Muito bom.
Além de tratar com muita propriedade sobre este problema legal de 40 anos atrás, também traça um paralelo da imensurável paixão que o brasileiro tem por este esporte, seja no sonho de qualquer criança em se tornar um jogador profissional ou pelo próprio fanatismo de torcedores que vêem no futebol uma fuga de sua triste realidade, trazendo à tona o jeito em que grandes máfias se organizam através disso; desde a setorização até a construção de estádios (isso te lembra alguma coisa?), ou através de suas influências e poderes.
Dá nojo, até porque é algo contemporâneo. As leis podem ter mudado um pouco, mas o interesses e objetivos (de uma forma geral) de quem está por trás continuam os mesmos, bem como a desunião da classe futebolística. Faltam mais jogadores como Afonsinho e Sócrates. Jogadores que pensavam, sabiam de sua importância social e que lutavam por seus direitos sem deixarem ser comprados ou coagidos.
O documentário também nos permite ter uma noção a respeito da integridade de algumas pessoas, como João Havelange (que sempre foi um filho da puta) e o Zagallo (que sempre foi um fantoche).
Recomendo.
Obs: a vida do Almir Pernambuquinho daria um belo filme.