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Levando em conta o período por qual passava o cinema brasileiro na época, com certeza, Rio 40 Graus figura como um grande marco do cinema nacional ao mostrar de modo acessível parte da população e seus costumes que foram renegados por tanto tempo até então pelo nosso cinema.
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Rio, 40 graus é um presente para o Rio de Janeiro.
O filme traz uma representação social e cultural de um tempo “qualquer” da Cidade. Uma espécie de semi-documentário que permite qualquer indivíduo mergulhar na sociedade fluminense de outrora. De ser transportado aonde livro de história nenhum leva.
Rio, 40 graus está para o Rio de Janeiro, assim como Baía de Todos os Santos e A Grande Feira estão para Salvador.
Sem pieguismo e sem muito clichê, Nelson Pereira dos Santos percorre o morro, Copacabana, pontos turísticos, escola de samba e Maracanã, com uma normalidade e naturalidade que foge da ficção simbólica e alcança um realismo naturalista.
Para um carioca ufanista, imagino que essa seja uma obra obrigatória
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Mais um filme que ao ser revisitado ganha novos sabores. Quando assisti não sei se dei o devido valor a essa obra, na verdade, talvez a qualidade da cópia tenha me incomodado mais do que qualquer outra coisa. Acho que assisti por obrigação e não entendi seu real valor. Enfim, agora, revendo e tentando entender o filme e o "além do filme", percebo sua grandiosidade. Primeiramente porque tem um roteiro que consegue trabalhar com várias tramas e integrá-las (algum muito comum nos filmes, atualmente) de modo harmônico e interessante. E mais do que isso, a integração dessas trama se da com um viés crítico que depois foi perceber em muitos filmes de Nelson Pereira dos Santos. Não aprofundando na análise sociológica que o filme propõe, mas apenas ressaltando a qualidade de sua crítica, é possível perceber que não é um filme de atores, mas da cidade do Rio de Janeiro. E mais, trata-se da desconstrução a visão turística que se vendia da cidade para atrair turistas. Para isso, a direção talvez não se preocupe tanto com a qualidade das interpretações, pois a linguagem da câmera e o significado social do que estamos vendo é mais importante. Para travar essa luta entra perspectivas distintas do Rio de Janeiro, Nelson Pereira dos Santos adentra à favela, apresenta seus tipos e, na sequência, os leva ao Rio de Janeiro turístico. O resultado é exposto em forma de contradições, as quais são perceptíveis desde a relação entre os personagens desses dois universos até falas isoladas deles. E, do mesmo modo que a direção tenta integrar esses mundos, conclui o filme com eles mais separados ainda... ou não!!!
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QUANTOS PLANOS, quanta profundidade... É um bom filme e foi inspirador do cinema novo. Não há muita diferença para os de hoje.
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- Como é, flor, tá pronto o feijão?
- Hoje tu tira a barriga da miséria....
- A leviana tá aí dando sopa!
Pérolas! UHASUAHSUASHUASH'
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As únicas coisas que mudaram no Brasil foram os filmes que não são mais feitos em preto e branco e as crianças que não podem mais aparecer fumando cigarro nos filmes kkk
, no mais, a realidade social e todo o resto continua a mesma porcaria no país.(tem uma parte até um pouco 'cômica' que mostra isso kkk)
Em relação ao contexto do filme, sem querer criar polêmica, mas ainda vejo algumas características estereotipadas de alguns personagens no filme do Nelson, como por exemplo os personagens Tonho, irmão da Judite, e o político que chega a cidade do RJ: ambos de fala carregada, com jeito de malandro, aparentando serem nordestinos. Então não acho que (EM RELAÇÃO A ISSO) o filme quebre 100% da 'proposta' apresentada das Chanchadas(que sempre tinha um nordestino malandro, mulherengo, de sotaque carregado e cheio de bordões em seus filmes, criando assim uma imagem generalizada, estereotipada e errônea do nordestino). Repito: apenas em relação a alguns estereótipos de personagens do filme, antes que pensem que tô falando que Rio 40º é Chanchada...PELOAMORDEDEUS, jamais seria isso.
Posso até está enganada, mas percebi um pouco disso ESPECIFICAMENTE nesse filme do Nelson. Já em Vidas Secas vejo completamente o oposto em relação a imagem do nordestino e vejo muito mais características que se aproxima da proposta do Cinema Novo e toda a sua vontade de retratar o brasil pela 'ótica' dos mais oprimidos e menos favorecidos da sociedade brasileira.
De resto, todo respeito ao Nelson, um dos mestres do cinema brasileiro. -
um dos filmes Brasileiros mais antigos,mas que ao mesmo tempo se torna super atual,pois os problemas do pais são os mesmos...
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Ah sim claro que existem filmes mais antigos que este,mas o "Rio, 40 Graus" foi o realmente o começo do cinema Novo,pois até então ninguém mais queria fazer filme no país,tendo como base que "Rio, 40 Graus" só foi finalizado com ajuda de custo dos próprios atores,considero como um dos filmes mais antigos pelo fato de ainda ser viável assisti-lo e o reconhecimento que teve após alguns anos.
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Inspirado no neo-realismo italiano, Rio, 40 graus, é o primeiro filme a se preocupar em estudar, interpretar, revelar e recriar esteticamente a realidade social brasileira. Ainda não é Cinema Novo, mas a concepção de uma obra realista, com aspecto documental, realizada nas ruas com cenários e diálogos naturais, lança todas as bases do movimento, tanto de ordem estilística quanto ideológica, influenciando uma legião de cineastas. Não há propriamente uma história, mas várias situações envolvendo uma série de personagens que se desenrolam sob o calor de um típico domingo carioca: garotos favelados pedindo esmola, vendedores de amendoim, um bêbado canastrão (Jece Valadão), banhistas de Copacabana, turistas no Pão de Açúcar e no Corcovado, torcedores fanáticos no Maracanã, jogadores nervosos (e já tratados como mercadoria) em decisão de campeonato, o samba pegando fogo ao som do clássico “A Voz do Morro” do Zé Kéti. Tem lá seus defeitos – o amadorismo de Nelson e a precariedade da obra são os mais notórios, mas vale pela maneira realista (e pioneira) com que o Rio é mostrado.
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Reafirmo o dito nos comentários anteriores. Um grande filme, especialmente para a época e contexto histórico em que foi produzido. Falamos tanto em democracia hoje no Brasil e, no entanto, a o conteúdo das produções fílmicas aqui permanece carecendo de real democracia.
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Isso mesmo Lyvia, um divisor de águas do cinema nacional, indispensável!
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É uma obra prima para a época em que foi feito, ainda mais no Brasil. Dá para sentir o ar do neo-realismo italiano. Um marco do cinema nacional.