Dirigido por
Duração
O lendário diretor Arturo Ripstein volta à ativa com a bizarra história real que ganhou as manchetes dos jornais mexicanos em 2009: o assassinato dos irmãos anões Alberto e Alejandro Jiménez. Famosos por participarem de lutas-livre em todo o país, os irmãos foram drogados por duas mulheres que pretendiam assaltá-los. No entanto, as doses cavalares de remédios acabaram por transformar o roubo em assassinato. Sob a direção obsessiva de Ripstein, a notícia sensacionalista torna-se uma plataforma de estudos e um exame irônico de uma Cidade do México marginalizada. Festival de Toronto 2015.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
um amontoado de vidas desgraçadas que eventualmente se cruzam para o pior...
A rua da amargura traz diversas figuras transitando à margem da sociedade mexicana. Muitos deles como os lutadores gêmeos e as prostitutas da terceira idade transbordam em curiosidade, assim como a forma que a vida destes personagens se cruzaram num evento trágico ocorrido em 2009. O tom preto e branco da fotografia realça ainda mais o senso de angústia e deserção de onde se desenrola a história.
Certamente este é um daqueles filmes desconhecidos que não se deve deixar passar batido.
O que carrega o filme são os personagens bizarros e marginais e suas relações doentias e o preto e branco que destaca a precariedade daquele local. O tal mote da trama, destacado na sinopse, é o de menos e fica em segundo plano.Apesar de alguns problemas de ritmo na primeira parte, vale ver.
Um filme de arte em PB com senso estético apuradíssimo. Novamente Arturo Ripsten, diretor de obras primas como A Perdição dos Homens, usa a periferia mexicana como pano de fundo de histórias incomuns, nesse caso o assassinato de dois irmãos anões praticantes de lucha libre.