As memórias da infância de Terence Davies serviram de inspiração para o filme, que é dividido em duas partes filmadas com 2 anos de diferença. Quem diria que da cinzenta e miserável Liverpool Pós-II Guerra fotografada em cores sombre, sairia algo tão sublime e poético como Distant Voices, Still Lives... música e cultura popular como salvação, expressão direta dos sentimentos, emoção profundamente sentida, como um gatilho da memória, a ultima esperança, o último raio de fé... quando a vida nos oprime, encontramos na arte uma forma de redenção. Uma das coisas mais lindas e emocionantes que eu já assisti, melhor filme sobre exorcismo de memórias desde O espelho do Tarkovski.