Czesnik Raptusiewcz (Janusz Gajos) divide o mesmo castelo que o odiado escrivão Milczek (Andrzej Seweryn). Ele quer se casar com a viúva Podstolina (Katarzyna Figura) e ambiciona suas propriedades, porém, ele não sabe que a própria Podstolina está procurando um marido rico. Consciente de sua aparência e sua falta de polidez social, Czesnik pede ajuda a Papkin (Roman Polanski) para que esse arranje o casamento. Papkin se faz ode conquistar e grande herói, sendo na verdade um covarde e fantasiador, mas ama de forma muito romântica Klara (Agata Buzek), tutelada e sobrinha do escrivão. Mas Klara está apaixonada pelo filho do escrivão, Waclaw (Rafal Krolikowski). Os jovens percebem que o seu amor está passando por uma grande prova, pois nem o pai de Waclaw - o escrivão, nem o tio e protetor de Clara - Czesnik, não pretendem aceitar este casamento.
Segue-se assim uma série de intrigas, mentiras, sequestro, acertos e desacertos desta comédia.
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Uma tentativa do mestre Wajda de mostrar versatilidade em seu cinema. A fotografia é honesta, e o ponto forte do filme é a construção dos diálogos e a magnífica atuação de Polanski. Os diálogos funcionam de forma lírica beirando o poética, perdendo sua essência quando assistido por quem não entende a língua. Porém, a essência do charme da musicalidade fonética que é, muito bem, empregada por Wajda permanece. O lado cômico é falho e pecável, porquanto o diretor não nos oferece momento algum de preparação. Nos primeiros minutos já nos encontramos jogados na trama, e a imersão torna-se pobre, levando em consideração que os principais aspectos metafóricos e alvos da sátira de Wajda sejam, a princípio, desconhecidos a quem se depara com o filme sem o devido conhecimento da contextualização deste.