A ação concentra-se nas escadas de um bairro pobre e conta a derradeira desventura de um velho cego, que teve sua caixa de esmolas – seu ganha-pão oficializado - roubada. Adaptação, à maneira de uma parábola, da peça homônima de Prista Monteiro.
Em seus exatos 34 segundos de filme, Manoel de Oliveira adverte:
"Este filme, embora se passe como realidade de um bairro pobre e popular, não será mais do que a antiga fábula dos anacronismos e diferenças sociais do Mundo de hoje".
A Caixa é uma provocante parábola neo-realista, com alguns traços surrealistas, onde a deficiência humana que fica mais evidente e contundente, não é cegueira visual, mas sim a moral.
O mundo ainda vai continuar tendo muita gente querendo meter a mão nas caixas dos ceguinhos...
Toda a narrativa se passa num típico bairro de Lisboa, ou melhor, nas escadinhas de São Cristovão, na Mouraria, onde circulam diariamente crianças, desempregados, vagabundos, prostitutas, pintoras de rua, músicos, turistas e todo tipo de vendedores ambulantes. São personagens populares, pobres, sem máscaras. Um dos pontos altos do filme é a forma como ele se mistura com a linguagem do teatro (incluindo números de dança e temas musicais) e com a própria vida. São na verdade dimensões complementares e inseparáveis de uma mesma realidade. Como já é de praxe, cada plano do mestre Manoel de Oliveira é uma pequena obra de arte. O resultado final é uma grande parábola acerca da condição humana.
Em seus exatos 34 segundos de filme, Manoel de Oliveira adverte:
"Este filme, embora se passe como realidade de um bairro pobre e popular, não será mais do que a antiga fábula dos anacronismos e diferenças sociais do Mundo de hoje".
A Caixa é uma provocante parábola neo-realista, com alguns traços surrealistas, onde a deficiência humana que fica mais evidente e contundente, não é cegueira visual, mas sim a moral.
O mundo ainda vai continuar tendo muita gente querendo meter a mão nas caixas dos ceguinhos...
Toda a narrativa se passa num típico bairro de Lisboa, ou melhor, nas escadinhas de São Cristovão, na Mouraria, onde circulam diariamente crianças, desempregados, vagabundos, prostitutas, pintoras de rua, músicos, turistas e todo tipo de vendedores ambulantes. São personagens populares, pobres, sem máscaras. Um dos pontos altos do filme é a forma como ele se mistura com a linguagem do teatro (incluindo números de dança e temas musicais) e com a própria vida. São na verdade dimensões complementares e inseparáveis de uma mesma realidade. Como já é de praxe, cada plano do mestre Manoel de Oliveira é uma pequena obra de arte. O resultado final é uma grande parábola acerca da condição humana.