O senador Porfírio Diaz (Paulo Autran) detesta seu povo e pretende tornar-se imperador de Eldorado, um país localizado na América do Sul. Porém existem diversos homens que querem este poder, que resolvem enfrentá-lo.
Terra em Transe
(1967)Título Original:
Terra em Transe
Sinopse
Estado: Em DVD
Direção:
Elenco:
Danuza Leão (Silvia)Darlene GlóriaElizabeth GasperAntônio Câmera (Indian)Emmanuel Cavalcanti (Emanuel Cavalcanti)Sônia ClaraMário Lago (Capitain)José Lewgoy (Felipe Vieira)José Marinho (Jerônimo)José Medeiros (Cameraman)Flávio Migliaccio (Common people man)Francisco Milani (Aldo)Paulo César Peréio (Estudante)Rafael de CarvalhoIvan De Souza (The shooter)Modesto De Souza (Senator)Maurício do Valle (Segurança)Lauro Escorel (Photographer)Jardel Filho (Paulo Martins)Paulo Gracindo (Don Julio Fuentes)Jofre Soares (Father Gil)Telma Reston (Felício's wife)Glauce Rocha (Sara)Hugo Carvana (Alvaro)Zózimo Bulbul (Reporter)Clóvis Bornay (Portuguese conqueror)Joel BarcellosPaulo Autran (Porfirio Diaz)Irma ÁlvarezGuide VasconcelosEchio Reis
Estreia no Brasil: 1967
Duração: 106 minutos
Fotos
É um dos meus preferidos do Glauber. Um retrato do Brasil e dos nossos irmãos hispânicos. O populismo de direita e de esquerda enganando o povo com falsas promessas de mudança e os intelectuais confusos no meio dos dois. As cenas finais da morte de Paulo antecipam a explosão da luta armada no Brasil.
Uma alegoria inteligentíssima q retrata a peculiar relação entre burguesia x política x mídia x Igreja no Brasil e as estratégias destas para manipular a opinião pública e manter a massa subjugada. E, por mais absurdo (e triste) q seja, é um filme q, 45 anos depois, se mantém atual. Ver Terra em Transe hoje é comprovar como a nossa sociedade caminha a passos lentos.
Pra mim, é o melhor filme nacional já feito. Não o meu preferido, mas o melhor.
Nunca vi um filme deste diretor, tenho medo. Os intelectuais de plantão e cinéfilos (chatos) acham-no o ultimo biscoito do apcote, mas prometo vê-lo, e dizer o que acho...
Na minha opinião o melhor filme de Glauber Rocha .Uma poesia cinematográfica sobre o terceiro mundo e o papel do intelectual burguês na contrução da revolução operária.
Um dos melhores filmes nacionais que ja assisti, talvez até o melhor. Valeu a pensa ter conhecido o cinema de Glauber Rocha. Excelente filme.
Que filme !!!!! Reflexões diversas... Daqueles pra se passar a vida inteira assistindo e sempre descobrindo coisas novas! A teatralidade, e a poética são o ponto alto pra mim! Não vejo que isso não tem que ter a ver com cinema. Seria limitar demais essa arte GRANDIOSA!
"Todas as piadas são possíveis na tragédia de cada dia."
Gerou tanta opinião contraditória.
Provavelmente ainda vai gerar.
Veja. Vale a pena.
um dos melhores filmes que ele fez.O terceiro mundo em transe.
melhor filme latino-americano depois do memórias do subdesenvolvimento
pra mim os 2 tão no msm nível!
Me surpreendeu a fotografia do filme sendo brasileiro e ainda de 1967. Apesar do filme soar como uma enorme poesia declarada pelos personagens, ele dá um 'chacoalhao' em você. Em plena ditadura militar, Glauber Rocha já estava dando um tapa na cara de todo mundo. Mesmo depois do Cinema de Retomada não vi filmes tão provocativos como esse,e terei que assisti-lo mais vezes com certeza pra poder assimilar tudo que ele oferece,rs
Só depois de assistir Terra em Transe pude perceber a importância do trabalho de Glauber Rocha para o cinema nacional. Esse filme é uma porrada na cara!!!! Uma crítica poética à política e ao povo. Dá orgulho de ver que o nosso cinema já teve uma voz, graças à artistas como o Glauber.
Certamente, é o filme que mais me marcou. A estética é melhor de ser vista do que comentada: mistura realmente o exagero do teatro com a praticidade da linguagem do cinema, mas de forma totalmente convincente. Os monólogos são a alma do filme: descrevem comportamentos, nuances psicológicos e caracterizam os personagens. A visão política está totalmente de acordo com as indagações e problemáticas da esquerda das décadas de 60 e 70, e ainda de atualmente. Todas as estrelas pra essa obra-prima.
Cara eu concordo que o texto (e a mensagem politica) desse filme e muito potente, mas ela se perde numa execuçao confusa...
