimento? Para Agnes, existia a insegurança. Ernest, um típico passional, prefere demonstrar seus desejos e também é o primeiro a colocar em questão: ele a ama, então a quer para si. Há frases que exemplificam essa atmosfera passional que o casal concebe, ainda mais que o roteiro tende a centralizar apenas nos dois a problemática do argumento.
Interessante que a tensão sexual dos dois é evidente, ainda que ambos não explorem logo esse sentido. Entre flertes, diálogos sentimentais e sintonia de uma notável química - Ernest e Agnes simbolizam o envolvimento lúdico, a relação natural de um homem que ama uma mulher e vice-versa. Eles estabelecem um envolvimento intenso, ainda mesmo antes de se tocarem - e o roteiro, bem verdade, fiel ao material do livro, consegue transpor essa relação de sentimento e desejo que o casal explora. Interessante também a forma maternal que Agnes exerce sobre Ernest - enquanto cuida de seu ferimento, com medo de que não vire uma gangrena, ela o toma com todos seus cuidados. E é ela que estabelece também o senso de racionalidade na relação de ambos - será que dará certo? Um rapaz tão novo assim iria querer algo sério com uma enfermeira? É possível acreditar nos sonhos que esse rapaz expressa? E Agnes contraria as regras - tanto do hospital (por decidir cuidar dele sozinha, opondo-se a possibilidade dele amputar a perna) quanto da sociedade (uma mulher que decide ser dona de seu próprio destino). E traçam planos pro futuro, porém reviravoltas são expostas no filme - e o casal precisa mostrar, de fato, se o sentimento é capaz de enfrentar todos os obstáculos. É onde mágoas ocorrem, tons mais emocionais são ocasionados por situações e o casal parece entrar em catarse negativa. Todo o filme é narrado sob a voz e perspectiva feminina de Agnes. Interessante que ao encenar o seu diário, o filme foca nesse contraponto de amor difícil e sofrimento diante das hostilidades da guerra.
O mais prazeroso no roteiro é como a delicadeza, a transparência de sentimento consegue ser expressa em cena. Há um desempenho contido, porém bem personificado por Sandra Bullock - talvez, por ela própria ter lido o livro mais de duas vezes e conhecer toda a trajetória real, consegue representar bem a sensibilidade de Agnes Von Kurowsky. A direção de Richard Attenborough prioriza o melodrama plastificado de romance impossível, explora bem os closes e na dualidade desse casal. Chris O'Donnell expõe um Ernest mais imaturo na primeira metade do filme, contudo é na segunda que ele estrutura uma dose de melancolia e um olhar mais rígido ao seu personagem real. Com uma melancólica melódica trilha sonora de George Fenton, fotografia de Roger Pratt; o filme se propõe a mostrar que, às vezes, relações efêmeras podem ecoar para toda uma eternidade - são intensas, repleta de paixões que cicatrizam seres amantes. A cena que ambos dançam nus, num quarto de bordel, é puro deleite romântico. O tom realista do filme atinge o ápice nos momentos finais, onde os personagens reais mostram ao que veio e tudo é exposto com sinceridade numa densa cena triste.
O amor consegue evocar a beleza de mundo, mas também conduz às reformas íntimas que são puramente reflexões. E amar também é sofrer de ódio, de orgulho e de dor que é difícil esquecer. E é um trabalho que pauta um breve período de sensibilidade, não menos significativo, de um escritor que é um ícone da literatura.
Seus comentários são incrivelmente detalhados e claros. Parabéns pela ótima perspectiva e escrita.
É Ernest Hemmingway , não tem mais o que falar!! Gostei bastante e o fim é bem diferente do que estamos acostumados , Vale muito a pena ver e conhecer a historia dele !
filme baseado no livro do Hemingway. Perfeito a adaptação.
Bem arrogante no final como o escritor...
Este filme e muito bom, assisti a muito tempo, gostaria de ver novamente mas nao consigo ver neste site, como devo fazer.
Pode não ser um fiiiilme,mais só em ser com Sandra Bullock já valeu.
Esse filme é perfeito mas é difícil ver que a magoa e o resentimento foi maior que o amor.
Não consigo não gostar de nada que a Sandra faz, não adianta, ela é minha musa rs
Realmente, apesar deles serem extremamente bonitos juntos, falta alguma coisa.
E, não me importa que seja uma história real, não me conformo que eles não ficam juntos.
Gostei da história... mas não sei por que, não gosto da Sandra Bullock!
"Um romance açucarado e pouco envolvente, apesar da sintonia entre Sandra e Chris."
5/10
somente um romance... parece que a química dos atores não foi das melhores! ;)
A história deste filme (que é baseado em fatos) mostra o quanto os homens são o lado mais fraco no amor.
Ernest, por ter tido orgulho e um grande ressentimento no coração, casou-se depois 4 vezes e se suicidou. Um homem quando é ferido por seu verdadeiro amor, não é capaz de se curar por completo.
Meu filme preferido quando eu tinha 11 anos..... queria casar com o Cris O´Donell
Filme simplesmente emocionante! A Sandra Bullock prova que arrasa em qualquer tipo de papel (e nao apenas em comédias românticas). Lindo!
um dos poucos filmes que Sandra Bullock faz sendo drama.
indico.