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Se Bergman utiliza o silêncio ponteado pelo tic-tac do relógio como elemento narrativo, Nelson Pereira também se apossa do silêncio, mas rompido pelo som característico da caatinga. Sua fotografia esmaga os pobres personagens e reprime o espectador. Transforma todos, seja em alma ou feição, em caveiras. Nelson se utiliza bastante da estética para acrescentar dramaticidade e identidade nacional a "Vidas Secas", um outro grande exemplo da força do cinema novo.
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O filme retrata muito bem a vida dos nordestinos em busca de melhores condições de vida, muitas vezes as pessoas se esquecem que ainda existe muita gente vivendo em condições precárias por esse país onde "tudo está nos eixos..."
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Poesia nua e crua. Não tem como não se emocionar com este clássico da literatura e cinema brasileiros.
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Parece que grande parte do áudio desse filme foi adicionada na pós-produção, em especial a ambientação e até mesmo algumas falas de personagens, que têm uma certa dessincronia com o movimento da boca, mas nada que nos impeça de entender a mensagem que o filme quer passar.
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Filme muito bom e chocante, mostra bem a realidade do que ocorre naquela região. Tive que segurar o choro por estar junto de colegas de classe, porém me fez refletir muito sobre tudo.
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Cara, que filme sofrido!
O silêncio predominante, as falas secas, o linguajar das personagens, a cadela representando outro ser humano e principalmente a vida resumida em sofrimento, ano após ano, que Graciliano passou e Nelson só fez virar movimento.
Cinema nacional agradece! -
Provavelmente, um dos 3 melhores filmes brasileiros de todos os tempos. Na TV:
22/05 14:30 Canal Brasil
27/05 09:30 Canal Brasil -
Pelo menos pra mim, conseguiu transmitir a essência da obra de Graciliano Ramos. Talvez a melhor adaptação da literatura para o cinema já feita.
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Em meio aos complicados roteiros e as produções de luxo que se destacam no cinema contemporâneo as produções do semiárido ainda primam pela simplicidade, é louvável o sentimento colocado pelos diretores ao retratar essa região, tão explorada e pouco conhecida, porém o Semiárido não é apenas clima, vegetação, solo, sol ou falta de água. É povo, música, festa, arte, religião, política, história. É processo social e não se pode compreendê-lo de um ângulo só.
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Seco e árido o filme tem vários momentos mortos. O dialogo não é necessário pois as cenas falam por si. A câmera é o narrador dessa adaptação de Graciliano Ramos em que o narrador está na terceira pessoa. É sem dúvida uma das melhores adaptações de literatura pois não rompe com a fidelidade do livro. Brava atuação de Atila Iorio.
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Um filme seco, assim como os personagens, seus sentimentos e a realidade em que habitam. A falta de diálogos e o ritmo monótono retratam perfeitamente essa essência do livro, mas juntamente com a falta de recursos deixam o filme cansativo, ainda mais visto nos dias de hoje, 50 anos após seu lançamento. Contudo, o resultado é uma adaptação competente e um grande clássico do cinema nacional.
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A visão desumana do próprio homem prende as pessoas ao filme, ver um animal sendo mais humano do que o próprio homem é um choque de realidade.
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Confesso que só assisti porque me obrigaram...mas me surpreendi. É um bom filme, passado o desespero dos primeiros minutos ao som de grilos.
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Achei o filme muito bom, porém uma coisa que me incomodou foi a questão do sotaque, e em alguns momentos dava a impressão de que Fabiano estava lendo as falas. Apesar de não ter seguido a ordem cronológica dos acontecimentos tal qual estão no livro, achei o filme bem fiel a proposta do livro.
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Nota: 8,7. Filme impressiona pelo seu tom realista: nas locações, preparação de atores, enquadramento do ambiente pela fotografia, etc. Todo o silêncio (ás vezes presente) e 'calma' contrastam com a secura da região, assim impondo um sentimento de desolação. Incrível é a pesquisa de N. Santos sobre uma parte da plural cultura nordestina; essa aparece bem detalhada, a película respira cultura, é um retrato social bastante fiel, e aí reside a inteligência do diretor uma vez que, convencer que o que se passa é o real é missão das mais difíceis no cinema. A metáfora do inferno, ao unir fotografia e texto, é a compilação poética do que defende o cineasta nesta obra; assim, prova um cinema novo vivo, pois chama atenção para a situação drástica de um Brasil esquecido, por classes sociais poderosas, que por meio desse esquecimento, age indiretamente para o modo de vida das personagens.