E o tipo de direcao adotado por Glauber Rocha combina mais com teatro do que com a linguagem cinematografica, tipo a dicçao dos personagens, o fato de eles estarem sempre encarando a plateia(publico no caso) e os discursos eloquentes e totalmente irreais pras situacoes e pra capacidade de se expressar dos personagens, dentre outras coisas.
Eu achei interessante o roteiro, mas o filme em si (principalmente no aspecto visual) achei fraco.
Retórica Atemporal Insanidade Demagogia Traição Ambição Aniquilação etc (adorei o fato de existir tantos adjetivos perturbadores)
mto bom , preciso ver de novo!!!
Esse Porfírio Diaz blasfemou muito o nome de Deus.
Um ótimo exemplar da estética poética- política do cinema de Glauber rocha. "A estética da fome" como costumam denominar.
Recomendo.
:)
Os monólogos de Terra em Transe são geniais. Incrível a árdua abordagem feita em relação ao verdadeiro cenário latino-americano na década de 60.
“Quando um intelectual vem me dizer que não gostou de Terra em Transe porque não entendeu, dá vontade de perguntar a ele se poesia ou música ele entende tudo como entende uma reportagem, isto é, no sentido explicativo, óbvio, ululantérrimo!”
Ah, frase memorável: A politica e a poesia são demais pra um só homem.
Denso e difícil de digerir. Uma obra de conceitos poéticos, políticos e filosóficos profundos, que ecoa na mente por muito tempo depois da projeção. É um pedaço de Glauber, um pedaço do Brasil, um pedaço de arte. É um filme que para assistir, você precisa de ideias que você nunca pensou que tivesse.
Meu primeiro filme de Glauber Rocha, confesso que fiquei em trase, mas preciso ver novamente para fazer uma crítica que seja de acordo com o filme. Por enquanto digo que o filme é lirico e realista, a crítica a ideologia e as massas são incriveis, me perdi em alguns dialogos, mas a maioria é de uma beleza maravilhosa.
o tipo de filme que mexe com a estrutura da sua ideologia desde a base. e que - pelo menos no meu humilde caso - vai ter que ser revisto alguns milhões de vezes até ser alcançado um bom vislumbre do que se expressa
Glauber Rocha não é fácil mas o filme é um marco do nosso cinema
http://cinemaemidia.blogspot.com/
Uma das mais belas obras de todos os tempos.
Bem como Glauber, um furacão. Vê-se poesia do começo ao fim nas imagens, nos diálogos, nas metáforas, nos personagens!
perfeito.
O trabalho de maior cunho político de Glauber Rocha! As características do cinema novo que mais se assemelham à filmes de arte estão muito mais em voga neste projeto. Apesar de ser milhares de vezes inferior à obra-prima "Deus e o Diabo na Terra do Sol", ainda assim expõe a genialidade e a inventividade de Glauber!
sei que todo mundo acha maravilhoso, mas eu achei terrivel de ruim. Definitivamente não é meu tipo de cinema.
Voce nao ta sozinha.
Semana Especial Glauber Rocha: 30 Anos sem Câmeras na mão e Ideias na cabeça.
http://aodcnoticias.blogspot.com/
"não é possível essa festa de bandeiras, com guerra e crises na mesma posição..."
Magnifico!
não seria guerra e Cristo na mesma posição?
sério??kkkk, não sei se entendi errado, talvez sim, o audio do filme tava super ruim.
Os filmes do Glauber Rocha são lindos aos meus olhos. É uma beleza que eu nunca vi antes.
Sei da importância do Glauber para o cinema nacional mas não consigo gostar dos seus filmes.
É impressionante a capacidade que esse filme possui de permanecer atual e com seu caráter reflexivo intacto mesmo com o passar do tempo. Mas que diálogos mais forçaaaados...
Um filme carregado de conteúdo político e religioso e uma ótima crítica as condições que se remetem no Brasil. A forma que é abordado o operariado, a “massa brasileira" (El Dourado) nos mostrando a alienação política do povo que é retratado na forma do Jerônimo, e por isso é incapaz de governar. O filme porém não para por ai, o repúdio total das pessoas com o extremistas e o poder concentrado na mãos do jornal e da tv, uma forma de controle político, difamação e domínio sobre o povo.
O filme poderia ter sido melhor se não tivesse tantas cenas dispersas e se fosse mais conciso como nos filmes de Nouvelle Vague(que exerce influência no Glauber Rocha) mas nada que tire os méritos do filme e do diretor.
"...Como por dia mil notícias amargas
que definem o mundo em que vivo..."
marcante e divisor de aguas no cinema brasileiro! mas tneho paciência mais n! kekakea
A cada vez que revejo esta preciosidade, quantos e quantos resquícios de genialidade perfuram os meus olhos em direção ao meu cérebro e sensibilidade. [2]
tenho é certeza que da próxima vez que for assistir vou sentir isso! ;)
Não há como não remeter as imagens da podridão política de Eldorado à política atual, é impossível não se emocionar com o poeta Paulo Martins louco, girando tonto diante da massa que vai ser esmagada. Quando vi esse filme pela primeira vez, aquelas cenas não saíram da minha cabeça, toda aquela criatividade que até hoje pulsa na tela.
