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Após o sucesso estrondoso do primeiro filme, a Warner deu total controle criativo a Tim Burton. Mas enquanto no antecessor o diretor ainda sofria com as rédeas do estúdio, aqui ele exagerou bastante. Transformar o mafioso Pinguim em um mutante grotesco - e a ideia de ele ser vendido como herói do povo e futuro prefeito de Gotham - é bem difícil de engolir. Mais uma vez, Michael Keaton está ruim e apagado; quem rouba a cena mesmo é o Pinguim e a Mulher-Gato (Michelle Pfeiffer está ótima). O longa não tem tanta ação quanto o primeiro e, por algum motivo, as cenas de luta são bobas.
É um filme intragável e contém uma sucessão de atrocidades como o excesso de piadinhas (umas trinta sobre gelo), cenas infames (a do cartão de crédito), e efeitos de comédia pastelão durante as lutas, close-ups de uniforme destacando bundas e mamilos. Péssimo. Uma curiosidade: existe fan edit famoso chamado Batman & Robin: De-Bat-Carded Edition que elimina essas galhofas.