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FILME DE TERROR, na acepção mais legítima do termo. Assim é essa pérola das história de assombração. Na trama, um cientista especializado em desmantelar casos sobrenaturais, o Dr. Lionel Barret (Clive Revill), é contratado para integrar a equipe responsável por investigar a "casa do inferno".
Os médiuns Benjamin Franklin Fischer (Roddy McDowall) e Florence Tanner (Pamela Franklin) também integram o grupo de especialistas que se incumbem de enfrentar as forças do além, que habitam a mansão. A esposa do Dr. Barret também o acompanha - para cumprir a função de dar trabalho.
A jovem Florence, que possui uma mediunidade à flor da pele, logo atrai a antipatia do cientista, que tentará refutar a existência do Mal naquele lugar. Mas, aos poucos, o quarteto desperta algo que não aprecia sua presença.
Paranoia e desconfiança por parte do Dr. Barrett, que duvida dos argumentos apresentados por Florence (a maior vítima dos eventos macabros) e Fischer, único sobrevivente de uma incursão anterior pela casa.
A direção segura de John Hough investe em efeitos discretos, com uma direção de arte que ora remete à beleza dos filmes de Mario Bava. Basta reparar na decoração da casa, sobretudo no quarto ocupado por Florence.
O clima tétrico é valorizado pela trilha atmosférica, e a relação dicotômica entre misticismo e ciência ganha um tratamento sóbrio e até verossímil.
Louis Bloom (Jake Gyllenhaal) é uma figura fascinante, daquelas que a gente ama e odeia, mas não consegue ficar indiferente. Desempregado em Los Angeles, ele sobrevive à custa de golpes e digressões de todo tipo. Ao se deparar com um acidente e vítimas fatais, ele descobre o filão do cinegrafista freelancer, que grava tais acontecimentos e vende as imagens para estações de TV.
O sujeito faz o serviço como ninguém, não se furtando em capturar detalhes mais mórbidos de acidentes e assassinatos. Como resultado, obtém carta branca e exclusividade numa pequena emissora - além da própria ousadia, usando um bocado de chantagem.
Quais os limites da ética? Na medida em que avança no sucesso de seu ofício, Lou demonstra um comportamento predatório e até criminoso, removendo qualquer obstáculo que venha a encontrar. Toda a esperteza e vivacidade se transforma em um comportamento deveras repugnante.
Dan Gilroy (diretor e roteirista) ffilmou uma cidade perigosa e bonita, de pessoas desprovidas de humanidade e movidas a interesses. as tomadas noturnas evidenciam esse aspecto selvagem, com cenas recorrentes de hostilidade.
Sobra espaço para o suspense; pelo menos duas sequências são tensas e eletrizantes. E o protagonista, apesar de abjeto, esbanja carisma.
Últimos recados
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
Andrew Garffield encabeçou o cast de duas produções sobre a é em 2016: "Até o Último Homem", de Mel Gibson e este belíssimo trabalho de Martin Scorsese. Embora tratem de um assunto em comum, o filme de Mel Gibson tem uma tônica mais visceral, enqanto Silêncio ffaz juz ao título.
Na trama, dois jesuítas desembarcam em um Japão do século XVII, totalmente avesso ao cristianismo. Ou QUASE totalmente, posto que muitos habitantes da terra do sol nascente ansiavam pela espiritualidade levada pelos padres. E pagaram caro por isso.
Como era de se esperar, Scorsese realizou uma obra densa e reflexiva, em que os valores são postos à prova, mas es estendem para além de símbolos e aparências.
A cinematografia de Rodrigo Prieto captura belíssimas paisagens, que contrastam com a crueldade lhana dos japoneses e o sofrimento que eles impingem aos sacerdotes.