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É um filme com uma dinâmica interessante e uma ótima crítica social, mas acho que a ideia poderia ter sido mais trabalhada. Gostei do começo e da ideia de que os espíritos habitam nos mais fracos, mas acho que o filme se perdeu em alguns pontos. Os personagens que sobrevivem poderiam ter sido mais desenvolvidos, assim como a relação entre a mãe das crianças e o próprio pai dela, que é o avô das crianças. Também achei meio jogado o surto daquela mulher, que pareceu ter sido usada apenas como uma forma de acelerar a morte dos personagens e fazer a história avançar. No fim, achei a proposta interessante, mas não recomendaria dedicar seu tempo para assistir.
Então, A Última Casa foi super interessante. Quando vi que era com Wagner Moura, fiquei bem surpresa e isso me animou mais para ver o filme. Eu não tinha entendido que era um filme internacional com ele, achei que fosse nacional. Acho que ele atua muito bem e isso também faz o filme ser tão bom, porque ele consegue entregar tudo de si em qualquer personagem.
Achei a premissa interessante. Pelo trailer, achei que seria algo de fantasma, mas foi algo além. Gostei da ideia de eles ficarem presos dentro de casa e de como conseguiram se adaptar: inventaram armadilhas, cultivaram alimentos, racionaram a água e criaram formas de sobreviver.
Os monstros eu não achei tão assustadores, mas também não é um super problema. Algumas coisas, porém, foram meio superficiais, como a garota ser mordida, tomar um remedinho e melhorar, sendo que uma infecção naquela condição seria muito pior. Mas a gente finge que não viu.
Gostei também de como trabalharam o Jason, que passa o filme agindo no modo sobrevivência e matando os animais, até que no final vê o bichinho e parece repensar tudo. Achei conveniente, mas não vejo como um problema.
Não me incomoda o filme não explicar o que são os monstros, porque não precisa de uma explicação para ser interessante. Mas gostaria de entender como eles conseguiram prender as pessoas e como aquilo funcionava.
E a cena do cachorro me deixou triste. Entendi que ele estava sofrendo e que uma hora ou outra morreria. Às vezes, um dos maiores atos de amor é entender que seu bichinho está sofrendo e que aquilo não é bom para ele. Agora, a parte de sugerir ele como comida eu não sei se conseguiria, mas entendo que as coisas poderiam chegar ao extremo. É igual aos sobreviventes do voo 571 que comeram uma pessoa: claramente não queriam, mas não tinham escolha.