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Fotografia em preto e branco, característica que nos deixa com mais contraste à caatinga nordestina, enaltecendo a violência do sol.
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Já estive no Nordeste e achei que os cenários foram maravilhosamente retratados. Pelo mesmo motivo, acho que o sotaque da região, que é tão bonito, podia ter recebido mais cuidado (principalmente o do ator principal). Tirando isso, nossa gente... Que luxo esse filme. É tipo Nouvelle Vague só que no Brasil. #luxo #cinemanovo #atorescomproblemasdesotaque #lindomesmoassim
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Qualidade indiscutível! Vidas Secas foi o único filme brasileiro considerado como uma das 360 obras fundamentais de uma cinemateca pelo Instituto de Filmes Britânico. PORÉM, é entediante. parece filme mudo, são poucas falas. Se tivessem mais, talvez não fosse!
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A falta de diálogos é talvez a premissa fundamental do livro, para representar a própria secura das relações entre os membros da família. A secura da região e das condições sociais resulta na secura dos sentimentos, que se materializa na secura e ausência das palavras.
Colocar mais diálogos no filme seria matar o sentido original da obra, onde a ausência de diálogos é questão fundamental.
Acho que o possível tédio (eu particularmente não me entediei) se deve muito mais por ser uma obra de 50 atrás, preto e branco e com poucos recursos técnicos (portanto, não habitual ao nosso olhar de espectador do século XXI), do que necessariamente pelas poucas falas. No geral, gostei muito do filme. -
Quanto à secura de sentimentos ser resultado da secura da região e das condições sociais, ainda não tinha pensado por este ponto de vista.
O tédio, para mim, foi pela ausência de falas, pois já vi vários filmes antigos, que datam desta época, ou bem antes (como por exemplo: O Garoto de Charles Chaplin, um filme mudo) e não me entediei. Talvez o tédio, fosse por eu não ter entendido essa "ausência de falas"
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Se você assistir esse filme e leia também "O Quinze" da Rachel de Queiroz.
"O que é inferno?" ~tome um cascudo
Feliz foi a Baleia.
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"O que é inferno?" ~tome um cascudo
Pois é... a ignorância e brutalidade da mãe mutilando o desenvolvimento do filho. E nem podemos colocar a culpa apenas nas condições específicas da história, pois em outros lugares - e nas classes ricas - vemos esse tipo de coisa. Há também os cascudos simbólicos que podem até provocar mais danos.
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Tão bom quanto o livro, todo brasileiro devia ver esse filme, sem mais.
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desfecho da baleia foi o ápice
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Não, não foi real, a cadela era treinada e foi tudo uma simulação. O curioso é que na época houve essa mesma dúvida e reação da sociedade, inclusive internacional por onde o filme circulou. Quando o filme esteve em Cannes, uma condessa italiana se revoltou, acusando a produção de ter matado Baleia. A reação foi tão grande, que o pessoal mandou buscar Baleia do Rio e levar até a França, pra provar que ela tava viva. a própria France Air Lines deu a passagem da cachorra de graça.
No final de tudo, Nelson Pereira dos Santos ainda brincou: "Pior mesmo foi o papagaio. Ele ficou ressentido porque morreu primeiro e 'aquela cadela' é que foi pra Cannes"
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Grande clássico de Nelson Pereira dos Santos, história triste e ainda muito atual
na morte da cadelinha baleia não tem como não se emocionar
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Sim, o embrutecimento do coração humano nunca será um assunto ultrapassado.
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Este é o típico filme que merece ser revisto de tempos em tempos. Não somente pela rudeza da narrativa, a qual procura mostrar o quão o homem pode ser submetido a situações desumanas, mas, também, pela beleza da concepção visual proposta por Nelson Pereira dos Santos. É um filme que não precisa de palavras, e elas são poucas! Um filme que se faz pela expressão dos atores e pelas duras imagens que são expostas. A fotografia, de Luiz Carlos Barreto, consegue reforçar as sensações propostas pela direção. Assim, temos pessoas que são submetidas a situações extremas, tanto pelo homem quanto pelo ambiente. E, evidentemente, essa situação adversa reflete nas personalidades das pessoas e neste filme são retratadas com tamanho realismo que as próprias relações familiares são afetadas. Bela adaptação do romance de Graciliano Ramos... um sertão que dificilmente se esquece, tamanho o realismo das imagens.
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Para um filme ser revolucionário não precisa ser panfletário,excelente filme.
