Luana de Alcantara Jordão
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"Turning Red", directed by Domee Shi and released by Pixar in 2022, is a vibrant, fun, and courageous metaph[spoiler][spoiler]or for the emotional whirlwind that comes with early adolescence.
The story follows Meilin "Mei" Lee, an overachieving 13-year-old girl who is fiercely loyal to her circle of friends and deeply devoted to pleasing her overprotective mother, Ming. Everything changes drastically when Mei wakes up to discover that, due to an ancient ancestral blessing, any intense emotion—be it anger, shame, or excitement—causes her to transform into a giant red panda.
The film's greatest triumph is its unpretentious and honest approach to puberty. The red panda serves as a brilliant analogy not only for hormonal changes and menstruation (a topic rarely handled with such natural ease in animation), but also for the loss of control over one's own feelings. Rather than villainizing this inner "monster," the story posits that growing up is about embracing all aspects of who we are—including the loud and imperfect ones.
Visually, the production stands out by blending Pixar's signature aesthetic with strong influences from '90s and 2000s anime (such as Sailor Moon). The pacing is energetic, packed with exaggerated expressions and a vibrant color palette that captures the chaotic energy of a 13-year-old girl. Set in Toronto in the early 2000s, the backdrop—complete with the craze over the fictional boy band 4Town—adds a delightful layer of nostalgia for older audiences.
At its core, however, the movie centers on the suffocating yet loving dynamic between mother and daughter. Transitioning from childhood to adolescence often requires breaking family expectations to forge one's own identity. The script addresses generational trauma and the pressure of perfectionism with nuance, illustrating that maternal love must also leave room for a child's individuality.
"Turning Red" succeeds by being unapologetically authentic. It is a witty, moving, and vital film that reminds us that growing up is a messy process, but we don't have to hide our inner panda to be worthy of love.

tradução
Lançado pela Pixar em 2022 e dirigido por Domee Shi, "Red: Crescer é uma Fera" (Turning Red) é uma metáfora vibrante, divertida e corajosa sobre o turbilhão emocional que acompanha o início da adolescência.
A história acompanha Meilin "Mei" Lee, uma garota de 13 anos, ávida por notas altas, leal ao seu grupo de amigas e extremamente dedicada a agradar sua mãe superprotetora, Ming. Tudo muda drasticamente quando Mei desperta e descobre que, devido a uma antiga bênção ancestral da sua família, qualquer emoção mais intensa — como raiva, vergonha ou empolgação — a transforma em um panda-vermelho gigante.
O grande triunfo do filme é a forma despretensiosa e honesta como aborda a puberdade. O panda surge como uma analogia brilhante não apenas para as transformações hormonais e a menstruação (um tema raramente abordado com tanta naturalidade na animação), mas também para a perda do controle sobre as próprias emoções. Em vez de vilanizar esse "monstro" interior, a narrativa defende que amadurecer envolve abraçar todas as nossas facetas, inclusive as mais barulhentas e imperfeitas.
Visualmente, a produção se destaca ao misturar a estética clássica da Pixar com influências marcantes dos animes dos anos 90 e 2000 (como Sailor Moon). O ritmo é ágil, repleto de expressões exageradas e uma paleta de cores vibrante que traduz perfeitamente a energia caótica de uma jovem de 13 anos. A ambientação no início dos anos 2000, somada à febre da boyband fictícia 4Town, adiciona uma camada deliciosa de nostalgia para o público adulto.
Porém, o coração do filme reside na relação de amor e sufoco entre mãe e filha. A transição da infância para a adolescência muitas vezes exige quebrar expectativas familiares para construir a própria identidade. O roteiro lida com o trauma intergeracional e a pressão pelo perfeccionismo de maneira sensível, mostrando que o amor maternal também precisa dar espaço para a individualidade do filho.
"Red: Crescer é uma Fera" acerta ao ser autêntico. É uma obra bem-humorada, emocionante e necessária que ensina que crescer é um processo confuso, mas que não precisamos esconder o nosso "panda interior" para sermos amados.

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