Quando seu pai adoece, uma jovem assume o posto de telegrafista em uma solitária estação de trem no Oeste americano. Em pouco tempo, ela recebe a informação de que o próximo trem chegará trazendo o dinheiro de uma companhia de mineração. O dinheiro chega, mas uma dupla de ladrões pretende roubá-lo. Sozinha, buscando por ajuda, ela precisará segurar os bandidos até conseguir alguma.
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Esse curta exemplifica bem a transição para a segunda fase do Primeiro Cinema. Griffith explora os sentimentos e a vida da protagonista e mais da metade do filme se passa até que o 'drama' comece; de modo que já nao é mais uma moça qualquer em perigo, é uma moça que está apaixonada, que trabalha para ajudar o pai doente, criativa e rápida para se proteger e pedir ajuda. Suas emoções são mais claras para quem assiste pois agora há o uso dos planos aproximados. Griffith melhorava a cada trabalho.
Griffith mandou super bem nos posicionamentos de câmera para tornar mais expressivo o drama da moça.
Esse pequeno filme já contém praticamente todos os elementos que tornariam Griffith conhecido como o "Pai da linguagem cinematográfica", tais como o frequente uso do plano americano (que permitia maior proximidade da câmera em relação ao ator, permitindo assim, atuações mais contidas e c\ menos gestual) e também o surgimento de sua marca registrada: a montagem paralela (o "enquanto isso") que permitia o desenrolar de duas ações, ao mesmo tempo, em locais diferentes. Obs: reparem no ritmo acelerado que esse filme possui (para os padrões da época), resultado do grande número de cortes utilizados na montagem. Obra-prima indiscutível!