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Data de lançamento
3 Março 1978Duração
Filme feito a “quente” sobre os dramáticos acontecimentos do rapto do industrial Hans-Martin Schleyer para troca com os líderes da “Facção do Exército Vermelho”, e a morte destes, “suicidados” na prisão. No filme participam nomes como Fassbinder, Alexander Kluge, Edgar Reitz e muitos outros.
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O longa não possui, como já era de se esperar, uma história fechada. Há sim uma ideia coesa e bem arquitetada, mas isso não é colocado de forma sequencial. Em muitos aspectos o filme é um documento de seu tempo, um instantâneo que tentava agrupar as principais ideologias em conflito no país e entender a atuação de cada grupo que as apoiavam, gerando diversas situações, questionamentos sobre a prisão de alguns cidadãos, críticas à censura que se estabeleceu nos meios de comunicação e exames metalinguísticos da própria ação dos cineastas e outros intelectuais nesse momento da História. Uma oportunidade rara, complexa, experimental e necessária para cinéfilos e interessados em História e Política.
“Houve inclusive uma vez
Em que os anjos de outubro vieram em maio,
Como anjos de outubro estrangeiros
À procura dos anjos de novembro locais.
Mas eles tinham sido mortos à tiros."
(aus Angelsbrucker Notizen)
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Encontrar uma explicação para o terrorismo não é uma tarefe simples nem um trabalho pra uma só pessoa. Levando em conta os devidos contrastes, o trabalho em conjunto se mostra bastante harmônico, com destaque especial para o de Fassbinder, interpretando a si mesmo em busca de respostas em relação a situação do terrorismo que o oprime (aterrorizado pelo poder exercido pela policia que justifica através do terrorismo muitas de suas ações excessivas contra aos cidadãos) e para o episódio de Volker Schlöndorff, que coloca em cena uma produção televisiva em nítido contraste com a escolha de um diretor ao colocar no ar a tragédia Antígona de Sófocles.
O filme termina com imagens da sepultura dos terroristas, metáfora para o eventual encerramento de um capítulo que aterrorizou cada um dos diretores naquele outono sangrento.
Sombrio, melancólico e desesperançado.
O ar histórico-político é pesado.