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A blogueira cubana Yoani Sánchez construiu seu primeiro computador e criou um blog mesmo sem ter acesso à internet em casa. Hoje, sua página recebe milhões de visitantes por mês. Relatando seu cotidiano em Cuba e fazendo críticas ao socialismo, Yoani ganhou fama e prêmios internacionais. Alguns dizem que ela é uma agente da CIA, outros que luta pela liberdade de expressão. Depois de anos tentando obter permissão para viajar, a principal opositora dos irmãos Castro dentro da ilha veio ao Brasil, onde encontrou muita polêmica.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
A obra é boa, todavia curta.
Muitas questões ficam no ar.
O que penso ser proposital para que espectadores
façam o "dever de casa" e tirem suas próprias conclusões.
O fato de veículos midiáticos brasileiros classificados
como direitistas terem recebido e organizado os eventos
é um tanto estranho. Da mesma forma que a mesma
declara que os E.U.A. mantém um "apoio" de cerca de
20 milhões para ajudar opositores e dissidentes cubanos
como ela e que é difícil diferenciar o que é apoio do que é intromissão.
Sem deixar de mencionar vários prêmios jornalísticos que ganhou
sob critérios um tanto duvidosos. E que algumas declarações
contidas nesta obra alegam serem financiamentos disfarçados.
Em suma, vale uma boa pesquisa e reflexão.
As teorias que há em volta de Yoani, que ela é agente da CIA e etc. Esquerda e Direita, ambos os lados são muitos bem sustentados, eu sou totalmente imparcial e prefiro não entrar nessa treta, mas tem uma coisa que não entra na minha mente: sério, como você consegue acreditar que ela montou um pc sozinha?
Yoani Sanchez é um bom objeto para discussão do exercício das liberdades de maneira em geral, e como esperado, sua presença inflama extremistas de direita e esquerda. Em geral, entretanto, o documentário é insistente e repetitivo em retratar as manifestações contra a blogueira, cuja bandeira é revelada brevemente para dar lugar aquilo que o Senador Eduardo Suplicy chama com felicidade de "gritaria" (mas poderia ser um panelaço, caso os manifestantes fossem de direita), usando-as seja de forma crítica, pois em Cuba não haveria espaço para manifestações desta natureza, seja de forma irônica, e é curioso que Yoani, que tanto defendeu a liberdade de expressão, seja vítima dela.
Bater na mesma tecla faz com que o documentário perca sua força rapidamente, embora haja lapsos de comentários interessantes, como as contradições de Yoani, a revelação do cotidiano cubano, a opinião dos jornais internos e externos sobre a situações etc.
O comentário do Guilherme resume bem, no fim das contas o protagonista do documentário é essa guerra de extremos, em que muito se grita e pouco se escuta.
A diferença de uma boa trilha sonora num doc.