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Eu adoro essa história de Graciliano, apesar de muito triste... Gostei demais do filme também!
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Achei legal a ideia de que, no início, a imagem dos personagens "está vindo", e no final "está indo". Eles chegam não se sabe de onde e seguem também para um lugar desconhecido. É a ideia de Graciliano do "ciclo" da vida sertaneja que se repete, muito bem representada no filme.
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é um bom filme
graciliano era mestre
deu voz a um personagem singular e talvez um dos mais emblemáticos da nossa literatura:a cachorra Baleia
li o livro e me apaixonei por Baleia
isso só tinha acontecido antes quando li ''o cortiço'' e fui fisgado pela delícia da Rita Baiana -
kkkkkkkkkkkkkkkk Ainnnn Gente esse filme me traz lembranças ótimas da escola
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Um dos filmes mais maravilhosos do cinema brasileiro, poético e reflexivo o filme tem poucas palavras como muitos já disseram, mas as imagens do filme transmitem uma mensagem linda e incrível.
No final sabemos que só Baleia teve final feliz, a família teria de continuar fugindo da seca com a mesma vida miserável só para poder morrer depois.
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Li o livro antes de assistir o filme, apesar dos capítulos serem fora de ordem o filme é ótimo!
Um filme de poucas falas, para os que leram o livro e entenderam, ele foi escrito com muitos pensamentos, esse é o real motivo das poucas falas ao longo do filme.
A "música" do carro de boi que toca no começo e no fim do filme, passa ao público o mínimo do sofrimento vivido pela família de Fabiano.
Recomendo! -
O peso do filme, as poucas falas, a "lentidão" ajudam a transmitir a ideia de sofrimento, de seca. Achei muito bom!
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Assisti depois de ter lido o livro, para estudar para uma prova e só me deu dor de cabeça. É muito cansativo e não é fiel ao livro, visto que os capítulos estão fora de ordem e tal. Além do que a música (?) que toca no começo e no final do filme me deu uma dor de cabeça insuportável. Só serviu pra me mostrar ainda mais que o livro vai ser sempre melhor que o filme, e que isso acontece já faz muito tempo.
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Filme muito realista, roteiro muito bom, direção boa também de mostra de forma clara a situação do nordeste brasileiro a mais de 50 anos atras onde a tecnologia no Brasil era muito mínima.enfim, filme muito bom.
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Cansativo, mas não penso que seja diferente da obra, apesar de nunca tê-la lido. Como sabemos, "Vidas Secas" é um livro de pouquíssimos diálogos, e no filme não acontece diferente. Talvez por isso seja pesado e cansativo...
Ah, e gostei da forma como retrata a vida no sertão brasileiro, bem fiel. -
é um clichê dizer que um filme adaptado nem se compara à obra da qual foi extraído, mas não é clichê o filme ser mais cansativo que a mesma, né?
embora a leitura de Graciliano Ramos possa ser vista como pesada, assistir esse filme até o final garanto que é bem mais "puxado". sem mais. -
Um filme beeem pesado e cansativo, mas creio que o é propositalmente, e retrata muito bem a obra! Ótimo, adorei.
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Obra máxima da nossa literatura, Graciliano Ramos fez com que um tema regional brasileiro fosse entendido por todo mundo através da sua linguagem universal (traçando aspectos conhecidos por todos, como a dor, fome, desamparo, injustiças sociais que assolam a humanidade, gerando densos conflitos psicológicos) ao retratar o tema da seca do Nordeste. Assistir no colégio :D :D
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O drama dos retirantes nordestinos contado de forma árida por Nelson Pereira dos Santos, com diálogos econômicos e com uma das mais impressionantes fotografias que já vi!
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Vidas Secas é um ótimo filme brasileiro.
Um dos maiores clássicos do cinema nacional, adaptação de uma obra literária, Vidas Secas é tudo que eu poderia esperar deste filme. Desolador, melancólico, Vidas Secas mostra como a miséria condiciona a vida das pessoas. Um homem e uma mulher conversando, sem dar atenção um ao outro, o filho que procura o carinho do pai e não recebe nada em troca.
É a indiferença aos sentimentos que dá espaço ao instinto de sobrevivência. Ótimo filme, obrigatório para todos que querem conhecer as obras-primas do cinema brasileiro.
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Não é nada em relação ao que o livro é. Para mim, uma imensa decepção. A adaptação deixou muito a desejar. Nada de inovador na fotografia ou em qualquer outra coisa. Não gostei (acho que por esperar mais no sentido da carga emocional que há no livro).