Diante de uma cultura obcecada por sexo, uma montanha de estereótipos e equívocos e uma falta de pesquisas sociais ou científicas, os assexuais - pessoas que não apresentam atração sexual - lutam para afirmar a sua identidade.
(A)sexual acompanha o crescimento de uma comunidade que apresenta nenhuma atração sexual. Em 2000, David Jay se assumiu para seus pais. Ele era assexual e estava bem com isso. E ele não estava sozinho. Estudos mostram que 1% da população é assexual. Mas em uma sociedade obcecada pelo sexo, como você lida com a vida como um forasteiro? Combinando entrevistas, cenas reais e animação com humor destemido e imagens da cultura pop, David e os nossos quatro outros personagens lidam com esta questão universal e os resultados podem surpreendê-lo.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
gente puramordedeus faz uns 5 anos que eu procuro legenda pra esse filme e não acho, alguém tem link?
SOS
Tive a sorte de me encaixar em um grupo de amigos que não me julgaram e inclusive se interessaram em aprender mais sobre a minha assexualidade. "(A)sexual" é um documentário que explica o básico do que você precisa saber, caso tenha interesse em ampliar seus conhecimentos sobre o grande leque de sexualidades existentes ou então caso esteja com dúvidas quanto à sua (falta de) sexualidade. Assim como a homossexualidade e qualquer minoria, é obviamente mais fácil de entender e de se identificar se você fizer parte dessa minoria. Já passei pela maioria das experiências relatadas, desde me "testar" tendo relações sexuais e românticas com ambos os sexos, como também perceber que eu realmente me sinto bem estando solteiro e que (no momento) não tenho interesse em relacionamentos. Porém, diferente de David Jay, que se submeteria a incluir sexo em seus relacionamentos para torná-los mais simples, eu simplesmente não conseguiria (não que esse pensamento não tenha cruzado pela minha mente). Nos meus piores momentos de dúvidas, a pergunta que me fiz foi: "O que eu realmente quero com as pessoas?". E se daqui a trinta anos eu repentinamente tiver vontade de me envolver sexualmente com pessoas, beleza. O importante é sempre dar espaço para se descobrir mais e mais.
Obviamente, é fácil imaginar alguém que não sente atração sexual por pessoas de nenhum gênero ou não deseje ter parceiros (embora existam assexuais autodeclarados que se sentem atraídos por outras pessoas, se identificam com alguma orientação sexual, têm fetiches e/ou parceiros românticos) e as reivindicações dos assexuais são válidas (não-sexualização e não-objetificação, basicamente um posicionamento contra grupos/pessoas que se sentem no direito de dizer o que outros precisam sexualmente). A questão é delicada, controversa e mais sobre não desejar ou repensar as formas de intimidade, pois supõe-se que, não houve abuso ou experiência traumática e os assexuais não têm nojo descomedido de sexo, apenas não querem fazer ou nasceram dessa forma. Sendo assim, a assexualidade está mais próxima da bi/pansexualidade ou como alguém diz, "é poliamor faltando algo" e é quase uma identidade transgênera ao mesmo tempo, uma vez que assexuais podem se sentir atraídos por uma ou várias pessoas, ter relações românticas e não "se entender" com seu órgão sexual (podem se masturbar somente como uma "função biológica"), mas nem mesmo os "idealizadores" entendem tão claramente o que seja tudo isso e, no fim, fica claro o perigo que é se apegar demais ao termo. É surpreendente, a argumentação do colunista de sexo é divertida, a parte que os assexuais vão a parada gay é hilária e, sinceramente, a figura central desse documentário, David Jay, é interessantíssima!
"Foi mais difícil me assumir assexual do que lésbica."
legalzinho
Acho que o fim acabou com todo o documentário...