Dois discursos poderosos, poetas são líricos e honestos, enquanto políticos são falsários e manipuladores. Democracia é um termo que só existe para o povo.
Na primeira vez não entendi, na segunda comecei a gostar, na terceira vez que assisti eu chorava de soluçar... que bela alegoria de nosso subdesenvolvimento...
Que texto! Mais que isso, que coragem!
A cada vez que revejo esta preciosidade, quantos e quantos resquícios de genialidade perfuram os meus olhos em direção ao meu cérebro e sensibilidade. Como eu concordo com as citações dialogísticas que o Davi Mello destacou aqui embaixo, como se tornaram imortais estas palavras e como foi grandioso finalmente ter a chance de comparar esta obra-prima com o não menos genial MEMÓRIAS DO SUBDESENVOLVIMENTO. Glauber Rocha imortaliza! Paulo Autran, mais que tresloucado neste filme, que o diga...(WPC>)
"- O que prova a sua morte?
- O triunfo da beleza e da justiça!"
Sem dúvida, um filme um pouco difícil de digerir, mas nem por isso deixa de ser interessantíssimo. O clima de tensão no final é muito condizente com a trama. De fato, um desfecho aflitivo e magistralmente poético.
Outra coisa, dificilmente veremos um filme com atuações tão impecáveis como as de "Terra em Transe". Jardel Filho e Paulo Autran são mestres num filme de mestre.
"Estão vendo o que é o povo? Um imbecil, um analfabeto, um despolitizado. Já pensaram um Jerônimo no poder?!" [2]
O filme "Terra em Transe" veio antes do AI-5, que só foi decretado 1 ano depois e eu não diria que ele teve o impacto necessário, até pq ele se distanciou do público que, em tese, ele deveria atingir. E, de fato, se inspira (pra não dizer copia) a nouvelle vague francesa, com belas doses de pretensão "glauberiana", adotada por muitos de seus seguidores responsáveis por transformar o cinema nacional num reduto de poucos.
Eder Prado foi certeiro ao citar Bukowski.
Ah, a democracia, tão enganadora.
O melhor do Glauber, o que não quer dizer muita coisa. Esse filme tem vários simbolismos e viagens que funcionaram muito bem, mas por outro lado, foram responsáveis por elitizar o cinema nacional, deixando-o para "intelectuais" e se distanciando do povão, o que mostra como o Cinema Novo era contraditório, uma vez que eles queriam fazer filmes "legitimamente brasileiros", mas isso não se refeltia nas telas, salvo em pouquíssimos filmes, como esse.
Você poderia tentar fala assim da obra de João Guimarães Rosa, por ser sobre o povo, o simples e humilde cidadão, mais não para o povo em sua simplicidade de entendimento e gosto popular..., e sim, assimilada e engrandecida e reconhecida por fino gosto dos “intelectuais," e isso a desmerece? Ou creio que estamos falando em embates de coisas muito parecidas, ou melhor, um notável contra ponto sobre os mesmos conceitos. É bom pensarmos melhor sobre isso... Por exemplo; - quem distância o que de quem..., rapaz...
Se desmerece não sei, mas percebe-se que não era isso que o Glauber e a turma do Cinema Novo queriam, pelo menos aparentemente. A proposta era fazer um cinema brasileiro, com conteúdo genuíno e de apreciação popular, mas o resultado foi que ele virou exatamente o inverso! Quem gosta tem que citar escritores e filósofos já falecidos e criar 1001 teorias para mostrar que entende de cinema e está apto a "captar a genialidade" desse pessoal. E não existe NADA mais anti-cinema do que isso!
Envolvente, empolgante... Não mesmo.
Teve sua importância para o cinema nacional e por isso merece créditos. Mas só.
Vale a pena ser assistido pela crítica em relação à política.Mostra como a alienação política do povo sustenta a corrupção e a falta de compromisso de nossos políticos. Infelizmente, tema atual.
"A diferença entre democracia e ditadura é que, numa, primeiro a gente vota e depois cumpre ordens, ao passo que na outra não é preciso perder tempo com eleições."
Crônicas de um amor louco.
Um retrato tão fiel e amargo da história da política brasileira na época do regime militar, mostrando aliações, disputas, posses, conflitos entre partidos e poesia que aspira mudança, revolução: como não entrar em transe?
Gabeira, na época do lançamento do filme, disse que era obscuro etc. Na verdade, é necessário algum conhecimento sobre montagem, neo-realismo italiano e situação política do Brasil na época. Vejo ali muito influência de Resnais, Eisenstein e Welles...
Sensacional.