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Duração
Este é o tipo de filme que todo militante deveria ter na sua coleção, pois, é um documentário que também pode ser chamado de registro histórico não por já ter 20 anos, mas sim por causa do foco e o "elenco" dele. O foco são os 100 anos da (farsa) abolicionista que libertou o povo negro da desumana e iracional escravidão. Podemos dizer farsa pois ela não mudou as relações sociais e desiguais da sociedade brasileira. Já o "elenco" é fantástico. É possível ver entrevista com Abdias, Lélia Gonzalez, Carlos Medeiros, Frei Davi, Benedita da Silva e dezenas de outros. Todos novos e na luta social pela mudança dos problemas sociais que o racismo impunha a todos os negros brasileiros.
Ver este filme com diversos militantes analisando aquela época pode ajudar a levantar muitas pergutas, como: Realmente o que mudou? Afinal em que avançamos? Onde erramos? O que conqistamos? O que falta conquistarmos ou melhorarmos?
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- documentário importantíssimo, deveria ser passado obrigatoriamente em todas as escolas
- desmistifica toda a historinha que tentaram vender de que a princesa isabel seria uma heroína e mostra como a escravização andou de braços dados com o capitalismo
- escancara como o racismo continuava e continua existindo e que para a grande maioria, da forma que foi realizada, a abolição realmente não existiu, apenas renegou a população a uma vida de pobreza, sofrimento e muita necessidade, sem serem tratados como pessoas e muito menos como cidadãos por muito tempo
- imagina se dessem terras e indenizações para os que estavam escravizados, como o país estaria bem mais justo e desenvolvido hoje. mas não, sempre os brancos ricos que ficam com tudo
"Meu Deus nada mudou nesse país.". Esse enunciado é muito atual ainda.
Interessante documentário. Porém, é bem datado em sua produção e tem alguns momentos que eu achei que o filme não sabia para onde ia. Também é válido colocar a duração dele, não é necessária ter quase três horas.
O exagero de duração também deu lugar aos exageros artísticos do diretor, com enormes sequências que não chegam a lugar nenhum, cenas repetidas, falta de uma narração lógica em muitas partes, fico muita coisa jogada pro espectador sem nenhum propósito.
A ideia e a realização do filme é fenomenal, infelizmente não foi bem executada e não garantiu um sorriso meu em muitas partes. Mais é válido ressaltar que mesmo com esses defeitos, é importante ser visto e descoberto pela massa, apresenta uma realidade infelizmente muito atual ainda e a presença dos depoimentos de várias personalidades dos mais diversos campos de atuação garantem o conteúdo do filme.
Belíssimo trabalho do diretor Zózimo Bulbul, muitíssimo importante! Fiquei bem feliz de ver no filme algumas das pessoas que mais admiro e poder assistir seus fortes comentários sobre esse Brasil triste, racista e que pouco faz pelos negros a não ser tratar-se de certificar um lugar minimo na história.
As mulheres entrevistadas são maravilhosas, meus olhos se encheram quando reconheci Thereza Santos, Lélia Gonzales, Benedita da silva - que no período de lançamento do filme havia acabado de ser eleita Deputada federal -, Beatriz Nascimento e a deusa Deize Nunes. O tom potente de indignação e denuncia me encantou, e por isso relevo algumas entrevistas que em meu ponto de vista eram duvidosas ou talvez desnecessárias.
O texto do moleque de rua ao final do filme, dito em alto tom para que seus amigos ali reunidos com ele escutassem, me cortou o coração </3 e sem duvidas guardarei comigo essa cena, bem como a reflexão profunda que ela me trouxe.
"O que seria do Brasil se não houvesse a raça negra, o sangue...?"
Triste ver que pouca coisa mudou desde 1988, ou melhor, desde 1888. Até quando?