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Um filme muito belo em muitos aspectos: fotografia, cenários, personagens, as locações, trilha sonora, mas devo dizer que a trama não me prendeu.
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O período de 1982 a 87 na carreira de Wenders, sem dúvidas, foi o mais prolífero. Seus melhores filmes estão ali, o mapa do tesouro. O que só foi engrandecido por esta maravilhosidade inexorável. Wenders tem que se esforçar muito para conseguir fazer um outro filme em sua carreira que supere este aqui, de longe sua maior obra-prima. O uso do preto e branco e da trilha sonora - ambos sublimes - faz preciosidades como "Asas do Desejo" ficarem no chinelo! A comunhão entre imagem e som nunca foi tão grandiosa e didática em outro filme do diretor e a genial divagação sobre o futuro do cinema só engrandece mais a experiência de conferir esta pérola. Cada plano, cada vírgula e cada corte é empregado para extrair o máximo da história. Criando, assim, uma obra única que, acredito, me emocionará por muitos e muitos anos à frente.
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Assistindo O Estado das Coisas. Finalmente consegui uma cópia deste filme.
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Devo dizer que entendi muito pouco desse filme, se é que havia muito pra ser entendido. A verdade é que Wenders faz um filme extremamente sensorial ao abordar a desolação e melancolia tediosa do marasmo que se encontra a equipe de filmagem do filme dentro do filme. Lentamente cenas são visitadas demonstrando a rotina encarcerada das pessoas onde o preto e branco funciona muito bem como forma de exaltar essa monotonia.
"Everything its lights and darks"
E que trilha sonora!
O ritmo é quebrado pela meia hora final, já na Califórnia, onde os planos se tornam cada vez mais abertos e espaçados, onde uma sequência brilhante embalada por rockzinho dentro de um trailer toma lugar... é quase como se fosse outro filme, que virada sensacional e inesperada.Mas mais do que o aspecto técnico, a brilhante fotografia preto e branco funciona como metalinguagem: Friedrich é um diretor perturbado por não conseguir terminar a filamgem de Os Sobreviventes, que, pouco a pouco, descobrimos ser devido os meios escusos através dos quais o produtor arranjou o dinheiro para financiar o projeto, e devido a um capricho referente a opção pelo preto e branco (que aqui é substituído pelo dourado ofuscante de tom pós futurista) torna a obra de difícil lucro.
Sempre obcecado pela forma de se fazer cinema, pelas suas engrenagens terrenas e econômicas, seus aspectos "fora da tela", Wenders consegue fazer um filme sobre o cinema, como poucos, um exemplar único, que eu realmente nunca havia visto nada igual.
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O Estado das Coisas é um filme sensacional, um dos melhores do Wim Wenders.
Quase do mesmo nível de Paris Texas e Asas do Desejo, O Estado das Coisas não tem toda a badalação dessas duas obras, mas é um filme inspiradíssimo e uma obra-prima do diretor. Um filme esteticamente belíssimo (como de costume falando em um filme do Wenders), ou como diz a principal frase do filme, "a vida é colorida, mas preto e branco é mais realista".
Interessante contextualizar esse filme com o documentário de média-metragem do Wenders do mesmo ano, Chambre 666, com uma série de entrevistas com diretores abordando o futuro do cinema enquanto arte sob uma ótica bem pessimista (exceto pela visão do Herzog). Vemos o mesmo questionamento em O Estado das Coisas, Wenders também pessimista, com um filme melancólico, sem o mesmo ar de esperança e sensibilidade de outros de seus filmes.
Filme impecável em seus aspectos técnicos e muito forte do ponto de vista crítico. Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza. Excelente.
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olha, eu sei que é wim wenders mas não pude evitar um sono profundo.
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Fotografia lindissima.Enquadramentos maravilhosos.Filme bem cansativo, final loucão,
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vale pela sequência final, dos tiros e da câmera. mas de resto, wim wenders não conseguiu me prender tanto..
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lá pelo clímax ao invés de instigar, fica cansativo. mas o final é ótimo. tem vários detalhes que deixam o filme bom, bem original. as "crianças-adulto", por exemplo e as cenas das personagens ouvindo música e cantando são bem agradáveis. as que elas fazem coisas comuns como fotografar e escrever também dão um toque realista e mais artístico. já a fotografia peca às vezes, talvez por conta de todo aquele mato na praia, mas é bem cuidada... "preto e branco, porque a vida é em cores mas preto e branco é mais realista"
minhas cenas favoritas são: a do Robert provando que nem todos da California são sexy, contando da infância dele. a primeira vez que vi tive um ataque de riso com ele falando sobre ter espinhas, alergia à pomada, ser dentuço, usar aparelho e ser bullynado, ser gago, vesgo, gordo... a cada nova característica que ele ia agregando eu dava mais risada. a do Gordon cantando Hollywood, Hollywood enquanto o "Arroz Frito" diz que todas histórias são sobre morte. e as meninas brincando, bem no início, cantando "Imagine se as pessoas fossem patos..."
tudo parece ter um sentido oculto acoplado, embora eu não concorde com alguns pontos do filme
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Dessa vez não consegui entender tudo... mesmo assim gostei. Pretendo revê-lo.