Filme importante por retratar, num país que tem a maior indústria do cinema (Bollywood supera em produção mesmo os Estados Unidos), o preconceito contra a homossexualidade na Índia.
É bom ver a força que o cinema gay indiano vem ganhando, principalmente nos aspectos técnicos. Mas para enredo, ainda falta um pouco. Como se trata de uma adaptação de fatos reais, poderiam ter nos dado um protagonista com alguma vida. Além do mais, a caracterização do personagem não convence ser uma pessoa de 63 anos.
" -Isto foi uma conspiração contra mim. -É por que você é gay? -Como alguém pode descrever meus sentimentos em três letras? É como poesia... Emocional. Algo que é profundo. Uma urgência incontrolável."
Até 2009 era ilegal ser homossexual na Índia, devido a uma lei que criminalizava atos sexuais contra a ordem da natureza.
Aligarh conta a história real de Siras, um professor respeitado de marata em uma das melhores universidades do país. Prestes a ser promovido e faltando poucos meses para sua aposentadoria, Siras é demitido com alegações de ir contra os princípios morais de sua universidade devido a sua preferência sexual. No filme dois homens invadem sua casa e o filmam tendo relações com outro homem. No dia seguinte as imagens são divulgadas pela mídia e assim começa a jornada de Siras contra a injustiça e preconceito.
O personagem Siras e o contexto em que o mesmo se encontrava me lembrou de Lucas do filme A Caça, ambos passam por injustiças imorais, ambos são pessoas normais e com personalidades reprimidas e que perderam todo o respeito que tinham da sociedade ao redor.
Alguns fatos são mostrados como críticas a cultura indiana conservadora. Como pessoas independentemente de sua classe social ou educação acabam naturalmente tendo uma moral machista, ou como o ato de gravar uma pessoa em seu ato íntimo não é imoral ou desrespeitoso mesmo a vida daqueles gravados sendo praticamente mergulhada em humilhação e desrespeito.
O filme estreou em Busan International Film Festival e foi aplaudido de pé no final. Aligarh não é como nenhum outro filme de bollywood que eu já assisti até hoje devido a sua maturidade e seriedade, ele te leva em uma jornada em que você sente empatia pelo personagem e também sente suas dores e injustiças, no final há um sentimento geral de tristeza e perca de fé pela humanidade. Mas o assunto com que essa biografia lida, incentiva quem vê a refletir sobre o assunto e discutir sobre a discriminação e intolerância no mundo moderno.
Não tem nem o que falar da excelente atuação! Tanto do protagonista Manoj Bajpayee, como de Rajkummar Rao que interpreta um jornalista e dá um show de carisma no meio de um mundo imoralmente corrupto.
Filme importante por retratar, num país que tem a maior indústria do cinema (Bollywood supera em produção mesmo os Estados Unidos), o preconceito contra a homossexualidade na Índia.
o ritmo, a narrativa me deram cansaço - nada que depois volte ao centro da trama.
intenso, tenso, triste tanto quanto reflete no final. infelizmente baseado numa história real. e surpreende mais com as informações nos créditos.
É bom ver a força que o cinema gay indiano vem ganhando, principalmente nos aspectos técnicos. Mas para enredo, ainda falta um pouco. Como se trata de uma adaptação de fatos reais, poderiam ter nos dado um protagonista com alguma vida. Além do mais, a caracterização do personagem não convence ser uma pessoa de 63 anos.
" -Isto foi uma conspiração contra mim.
-É por que você é gay?
-Como alguém pode descrever meus sentimentos em três letras? É como poesia... Emocional. Algo que é profundo. Uma urgência incontrolável."
Até 2009 era ilegal ser homossexual na Índia, devido a uma lei que criminalizava atos sexuais contra a ordem da natureza.
Aligarh conta a história real de Siras, um professor respeitado de marata em uma das melhores universidades do país. Prestes a ser promovido e faltando poucos meses para sua aposentadoria, Siras é demitido com alegações de ir contra os princípios morais de sua universidade devido a sua preferência sexual. No filme dois homens invadem sua casa e o filmam tendo relações com outro homem. No dia seguinte as imagens são divulgadas pela mídia e assim começa a jornada de Siras contra a injustiça e preconceito.
O personagem Siras e o contexto em que o mesmo se encontrava me lembrou de Lucas do filme A Caça, ambos passam por injustiças imorais, ambos são pessoas normais e com personalidades reprimidas e que perderam todo o respeito que tinham da sociedade ao redor.
Alguns fatos são mostrados como críticas a cultura indiana conservadora. Como pessoas independentemente de sua classe social ou educação acabam naturalmente tendo uma moral machista, ou como o ato de gravar uma pessoa em seu ato íntimo não é imoral ou desrespeitoso mesmo a vida daqueles gravados sendo praticamente mergulhada em humilhação e desrespeito.
O filme estreou em Busan International Film Festival e foi aplaudido de pé no final.
Aligarh não é como nenhum outro filme de bollywood que eu já assisti até hoje devido a sua maturidade e seriedade, ele te leva em uma jornada em que você sente empatia pelo personagem e também sente suas dores e injustiças, no final há um sentimento geral de tristeza e perca de fé pela humanidade. Mas o assunto com que essa biografia lida, incentiva quem vê a refletir sobre o assunto e discutir sobre a discriminação e intolerância no mundo moderno.
Não tem nem o que falar da excelente atuação! Tanto do protagonista Manoj Bajpayee, como de Rajkummar Rao que interpreta um jornalista e dá um show de carisma no meio de um mundo imoralmente corrupto.