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Divorciada recentemente, a cientista norueguesa Marie passa seus dias fiscalizando pistas de esqui, enquanto evita deliberadamente seu ex. O orgulho do instituto de medida onde trabalha é um quilo de peso perfeito, modelo para todas as medições do país, que Marie deve levar para uma grande conferência na França. É sua primeira vez no evento, e a primeira vez que seu pai, colega seu e uma lenda entre cientistas, não vai estar presente. Quando uma emergência familiar abala Marie, ela se vê forçada a encarar novos universos. Festival de Toronto 2014
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blog Pitada Cult de Cinema:
"1001 Gramas" dirigido por Bent Hamer (Caro Sr. Horten - 2007) é um filme interessante, porém pode não chamar tanta a atenção por conta do tema inusitado e a narrativa lenta, mas em seu desenrolar acaba surpreendendo e metaforiza de maneira incrível sobre os pesos e as medidas da vida.
Divorciada recentemente, a cientista norueguesa Marie (Ane Dahl Torp) segue rigidamente o roteiro de seu trabalho. O orgulho do instituto de medida onde trabalha é um quilo de peso perfeito, modelo para todas as medições do país, que Marie deve levar para uma grande conferência na França. É sua primeira vez no evento, e a primeira vez que seu pai, colega seu e uma lenda entre cientistas, não vai estar presente. Quando uma emergência familiar abala Marie, ela se vê forçada a encarar novos universos.
Marie tem uma vida toda equilibrada, mas se sente só, seu único contato é com o pai, um famoso cientista e companheiro de trabalho, ela é uma pessoa fria e triste, seu ex-marido está aos poucos levando todos os móveis de sua imensa casa, o que caracteriza um vazio que se nega a enxergar. Sua única distração é visitar seu pai na fazenda, porém as coisas pioram quando ele adoece e para continuar a seguir o desejo dele vai até a França para a convenção dos quilos. Lá, ela conhece Pi (Laurent Stocker), que deixou as certezas e os números de lado para encarar as possibilidades da vida. Os melhores diálogos do filme se dão no momento em que o dois estão juntos...
O filme tem um ritmo lento e a frieza da protagonista incomoda, o tema é inusitado, mas metaforiza de maneira incrível sobre os pesos e as medidas da vida. Ao final me surpreendi, entendi a personagem e até me emocionei.
"A carga mais pesada da vida é não ter nada para levar."
Ahhhhhhhh...que filme ruim!! Só eu "mermo" pra assisti isso!!
Um filme que parece uma coisa mas é outra e que demora um pouco para cativar o espectador, interessá-lo. Além disso, tem praticamente apenas uma anedota no final, mas acho que valeu a pena chegar até lá. É curto, ou melhor, feito na medida certa. Ou no peso certo, para combinar com um de seus temas: pesos e medidas.
Achei o tipo de filme que a gente começa a ver e acha que vai desistir. Depois insiste, porque a fotografia é maravilhosa e a trilha sonora é linda e agrada muito. Aí a gente continua vendo e vai se envolvendo, porque as cenas vão cativando, tendo até partes comoventes. As atuações são ótimas, a atriz tem um perfil frio, vazio, que chega a tocar seu coração. Depois acaba gostando muito, porque o roteiro é bem diferente e interessante.Confesso que fiquei surpresa, acabei adorando e me envolvendo com eles.