Em 2010, David Crowley, veterano do Iraque, aspirante a cineasta e voz carismática e emergente em políticas marginais, iniciou a produção de seu filme, "A Gray State". Situado em um futuro distópico distante, onde as liberdades civis são pisadas por um governo federal irrestrito, o trailer financiado pela multidão do filme foi recebido com entusiasmo pela crescente comunidade online de libertários, ativistas do Tea Party e membros da nascente extrema direita. Em janeiro de 2015, Crowley foi encontrado morto com sua família em sua casa suburbana de Minnesota. Suas mortes chocantes rapidamente se tornam uma causa célebre para os teóricos da conspiração que especulam que Crowley foi assassinado por um governo sombrio preocupado com um cineasta que estava muito perto da verdade sobre seus objetivos.
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Perturbador, a filha narrando o que parece ser a cena do que viria a acontecer é realmente assustadora. senti falta de mais informações sobre Komel; tb não gostei do fato de, com exceção das amigas de Komel, todos os entrevistados eram homens. A cena final com certeza foi pra dar um alívio psicológico, depois da história terrificante. É um verdadeiro filme de terror.
não sei o que se passa pela cabeça das pessoas que dão nota menor que 3 estrelas para esse documentário.
talvez seja por terem ficado chocadas demais?
Quando você se afunda em algo tão profundamente, quando está completamente perdido, você tem apenas 3 opções depois: ou você foge daquilo (algo que se torna difícil com o tempo) ou você busca uma solução envolvendo o assunto (quase sempre é impossível, quando é algo muito profundo e complexo, exemplo o que ele se envolveu) ou você acaba louco... (o que acontece com bastante frequência, principalmente pela decepção e paranoia que se envolve sobre aquilo e no final não se consegue uma solução ou sucesso quê previu) História muito triste, mostra como o pós guerra afeta uma mente e pode acabar com uma família.
História intrigante e até um pouco triste, após assistir fiquei com muitos questionamentos ,mais infelizmente sem nenhuma resposta concreta para eles, para quem gosta de documentários, recomendo.
Para mim, é um documentário fundamentalmente reprovável, ao empregar sua estrutura semi-hagiográfica, até determinado ponto, para celebrar a memória de David Crowley, o aspirante a diretor e ex-combatente no Iraque e Afeganistão, encontrado morto ao lado da esposa e filhinha de 5 anos. A autoria do crime está em cheque, ao menos para nós, pois o diretor Erik Nelson sabe muito bem qual é a conclusão retirada das evidências, mesmo que tente tapear o espectador a crer o contrário.
Faz isso através de depoimentos de familiares, amigos e colegas de trabalho de David que dão testemunho sobre sua personalidade descontraída e determinada, bem como oferecem comentários sobre sua esposa e seu casamento (ela era muçulmana; depois convertida ao cristianismo, talvez isto repercuta no crime). Imagens de arquivo também são apresentadas, todas elas revelando o ideário anti-establishment do biografado e a rejeição à autoridade estatal, o marido e pai amoroso e dedicado e o cineasta promissor que porventura poderia se tornar. O esforço metalinguístico é intrigante, empregando a estrutura do roteiro descrita dentro do documentário a fim de abordar a evolução da própria investigação de um crime hediondo.
Tais méritos narrativos vêm a custo do quê? Da dissimulação de Erik Nelson, que tenta barganhar a teoria da conspiração difundida em blogs e canais de YouTube, somente para disfarçar a verdade e encenar outra paralela, desvalorizando, com isto, todas as vidas tragicamente perdidas até não ser mais possível esconder o que houve. Por mais que possa admirar, intelectualmente, isto que posso descrever como 'malícia narrativa', meu lado ser humano gritou mais alto e não pôde engolir a maneira com que a tragédia. Imperdoável e desnecessário, até mais do que a cena envolvendo um cachorro que encerra a narrativa.
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