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Sinopse
No início do século 20, o desaparecimento de uma menina deixa os moradores de Barcelona chocados quando a investigação leva a uma conhecida cafetina, que ficaria conhecida como “A Vampira de Raval”, uma fria serial killer de crianças.
O projeto de Lluís Danés tem um visual arrojado (em certa medida) e começa cheio de promessas ao espectador. Contudo, a partir de um determinado ponto da história, o filme passa a se valer de uma série de escolhas cafonas e mal engendradas.
O roteiro é interessante. Digo, a proposta de plot para a narrativa. Traz uma premissa ousada para um enredo indigesto: um jornalista passa a investigar uma rede de pedófilos em Barcelona e, aos poucos, vai descobrindo que homens poderosos estão por trás de toda a trama (sim, falta originalidade para uma história terrivelmente corriqueira na vida real).
Das atuações, destaco uma única: a de Bruna Cusí (e não é importante falar, mas mesmo assim irei dizer, o quanto ela me lembrou Virgínia Cavendish fisicamente). Cusí entrega a única atuação interessante em uma obra repleta de atuações melodramáticas ao extremo, caricatas e pouco convincentes.
Se, por um lado, o filme conta com uma cinematografia instigante de Josep M. Civit, que destaca o vermelho-sangue em meio ao preto e branco em alguns momentos, por outro, ele peca na ausência de textura da trama e das personagens, onde (quase) tudo parece forçado e fora do tom.
Pessoalmente, acho filme espanhol muito afetado, drama no nível máximo, e isso me incomoda bastante e acaba estragando um pouco o design da película que é bem interessante! Porém, o que ele tem de diferente e que vai além da afetação é que é pesado, muito pesado.
Decepcionante.
La Vampira de Barcelona (2020)
O projeto de Lluís Danés tem um visual arrojado (em certa medida) e começa cheio de promessas ao espectador. Contudo, a partir de um determinado ponto da história, o filme passa a se valer de uma série de escolhas cafonas e mal engendradas.
O roteiro é interessante. Digo, a proposta de plot para a narrativa. Traz uma premissa ousada para um enredo indigesto: um jornalista passa a investigar uma rede de pedófilos em Barcelona e, aos poucos, vai descobrindo que homens poderosos estão por trás de toda a trama (sim, falta originalidade para uma história terrivelmente corriqueira na vida real).
Das atuações, destaco uma única: a de Bruna Cusí (e não é importante falar, mas mesmo assim irei dizer, o quanto ela me lembrou Virgínia Cavendish fisicamente). Cusí entrega a única atuação interessante em uma obra repleta de atuações melodramáticas ao extremo, caricatas e pouco convincentes.
Se, por um lado, o filme conta com uma cinematografia instigante de Josep M. Civit, que destaca o vermelho-sangue em meio ao preto e branco em alguns momentos, por outro, ele peca na ausência de textura da trama e das personagens, onde (quase) tudo parece forçado e fora do tom.
Pessoalmente, acho filme espanhol muito afetado, drama no nível máximo, e isso me incomoda bastante e acaba estragando um pouco o design da película que é bem interessante! Porém, o que ele tem de diferente e que vai além da afetação é que é pesado, muito pesado.